Crítica: Bohemian Rhapsody


domingo, 2 de dezembro de 2018

Não é difícil explicar o sucesso meteórico do Queen: suas ótimas melodias, somadas à potente voz do talentoso Freddie Mercury, Queen não apenas é uma das melhores bandas de rock de todos os tempos, como também é uma banda única, diferente de todas as outras bandas que existem. Por conta disso, é com muito interesse que fui assistir ao filme Bohemian Rhapsody, uma belíssima homenagem à banda.

crítica Bohemian Rhapsody


Bohemian Rapdosy tem como proposta apresentar uma biografia de uma das bandas mais famosas do mundo, com enfoque na vida pessoal do vocalista Freddie Mercury. O dia que Freddie conheceu os membros da banda, seu relacionamento com Mary e a descoberta de sua sexualidade, a composição de Bohemian Rhapsody e outros sucessos, e alguns dos shows mais impactantes da carreira, todos esses momentos são retratados de forma apaixonada pelo filme dirigido por Bryan Singer, explorando a estética da época, as excentricidades e dramas vividos pelo talento único que foi Freddie Mercury.



Tratando-se de um filme sobre a banda Queen, por óbvio é impossível não analisar a semelhança dos atores com os integrantes da banda. Nesse sentido, houve uma escolha muito feliz do elenco, que além da semelhança física também traz os trejeitos e a personalidade de cada membro da banda. A semelhança de Gwilym Lee como Brian May é assombrosa, e o mesmo se diz sobre Ben Hardy como Roger Taylor e Joseph Mazzello como John Deacon, ainda que sua interpretação seja mais sutil. No entanto, o grande destaque é para o egípcio Rami Malek. Rami Malek não é parecido com Freddie Mercury e obviamente não tem sua voz, mas ao dublar o cantor e imitar todos os movimentos e trejeitos de Freddie Mercury, acaba por incorporar sua personalidade e realmente convence em suas performances. Malek consegue retratar toda a intensidade e o magnetismo de Freddie Mercury, sobretudo na participação do Queen no Live Aid, um dos mais memoráveis shows da banda.

crítica Bohemian Rhapsody


Para os verdadeiramente apaixonados pela banda, algumas cenas do filme podem causar estranheza pela incorreção biográfica, seja porque o filme altera a ordem cronológica de alguns acontecimentos, a exemplo do show no Rock in Rio, quando os brasileiros cantaram em coro "Love of my Life", seja porque altera os próprios acontecimentos, como o modo com o qual Freddy Mercury conheceu seu último namorado, Jim Hudson. O roteiro também pode ser criticado pelo modo simplista com que aborda a história da banda, retratando de forma superficial os dramas pessoais de Freddie Mercury entre a criação de uma música e outra. Todavia, entendo que isso não foi um 'erro' proposital, mas uma escolha, já que o filme não busca ser preciso e nem retratar temas pesados, mas tão somente ser uma homenagem bonita à banda.

crítica Bohemian Rhapsody


Bohemian Rhapdosy tem o condão de agradar os fãs e trazer novos ouvintes de Queen, confirmando a importância que a banda tem até os dias de hoje. Se o filme não é tão complexo quanto a história da banda e apenas permeia de leve os excessos cometidos pelo vocalista, isso não chega a ser um problema. As 2h30 passam rápido e o filme é uma verdadeira homenagem à figura de Freddie Mercury, que certamente foi um dos maiores talentos de todos os tempos.

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Paul McCartney em Porto Alegre


sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Quando fui no Show do Paul McCartney em 2010, eu era a pessoa mais animada de Porto Alegre. Foi uma loucura na busca por ingressos, meses de preparativos ouvindo álbuns da carreira solo, toda a cidade estava animada com o primeiro show do Beatle em solo gaúcho. Fiquei horas na fila, fui com minha família e melhores amigos, realizei o sonho de ver meu ídolo. Por já ter vivido toda essa emoção, confesso que não estava tão entusiasmada com o show do Paul McCartney que ocorreu dia 13 de Outubro de 2017 em Porto Alegre, porque achei que não ia superar o anterior. Bobagem. No primeiro acorde eu já estava emocionada.

