Crítica: Êxodus - Deuses e Reis

domingo, 25 de janeiro de 2015



Apesar de não ser muito religiosa (se fosse, provavelmente não ia gostar muito dos filmes!), acho interessante essa iniciativa de retratar as histórias bíblicas de uma maneira mais popular e acessível, mas melhor ainda quando o resultado vai além da pregação e resulta em um bom filme. É o caso de Êxodus – Deuses e Reis, estrelando Christian Bale e Joel Edgerton como Moisés e Ramsés.



Do mesmo diretor de Gladiador, o filme inicia com a profecia de que um líder seria salvo por alguém que se tornaria um líder: Ramsés, herdeiro do trono do Egito, é salvo por seu irmão Moisés, um guerreiro sensato e muito mais preparado para governar o povo. Infelizmente, depois de uma cena de tensão descobre-se que Moisés é um hebreu, e por isso ele é exilado e passa a viver como pastor. Moisés levou uma vida tranquila até receber um “chamado de Deus” e, pela primeira vez, se preocupar e lutar pelo seu povo, de forma que ele organiza os hebreus e enfrenta seu irmão para acabar com a escravidão no Egito.



Independente de posições religiosas, a temática do filme é interessante e tanto o conflito geral quanto os conflitos internos dos personagens são abordados, visto que Moisés volta-se contra seu próprio irmão em prol de um povo que sofre e a qual pertence, mas nunca considerou realmente como seu. Também acompanhamos como um Moisés cético que não acredita nem mesmo em profecias passa a se entregar a uma fé maior, e torcemos pela libertação dos hebreus. Curiosamente, apesar das atitudes de Ramsés, também agoniamos pelo sofrimento que todo o povo egípcio sofre quando Deus lança suas pragas bíblicas, gerando um questionamento que o próprio antagonista do filme faz.



Como era de se esperar, a história não é tão fiel à Bíblia, visto que nela Moisés é um pastor e no filme, um general. Isso tem irritado alguns religiosos, mas não acredito que tenha prejudicado o filme, que manteve a sua essência. Uma das coisas que reclamam, e que eu achei interessante, é o fato de darem explicações científicas aos acontecimentos, mas mantendo sua origem divina. Na verdade, minhas críticas ao filme se restringem apenas ao título, já que não vi deuses e sim o Deus dos hebreus agir, e ao fato do filme ser muito extenso e ficar cansativo ao apresentar as pragas bíblicas. Também acho que a clássica cena dos hebreus atravessando o mar poderia ser mais impactante, mas no geral, o filme conta com um belo visual e fotografia.



Diferente do tão comparado Noé, o filme Êxodus - Deuses e Reis é um verdadeiro épico bíblico, contando com uma produção e efeitos visuais impecáveis, mas também com um elenco e história a agradar gregos e troianos - ou melhor, egípcios e hebreus.

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1 comentários

  1. Eu adorei o filme. A parte das pragas foi muito legal, em especial os rios ficando vermelho. Existe fundamentos históricos que provam que Moises realmente foi um General, e ele não era tão bondoso como o do filme. Antes de sair do Egito ele saqueou as terras levando prata, ouro e mantimentos.

    Sem contar que ele exterminou o povo Hitita antes de chegar a terra prometida.

    Você já viu a primeira versão desse filme?

    Bjos e boa Disney

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