Crítica: A Teoria de Tudo

quinta-feira, 5 de março de 2015



Toda história de superação é emotiva e inspiradora, mas algumas histórias transpassam a esfera individual e se perpetuam no tempo, visto que suas contribuições afetam toda a humanidade. É o caso da história de vida do físico teórico Stephen Hawking, agora apresentada no cinema com o título que da teoria que ele almejava: A Teoria de Tudo.



A Teoria de Tudo retrata a trajetória de Stephen Hawking (Eddie Redmayne), um dos mais notáveis e importantes cientistas da atualidade. Estudante de astrofísica da Universidade de Cambridge, Hawking era um jovem promissor em busca de uma teoria que unificasse diversos conceitos da física quântica, tinha vários amigos e, em um baile de formatura, apaixonou-se por Jane Wilde (Felicity Jones), aluna do curso de Letras. Aos 21 anos de idade, Hawking descobriu-se portador de esclerose lateral amiotrófica, uma doença degenerativa que, apesar de não afetar o intelecto, paralisa os músculos do corpo, fazendo com que os médicos lhe dessem apenas dois anos de vida. Contra todas as expectativas, com o apoio de Jane Wilde e apegando-se fortemente a sua capacidade mental e ao bem que suas descobertas fariam o mundo, Hawking torna-se um exemplo de superação e apresenta importantes teorias para a física.



O filme é baseado no livro “Travelling to Infinity: My Life with Stephen”, escrito por Jane Hawking, e por esse motive tende a priorizar o relacionamento do casal ao invés das descobertas científicas do físico. Nesse sentido, foi feito um excelente trabalho para demonstrar o companheirismo entre Jane e Hawking, as dificuldades no tratamento da doença e as consequências ‘sociais’ deles, visto que Jane fica cada vez mais envolvida com o religioso que auxilia a família e até mesmo Hawking acaba criando mais intimidade com a enfermeira do que com a própria esposa. Cada fase, por assim dizer, foi representada com maestria por Eddie Redmayne e Felicity Jones, e a fantástica trilha sonora do filme dá ainda mais emoção para cada cena.



Ainda que sua vida pessoal tenha sido bem explorada, é uma pena que o filme pouco tenha abordado suas descobertas científicas. A Teoria de Tudo inicia mostrando um jovem gênio cheio de ideias e termina com um renomado cientista com novos trabalhos e mais próximo ainda da ‘teoria de tudo’, mas pouca coisa é mostrada nesse ínterim. Na verdade, por melhor que tenha sido a atuação de Redmayne e por mais fiel que tenha sido retratada esclerose lateral amiotrófica, o filme foca-se demasiado na doença, a cada cena nos impactando mais e mais com a degeneração física. Acredito que isto tenha prejudicado o ritmo do filme, não por não haver tanta necessidade, mas porque seria melhor se houvesse um balanceamento entre as duas áreas, a vida pessoal e as contribuições à humanidade.



Por mais triste que seja sua história de vida, ver A Teoria de Tudo no cinema nos faz refletir sobre a preciosidade do tempo e a necessidade de fazer o máximo possível independente das circunstâncias que temos. É uma história triste, mas também inspiradora, pois trata-se de alguém genial em todos os sentidos, que superou todas as expectativas. Enquanto houver vida, haverá esperança.

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4 comentários

  1. Acabei de assistir esse filme! Juro, que faz uns 20 minutos que assisti! Eu gostei muito! =)

    www.mariliamerlino.blogspot.com.br

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  2. Estava doida para assistir esse filme. Fico muito curiosa à respeito da doença de Stephen Hawking, e principalmente sobre sua vida e etc... Acho incrível toda essa inteligência! O:
    Quero muito assistir esse filme, espero gostar bastante ;D Já li algumas coisas sobre ele, mas não posso deixar de ver o filme rs Beijos!

    sonho-oriental.blogspot.com

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  3. Também achei que faltou alguma coisa a ser abordada sobre a carreira dele. Mas vendo ele ficando de mal a pior meio que lembrou 1 Litro de Lágrimas ;´(

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  4. Não posso discordar que faltou equilíbrio entre doença (vida pessoal) e a científica, mas acho que foi isso que me fez AMAR o filme, nem parece baseado num história real de alguém que superou todas as expectativas, parece mais um livro, "conto de fadas", acredito que esse desequilibrio seja justamente para agradar um público maior (que não se interessa tanto pelo cientificismo) e também pela obra na qual é baseada (que ainda não li, mas fiquei com vontade). Os atores estão de parabéns também <3 :*
    www.moniitorando.com

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