show Paul McCartney Porto Alegre


O Show em Porto Alegre foi o primeiro da turnê One and One no Brasil, contando com músicas marcantes da carreira solo do artista, canções do Wings e muitas, muitas músicas clássicas dos Betles. Foram quase três horas de um show histórico, que reuniu mais de cinquenta mil pessoas no Estádio Beira Rio para assistir um artista que, no auge dos seus setenta e cinco anos, esbanjava carisma e animação, fazendo gracinhas e conversando com o público não apenas em português como também arriscando gírias gaúchas como "bah" e "tri legal". Foram, ao todo, mais de trinta e cinco músicas, mostrando que o legado dos Beatles está vivo e é eterno.

show Paul McCartney Porto Alegre


Paul começou com a incrível A Hard Day's Night, que, assim como Love me Do, não era tocada em uma turnê desde a época dos Beatles. O artista incluiu muitas músicas que não foram tocadas no show anterior, como a belíssima Valentine e a estonteando Maybe I'm Amazed (uma das melhores de sua carreira solo) e, quando tocava músicas já conhecidas pelo porto-alegrense, como Let em Roll It e Nineteen Hundred and Eighty-Five, nos atingia pela nostalgia de poder reviver aquelas músicas. Paul propôs uma "volta no tempo" ao tocar In Spite of All Danger e, a partir daí, tocou uma série de músicas clássicas do início da carreira dos Beatles, como You Won't See Me, And I Love Her e Blackbird, momento no qual, com setenta e cinco anos, o artista relembrou da importância de algo que muitos brasileiros debocham e nem sabem o que significa: direitos humanos.

No show o artista fez as suas homenagens à John Lennon e George Harrison com Here Today e Something, respectivamente, reproduziu a estonteante Eleanor Rigby e se aproximou do término do show com uma sequência matadora, com músicas como A Day in the Life (que me arrancou algumas lágrimas, alías), Back in the U.S.S.R e, mais impactante ainda, Let it Be, Live and Let Die e Hey Jude. Live and Let Die, a música criada para o filme do 007, já é conhecida pelo marcante show de pirotecnia e fogos de artifício, e Hey Jude obviamente emocionou por ser o momento em que os fãs cantam juntos o nanana antes do refrão, o que ficou ainda mais bonito pelo número dos balões que lotaram o Beira-Rio. No entanto, o momento mais emocionante da noite certamente foi Let it Be: espontaneamente, cada fã ligou sua lanterna do celular e o estádio se encheu de luzes durante a música, parecendo uma verdadeira constelação. Rolling Stones que me perdoem, mas nenhum artista consegue provocar a mesma emoção que Sir Paul McCartney.

show Paul McCartney Porto Alegre


Se não bastasse todos os sucessos tocados, o bis contou com nada menos que Yesterday, Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (reprise), Helter Skelter, Birthday (engraçadinha, mas enfim) e a belíssima sequência de Golden Slumbers, Carry that Weight e The End. The End, uma das minhas preferidas, sempre encerra o show da melhor forma possível, nos deixando felizes com o que presenciamos e com a certeza de que para a beatlemania nunca haverá um final.

show Paul McCartney Porto Alegre


Alguns shows nos impressionam pela técnica, outros pelo envolvimento do artista e outros nos emocionam pela história e pela experiência que nos proporcionam. O show de Paul McCartney faz tudo isso e muito mais, é sempre uma experiência única, uma noite inenarrável, que faz termos a impressão de estar presenciando parte da história. A verdade é Sir Paul McCartney é o maior artista vivo da atualidade, capaz de reunir várias gerações, idosos, adultos e crianças, todos compartilhando o mesmo sentimento. Me diverti, sorri, chorei, dancei, cantei, gritei e me emocionei, em um show inesquecível que só um verdadeiro beatle pode proporcionar.

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Magical and Mistery Tour: O primeiro museu dos Beatles do Brasil, em Canela


quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Imaginem a emoção de uma beatlemaníaca ao planejar uma viagem para a Serra Gaúcha e descobrir que em Canela fica o primeiro museu dedicado aos Beatles do Brasil! E não é só o primeiro, mas sim, o único até então, de modo que é uma oportunidade imperdível para quem está na região e quer conhecer um pouquinho mais sobre a melhor banda do mundo!

