Book Challenge #9: The Beautiful and Damned

sábado, 27 de dezembro de 2014



"A classic," suggested Anthony, "is a successful book that has survived the reaction of the next period or generation. Then it's safe, like a style in architecture or furniture. It's acquired a picturesque dignity to take the place of its fashion...."

A citação acima, sugerindo que um clássico é um “livro que sobreviveu à reação da próxima geração”, bem se aplica a todos os livros de F. Scott. Fitzgerald, representante da “geração perdida” e um dos maiores autores do século XX. Neste nono #Book Challenge, escolhi o intenso The Beautiful and Damned, retrato dessa geração e do próprio autor.



The Beautiful and Damned (Belos e Malditos) é um livro dividido em três partes (“The Pleasant Absurdity of Things”, “The Romantic Bitterness of Things” e “The Ironic Tragedy of Things”) descrevendo a vida do casal Anthony Patch e Gloria desde que se conheceram, quando ele tinha vinte e cinco anos, até os trinta e três. Neste período, é retratado o casamento dos protagonistas, o forte romance inicial, as festas extravagantes, os conflitos fúteis, os problemas financeiros, o alcoolismo e a decadência, em uma fascinante narrativa.



Nunca houve um título tão apropriado para uma obra. Os personagens iniciam a obra com uma boa vida, um romance intenso e um mundo de oportunidades pela frente, mas a falta de determinação e a futilidade que experimentam resultam no completo declínio dos personagens. No início, Anthony era um estudante de Harvard inteligente e educado, mas por considerar-se acima dos demais e confiar cegamente em si mesmo, nunca quis trabalhar e apenas fez gastar o dinheiro do seu avô. Quanto a Gloria, moça fútil cuja única qualidade era a estonteante beleza, esta foi roubada pela idade, de modo que a moça não pode realizar o “sonho” de ser atriz.

"Blowing bubbles -that's what we're doing, Anthony and me. And we blew such beautiful ones today, and they'll explode and then we'll blow more and more, I guess - bubbles just as big and just as beautiful, until all the soap and water is used up."

É interessante ver como Fitzgerald constrói e desconstrói os personagens em todos os aspectos. Por mais fúteis que Anthony e Gloria sejam, nos interessamos por aquele relacionamento e pelos diálogos dos personagens, para depois nos decepcionarmos com as discussões, mas surpreendentemente, não estranharmos o comportamento impulsivo e mesquinho tomados, porque já estamos envoltos naquele universo. É incrível como personagens tão egoístas, gananciosos, inúteis e até mesmo perversos podem nos gerar alguma compaixão.



Belos e Malditos é mais que um simples romance ou o retrato, talvez, do próprio Scott e Zelda Fitzgerald: é uma obra profunda que nos faz refletir sobre a influência da ganância, do excesso e do descontrole em nossas vidas, seja nas relações familiares, num âmbito profissional, financeiro, em todas as esferas. Quando iniciei a leitura, o fiz apenas pelo estigma positivo de Fitzgerald, mas encontrei uma obra tão intensa quanto O Grande Gatsby, só que com um curioso sabor agridoce.

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2 comentários

  1. Nossa gostei muito da sua resenha e que capa é essa? quero muito ler esse livro agora, vou procurar ele no site da saraiva será que encontro, pois na livraria que tem perto da minha casa não tem nem adianta tenta haha

    Ps: Não conhecia o seu blog , mas agora conheço e gostei muito dele e tbm te achei uma fofa haha s2 http://cantinhodacarolll.blogspot.com.br/2014/12/sombra-e-ossos_29.html

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  2. Histórias onde as "pessoas más" são cativantes sem dúvida são as minhas preferidas, e esses personagens costumam ser muito mais interessantes do que os "heróis" tradicionais. Provavelmente eu iria gostar desse livro...

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