Crítica: The Dark Knight Rises


quinta-feira, 16 de agosto de 2012


Eu não sei se sou eu que estou ficando muito crítica ou vocês que me iludiram julgando esse novo filme como um dos melhores já feitos e tão bom quanto seu antecessor. O fato é que eu fui ver Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge com uma certa expectativa e, mesmo que o filme tenha me entretido e agradado visualmente, junto-me ao personagem Alfred Pennyworth, desejando que o Batman não tivesse ressurgido.


O filme começa oito anos depois da morte de Harvey Dent, com uma Gotham livre do crime organizado e um Bruce Wayne (Christian Bale) recluso. Um ótimo início, quando reencontramos os personagens anteriores como o Comissário Gordon (Gary Oldman) e o mordomo de Wayne (Michael Caine, melhor atuação), e somos apresentados à novos, como o detetive John Blake, Miranda Tate (Marion Cotillard) e a Mulher-Gato (Anne Hathaway). Porém, com a chegada de um novo vilão, Bane (Tom Hardy), a cidade corre risco de ser totalmente destruída, trazendo à tona nosso herói e iniciando uma sequência de algumas cenas de ação e muitos eventos grandiosos mas sem grande significado. Na opinião da maioria, uma história épica, um filme grandioso e um ótimo final para a trilogia. Já na minha opinião, uma história um tanto fraca, às vezes superficial, recheada de clichês.

Obviamente eu não esperava um vilão à altura do último Coringa, mas quando descreveram o novo antagonista como "grande" eu esperava que esse adjetivo se encaixasse em um sentido abstrato, e não apenas físico. Bane, o mercenário terrorista que quer explodir a cidade, acaba sendo apenas um brutamontes cumprindo ordens, e não "o mal em pessoa" como alguns personagens falaram. Devo admitir que para todos os planos dele funcionarem, requer bastante inteligência, pena que fiquei sem saber como tudo acontecia e com a impressão de que os explosivos surgiam do nada no filme. E quanto as lutas, sempre me impressiona como homens armados até os dentes sempre preferem sair na porrada. Acho que para um filme que promete retratar Batman de forma mais "realista", acabou por ficar muitas pontas soltas na história, que não se ateu aos detalhes.


Apesar de não ver muito sentido na trama central (e infelizmente, saber que tinha. No segundo filme o que o Coringa fazia não tinha sentido nenhum e mesmo assim foi excelente), me agradou muito a bem colocada trilha sonora, a fotografia, os ótimos efeitos visuais e principalmente, o desenvolvimento de dois personagens em especial - o detetive John Blake e a Mulher-Gato. Joseph Gordon-Levitt estava ótimo no papel do detetive idealista e correto, que acredita na figura do Batman e nos sensibiliza à medida que seu personagem cresce, confirmando no final o quão importante ele é e poderá vir a ser na história. Já a Mulher-Gato não é chamada assim nenhuma vez durante o filme e não tem o rabo e as garras do felino, mas todas as características de um gato estão contidas no caráter da personagem: intuitiva, independente, ágil e desconfiada.

Bruce Wayne- O Cavaleiro das Trevas Ressurge (porque o Batman mesmo, só aparece em três ou quatro cenas) é um filme igual ao próprio personagem: com altos e baixos. Some todas as cenas impressionantes e bons atores às situações um tanto inverossímeis (Poço dos Prisioneiros) e furos no roteiro e aí está o maravilhoso filme que todos idolatram. Apesar de tudo, acho que encerrou bem a trilogia, porém considerando a pequena decepção que sofri com esse, talvez eu não receba com tanta empolgação assim a notícia de uma continuação da franquia.

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