Museu Beatles Canela

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Paul McCartney em Porto Alegre
O interessantíssimo passeio pelo Mundo a Vapor

O Museu dos Beatles foi inaugurado em outubro de 2016 e tem como proposta nos levar a um mágico e misterioso tour pela história da melhor banda de todos os tempos. Trata-se de um acervo de mais de mil itens do beatlemaníaco André Luis (empresário da banda cover argentina Star Beetles) que foi pensado com muito carinho para os fãs da banda e também conseguir novos fãs, afinal, é impossível não se empolgar com a trajetória do Fab Four. Uma das coisas que mais me chamou atenção é que, apesar de não ser muito conhecido, o museu estava cheio, e todos os visitantes estavam tão empolgados quanto eu.

Museu Beatles Canela Museu Beatles Canela Museu Beatles Canela


Para criar essa viagem pela história dos Beatles, o museu conta com pequenas salas temáticas representando as várias fases da banda, funcionando como uma linha do tempo. Iniciamos nosso tour conhecendo um pouco da amizade entre Paul e John e banda "Quarrymen" da década de 1950, descobrimos curiosidades sobre os antigos membros, sobre como a banda chegou na formação oficial, os shows em pubs na Alemanha e finalmente a Beatlemania, quando os Beatles invadiram os Estados Unidos e o resto do mundo. O bacana da exposição é que conta com vários itens de diversos países, demonstrando o alcance e o potencial dos Beatles, e como eles se popularizaram na música, nos filmes e até mesmo em brinquedos. Também há um espaço dedicado à fase psicodélica (minha preferida) e um pouco da carreira solo de cada integrante, tudo isso sinalizado com placas e vídeos explicativos sobre a história da banda.

Museu Beatles Canela Museu Beatles Canela


O acervo conta com figurinos, instrumentos, bonecos, livros, pôsteres e muitos itens diversos, tudo de uma forma muito bem organizada que dá inveja a qualquer beatlemaníaco. Se eu não conhecesse a banda, teria gostado do museu pela oportunidade de conhecer a história dos Beatles e sua importância, mas como fã, fiquei realmente emocionada de reviver aquela história através dos cômodos do museu, dos vídeos expostos, dos itens. Cada artigo, por mais simples que seja, conta uma história, veio de um lugar, é uma homenagem à maior banda da história. Eu acho isso sensacional, e a ideia de criar um espaço inteiramente dedicado aos Beatles é algo que não tenho palavras pra definir.

Museu Beatles Canela Museu Beatles Canela


No mesmo dia que realizamos esse passeio, visitamos vários outros museus, vimos a Cascata do Caracol, passeamos no centro de Gramado, enfim, fizemos muitas coisas bacanas. Mas nenhum passeio foi tão emocionante quanto o Museu dos Beatles. Não é só porque é a melhor banda do mundo musicalmente, mas The Beatles tem alguma coisa que alegra a alma, que nos deixa feliz de ouvir e querer fazer parte daquela história. Ora, não vamos nos esquecer que a banda durou cerca de dez anos e, mesmo assim, tem influenciado gerações desde 1960 e certamente continuará influenciando. É a atemporalidade da banda que nos une, é cantar sobre temas universais como amor, paz, amizade, e também mostrar a própria individualidade em melodias que encantam as pessoas. Fiquei realmente feliz em visitar o Museu dos Beatles e espero que quem possa aproveite essa oportunidade, é uma dica valiosa de fã para fã sobre um lugar imperdível na Serra Gaúcha!

Museu Beatles Canela
Local: Avenida Ernani Kroeff Fleck 521 – Sala 01 – Canela – RS
Horário: Segunda a sexta das 9h as 17h | Sábados, domingos e feriados das 9h as 19h
Ingresso: 30 reais | 15 estudante e idosos | gratuito menores de 5 anos

* Recebemos os ingressos para o Museu dos Beatles como cortesia para o blog, porém, todas as opiniões são verdadeiras e refletem nossa experiência pessoal.



Clique aqui e confira todos os posts da viagem para Gramado e Canela

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The Who e Def Leppard em Porto Alegre


sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Junto de bandas como The Beatles e Rolling Stones, The Who foi responsável pela chamada invasão britânica nos Estados Unidos e no mundo, momento em que o rock inglês se tornou universal. The Who foi a primeira banda a criar uma ópera rock, influenciou altamente o punk rock, nos contagiou com um estilo próprio. Felizmente, a invasão britânica está chegando pessoalmente em Porto Alegre e pude apreciar um show de uma das maiores bandas da história do rock.

The Who Porto Alegre


O show em Porto Alegre ocorreu dia 26 de setembro de 2017 no Anfiteatro Beira-Rio e foi a despedida da banda no Brasil, depois de elogiadas apresentações em São Paulo e no Rock in Rio. Bem verdade, a banda era esperada há mais de cinquenta anos e, apesar do estádio não estar tão lotado como em shows de bandas mais famosas, The Who conseguiu reunir jovens, adultos e idosos, em um momento que a própria banda definiu como um dos melhores shows dos últimos dez anos.

Antes da apresentação de The Who, a abertura às 19h30 ficou por conta da banda inglesa Def Leppard, que atua desde 1977 e já vendeu mais de 100 milhões de álbuns mundial. Confesso que não tinha muito contato com Def Leppard, mas não foi difícil me empolgar com o show da banda, que demonstrou altíssima qualidade e total domínio dos instrumentos. Com um estilo mais agressivo, misturado à belíssimos solos de guitarra, a banda deu uma verdadeira aula de rock. Mas não adianta: a espera era pelo show da banda The Who que, com uma pontualidade britânica, começou a tocar as 9h30 no Beira Rio.

The Who Porto Alegre
Banda Def Leppard em Porto Alegre


A playlist do show não poderia ter sido melhor, reunindo os principais sucessos da banda. Iniciando com "I can't Explain", "The Seeker" e "Who are You", o reportório contou também com a icônica My Generation, Pinball Wizard e a belíssima Behind Blue Eyes que, como lembrou Roger Daltrey com bom humor, não é uma música do Limp Bizkit. Vários momentos foram emocionantes e todos os refrões eram entoados também pelo público, sendo um dos momentos mais marcantes, talvez, Baba O'Riley.

A banda, que sempre demonstrou rebeldia e juventude, hoje tem integrantes com mais idade e já não quebram mais instrumentos como era hábito no início. Isso não quer dizer, no entanto, falta de energia: Pete Townshend e Roger Daltrey, com 72 anos e 73 respectivamente, entregaram um show eletrizante, mantendo o mesmo ritmo até os últimos acordes. O vocalista Roger Daltrey continua apresentando uma voz poderosa e Pete Townshend demonstra experiência na guitarra e um estilo autêntico, impressionando a todos os fãs. Substituindo os outros membros originais, Keith Moon e John Entwistle, tocaram o baixista Jon Button e o baterista Zak Starkey, filho do beatle Ringo Starr.

The Who Porto Alegre


Intenso e emocionante, show da banda The Who em Porto Alegre foi um dos mais marcantes da cidade e, segundo o produtor, um dos melhores shows da banda nos últimos 10 anos. Não dá para saber se é verdade, mas o fato é que a banda apresentou uma energia única, um carisma contagiante e uma performance impecável. Foi uma noite inesquecível e só posso agradecer pela oportunidade de assistir esse show histórico.

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Quinta Clássica: Yes


quinta-feira, 11 de agosto de 2016



Para nossa segunda Quinta Clássica, resolvi apresentar uma banda para quem curte rock progressivo vindo diretamente dos anos setenta: YES.



Yes é uma banda britânica de rock progressivo marcada por belos arranjos, virtuosismo e muita psicodelia. A banda foi formada em 1968 e durante todos esses anos, passou por muitas formações e gravou vários discos de sucesso, como Close to the Edge, Starship Troopers e Astral Traveller. Yes já gravou trinta e oito álbuns ao longo da carreira e o mais interessante é que eles continuam na ativa, sendo um dos maiores ícones da história do rock progressivo.



As músicas da banda são marcadas por letras místicas e surreais, vocais harmoniosos e melodias complexas, que além de misturar elementos do folk, do jazz, do pop e dos mais diversos gêneros musicais, possuíam um ritmo próprio, com padrões diferenciados e uma estrutura completa, de introdução, interlúdios instrumentais, climax. Eu realmente não entendo muito da parte "técnica" para opinar, mas basta ouvir uma música da banda que vocês vão entender o que quero dizer e sentir a energia que Yes proporciona.



Meus álbuns preferidos são Tales From Topographic Oceans (1973) e Fragile, que foi o primeiro que conheci por conta da música Roundabout, ending do anime Jojo's Bizarre Adventure. O bacana é que estava fazendo o Top Cinco de músicas para indicar no blog e conheci um cover fantástico de Every Little Thing, da minha banda favorita (The Beatles). Enfim, segue meu Top Cinco, com o cover de Every Little Thing incluso! :D



Vocês já conheciam Yes? Gostaram ou acharam estranho, haha? Deixe nos comentários!



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Quinta Clássica: Men at Work


quinta-feira, 4 de agosto de 2016



Em agosto teremos no blog o Quinta Clássica, uma postagem especial indicando alguma banda das antigas e que merece ser ouvida. Para a primeira indicação, gostaria de apresentar a vocês Men at Work, uma banda que vem from a land down under.



Men at Work é uma banda de rock australiana que fez muito sucesso na década de oitenta, pois suas melodias são alegres e harmoniosas e muitas músicas apresentam uma mistura diferente de rock com influências do reggae. Seu álbum de maior sucesso é o Business as Usual e nele consta a exelente Who Can It Be Now e a famosa Down Under, que popularizou de certa forma a Austrália e anos mais tarde foi cantada nos Jogos Olímpicos de Sidney, quando a banda foi convidada para fazer o show de encerramento.



Apesar de ser mais lembrada pela música Down Under, há várias músicas boas como Overkill e It's a Mistake, e as músicas menos conhecidas apresentam a mesma qualidade das demais. Men at Work lançou três álbuns na década de oitenta e gravou um álbum ao vivo no Brasil em 1996, mas encerrou suas atividades. Ouça a playlist que elaborei com as músicas da banda ♥



Espero que tenham gostado de Men at Work e dessa nova coluna, que oportuniza conhecer uma nova banda ou relembrar boas músicas! O que vocês acharam de Men at Work? Deixe seus comentários!


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Rolling Stones em Porto Alegre


sexta-feira, 11 de março de 2016



Semana passada Porto Alegre presenciou mais um show que ficará marcado na história, de uma banda que influenciou uma geração e traz em suas canções e estilo o verdadeiro significado do rock n'roll. É com emoção relembrando o dia 02 de março de 2016 que venho compartilhar com vocês um pequeno relato sobre o show da banda Rolling Stones!


Eu e minha prima Eduarda, do Gota de Champagne.


O show aconteceu no Estádio Beira-Rio e desde a manhã havia uma grande alvoroço no entorno, vez que muitas pessoas ficaram o dia inteiro esperando nove da noite chegar. Contudo, nem o tempo de espera nem os (bons) shows de abertura nos prepararam para o início de um show emocionante, animado, com músicas marcantes de uma das bandas mais importantes da história do rock. E com uma peculiaridade: os Stones tocaram abaixo de chuva.



Apesar do palco grandioso, com três telões cujas luzes mudavam perfeitamente conforme a música, a estrutura foi insuficiente para proteger os artistas do que atingiu o público desde os primeiros acordes: a chuva. Mas o que era para ter sido um enorme problema parece ter servido de combustível não só para a plateia como para a banda cinquentenária, cujos roqueiros deram um show de vitalidade. Entre sorrisos, os Stones demonstravam estar curtindo tocar em Porto Alegre, e apesar da chuva pesada, percorriam a passarela e em nenhum momento diminuíram a energia que passavam para os fãs. Mick Jagger dançou, rebolou, fez o público cantar junto e usou gírias porto-alegrenses para se dirigir à plateia, nos saudando com um amigável "e aí, gurizada!" e apresentando Ronnie Wood como um gaúcho que toma chimarrão.



O show iniciou com Jumpin' Jack Flash e apresentou um repertório sólido, com It's Only Rock n' Roll, Let's Spend the Night Together (a música escolhida pelo público) e Ruby Tuesday, uma grata surpresa. Outras músicas tocaram, como Paint It Black, e duas tiveram Keith Richards no vocal. Para mim, a melhor parte do show começou com a fantástica Gimme Shelter, seguida de uma sequência arrebatadora com Start me Up, Sympathy for the Devil (com um palco repleto de símbolos satânicos e Mick Jagger vestindo uma capa vermelha), Brown Sugar e o bis, em que o Coral da PUCRS cantou You Can't Always Get What you Want e depois todo o estágio pulou com (I Can't Get No) Satisfaction".


Foto: Kevin Mazur (Fonte: Jornal do Comércio


Apesar de muitas bandas talentosas terem vindo para Porto Alegre nos últimos anos, a verdade é que nunca se viu show igual: com quase ou mais que setenta anos, os artistas mostraram mais energia que muita gente, isso que o público foi muito participativo e não parou um minuto de pular e curtir o show. O talento musical é indiscutível, mas uma das coisas mais impressionantes na apresentação ao vivo é a presença de palco de Mick Jagger, o carisma que todos da banda demonstram e a parceria entre eles, que há cinquenta anos tocam juntos. Quem viveu uma vida quebrando limites, marcou a história do rock e há muito já fez fama e fortuna não toca por dinheiro, mas por prazer. Acredito que os Rolling Stones ficaram muito satisfeitos de tocarem em Porto Alegre - e eu, feliz e emocionada com a oportunidade única de presenciar uma das maiores bandas da história.

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Games: K-Pop Dance Festival


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016



Sempre achei bonitas e energéticas as coreografias de K-Pop, música popular da Coréia do Sul. Buscando saber como começar e aprender a dançar K-Pop, contatei uma dançarina de um grupo da minha cidade, que me deu o conselho mais óbvio do mundo: aprende-se praticando. Não chamo de óbvio menosprezando, mas sim, porque devia ser algo intrínseco em todo mundo: se eu quero ser boa em alguma coisa, devo treinar até aprender. A menina fez até uma analogia com desenhos, dizendo que é com a prática que se aprende. Isso serve para dança, música, desenho, estudos, para tudo na vida.

K-Pop Dance Festival


Depois dessa descoberta mágica (treinando que se aprende), resolvi de fato me esforçar mais e aprender as coreografias que eu gosto, já que este é um dos poucos tipos de dança que se adéquam ao meu estilo. Há muitos vídeos no Youtube que ensinam passo a passo cada música e são a melhor maneira de aprender, mas resolvi fazer essa postagem falando um jogo de dança porque não encontrei nenhuma resenha em português. Claro, não se compara com as aulas disponíveis no Youtube, mas é uma maneira divertida e proporciona um ótimo primeiro contato com esse estilo: K-Pop Dance Festival.

K-Pop Dance Festival


O K-Pop (música pop coreana) é um estilo musical abrangendo música eletrônica, electropop, hip Rop e rap, que ficou muito popular na Coreia do Sul na década de 1990 e, graças à Internet, popular em 2000 no resto do mundo. A principal característica são os ídolos teen e as danças sistemáticas e sincronizadas, cheias de energia e ideais para dançar sozinho ou em grupo.

K-Pop Dance Festival


O K-Pop Dance Festival é um jogo de dança para o Nintendo Wii (também disponível para Nintendo Wii U) com uma proposta semelhante à franquia Just Dance, mas voltada para música coreana. São 26 músicas que abrangem desde o despertar da febre, na década de noventa, até os hits mais modernos e populares, como Gangnam Style. Entre os artistas, estão nomes como Kara, 2NE1, T-ara, Orange Caramel, BigBang, Lee Hyori e muitos outros. São músicas velhas e novas, tranquilas e agitadas, mas todas com as coreografias inventivas e boas de dançar!

K-Pop Dance Festival


A sistemática do jogo é parecida com o Just Dance: segurando o Wiimote, simulamos os movimentos realizados pelo dançarino na tela do jogo, na qual também aparecem os próximos movimentos que devemos realizar. Ao final de cada música, nosso desempenho é avaliado e obtemos uma pontuação, que varia de D até SS (só para profissionais!). O único problema é que o jogo inteiro está escrito em coreano, mas tudo é bastante intuitivo e basicamente precisamos clicar nas setas para selecionarmos uma música. Até eu, que não entendo nada, consigo jogar e nunca tive complicações!

Para vocês conhecerem um pouquinho, deixo aqui minhas cinco músicas preferidas e que com certeza treinarei esse ano(vendo vídeos e passo a passo). Espero conseguir!

Roly Poly - T-Ara



1, 2, 3, 4 - Lee Hi



Mister - Kara



Supa Supa Diva - Dal Shabet



Fantastic Baby - Big Bang



E aí, quem mais dança k-pop? Já conheciam o jogo? Espero que tenham gostado da postagem! <3

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David Gilmour em Porto Alegre


sexta-feira, 18 de dezembro de 2015



Em dezesseis de dezembro de 2015, Porto Alegre presenciou um show histórico, de um gigante que sabe não apenas tocar com maestria suas canções, mas transmiti-las de uma maneira inenarrável ao público. É com felicidade que publico meu relato sobre o show do David Gilmour, voz e guitarra da banda inglesa Pink Floyd.



Considerando que Pink Floyd é uma das bandas mais significativas e elogiadas desde os anos sessenta, o show de David Gilmour reuniu gerações, um público animado, ansioso, pronto para cantar junto do artista Wish You Were Here e ouvir as músicas da sua primorosa carreira solo. O show ocorreu na Arena do Grêmio e, sentada na diagonal do estádio, tive uma ótima visão e aproveitei confortavelmente o show. Se é possível culpar alguma coisa da organização (as extensas filas para os quiosques de alimentação, por exemplo), não há como impor defeito ao show, que, em todos os sentidos, foi transcendental.


Fotografia: Zero Hora


Com uma pontualidade britânica, Gilmour iniciou o concerto com três músicas da carreira solo (5 A.M, Rattle that Lock e Faces of Stone), apresentando um envolvente videoclipe na Mr. Screen, que, mais que um telão circular, fazia parte do espetáculo, sendo uma ótima experiência visual. Em seguida, o público se emocionou cantando Wish You Were Here e, após duas ótimas músicas da carreira solo do artista (A Boat Lies Waiting e The Blue), a caixa registradora marcou o início de Money e mais duas músicas do Pink Floyd: a bela Us and Them e a profunda High Hopes, esta última logo após outra música solo chamada In Any Tongue, cujo clipe foi sensacional.



Na segunda parte do show, as luzes do palco nos transportaram para outro mundo ao som de Astronomy Domine até que chegamos a um dos momentos mais esperados do show: Shine on Crazy Diamond. Ouvir uma das minhas músicas preferidas ao vivo sendo tocada por Gilmour foi indescritível e, se ele é o único membro original do Pink Floyd, certamente devemos reconhecer o talento dos demais membros da banda, que incluem o brasileiro João Melo no saxofone. Gilmour também nos presenteou com o incrível solo da Fat Old Sun, tocou Coming Back to Life, do Pink Floyd e apresentou uma música nova, The Girl in the Yellow Dress, cujo estilo destoa das demais músicas do show, mas não por isso é menos apreciável. Depois de Today e Sorrow, o palco novamente se acendeu com Run Like Hell, para depois o tão esperado bis: Time e Comfortably Numb, momentos épicos.



Realmente, não tenho palavras para descrever o quão maravilhoso foi o show de David Gilmour em Porto Alegre. Não é apenas talento, não se trata de alguém extremamente virtuoso a ponto de nem podermos acreditar que aqueles solos são reais: trata-se de um verdadeiro artista, que transmite suas mensagens nas letras, nas melodias, que nos toca com suas músicas. Com seus 69 anos, David Gilmour fez um show intenso e genial, que ficará marcado para quem pode presenciar a vinda de um grande astro do Pink Floyd.

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Show de Nenhum de Nós em Porto Alegre


segunda-feira, 3 de agosto de 2015



Era Julho de 83 quando eu conheci uma das minhas bandas preferidas: Nenhum de Nós. Gosto da banda desde 2009 e desde então foram muitas trilhas sonora de momentos especiais e canções no karaoke, até que na última sexta-feira, dia 24/07, tive o enorme prazer de ir junto da minha prima ao show de Nenhum de Nós, que aconteceu em Porto Alegre.



Nenhum de Nós é uma banda de rock oriunda do Rio Grande do Sul, mas famosa em todo o Brasil. Criada em 1986 por Thedy Corrêa, Sady Homrich e Carlos Stein (que também fundou a banda Engenheiros do Hawaii), em 1988 a banda virou sucesso nacional com o hit Camila, mas muitas outras músicas foram produzidas que marcaram gerações. Julho de 83, Vou Deixar que Você se Vá e Paz e Amor são exemplos dos sucessos da banda, que já gravou ao longo da carreira 17 álbuns.



O último show em Porto Alegre aconteceu no dia 24/07 no Teatro do Bourbon country e fez parte da turnê de divulgação do novo disco da banda, Sempre É Hoje. Por ser um álbum novo, fiquei com um pouco de medo de não aproveitar o show já que não conheço as novas músicas, mas a 'dosagem' foi perfeita e todas as músicas novas só comprovam a qualidade da banda. Na verdade, as músicas do novo álbum foram intercaladas com os sucessos antigos da banda, de modo que em determinados momentos eu cantava junto, e em outros estava absorvendo as novidades.



Segundo o vocalista Thedy Corrêa, o novo álbum "trata-se de uma reflexão sobre a perda de sensibilidade", trazendo músicas ótimas como Caso Raro, Descompasso, Milagre e Total Atenção, cuja letra achei bastante criativa. O novo álbum também é uma homenagem a Gustavo Cerati da banda argentina Soda Stereo, então eles até tocaram "De música ligera", que aqui no Brasil ficou conhecida pela versão do Capital Inicial como A Sua Maneira. Outro momento fantástico do show foi a música Foi Amor, com a cantora Roberta Campos e claro, foi divertidíssimo dançar Paz e Amor, Camila e outros sucessos da banda.



Para quem não conhece Nenhum de Nós, é uma ótima oportunidade de conhecer um dos maiores exemplares do rock brasileiro. Nenhum de Nós tem personalidade, artistas carismáticos e um ótimo trabalho tanto nas letras quanto no instrumental, utilizando instrumentos diferentes como gaita e criando um som bastante característico. Foi um show muito divertido e fico muito feliz de poder ter assistido!

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5 Músicas com os melhores riffs/solos de guitarra


segunda-feira, 13 de julho de 2015





Dia 13 de Julho é o Dia Mundial do Rock e não há melhor forma de comemorar este dia sem ser ouvindo e compartilhando as melhores músicas do gênero. Sendo assim, resolvi participar (pela primeira vez!) da postagem coletiva do Rotaroots trazendo um Top Cinco empolgante, mas bem desafiador de escolher: as cinco músicas com os melhores riffs/solos de guitarra. Tentei fugir do óbvio, mas ainda assim homenagear os clássicos, que sempre serão os melhores. Vamos conferir?

Shine on you Crazy Diamond


Acho que é conhecimento geral que Pink Floyd é a segunda melhor banda do mundo, e para mim, a melhor música da banda com certeza é Shine on Yoy Crazy Diamond. A música é boa do início ao fim, tem uma letra ótima e, antes da letra, cinco minutos de pura guitarra. Shine on Crazy Diamond é envolvente, brilhante e te transporta para dentro da música.



Since I've been LoVing You


Minha música preferida de Led Zeppelin é Starway to Heaven e estava quase colocando-a nesta lista. Na verdade, eu poderia fazer um top cinco apenas com os melhores solos de Led Zeppelin, porque são todos incríveis e poderosos. No fim, decidi escolher apenas uma de cada banda, e para esta lista pensei em Since I've been Loving You, porque desde o início a música te prende e o solo da metade é arrebatador.



While My Guitar Gently Weeps


Deixei de colocar bandas como Metallica e Guns N' Roses para incluir uma música dos Beatles, porque Beatles é a melhor banda do universo, Beatles criou a base para a nossa sociedade moderna e esses fatos não são discutíveis. Para completar, além dessa ser uma música do George Harrison, o solo foi feito por ninguém menos que Eric Clapton, que é um dos melhores guitarristas de todos os tempos (acho até que é melhor que o George Harrison hein). Como queria colocar uma música do Clapton na lista também, mato dois coelhos com uma cajadada só, até porque essa é uma das minhas preferidas dos Beatles.



Sultan of Swings


Sucesso do Dire Straits, Sultan of Swings é mais uma música incrível, com um ótimo desenvolvimento e com um solo de guitarra muito marcante, veloz e frequentemente lembrado em listas dos melhores solos de guitarra, como esta. Diferente das outras músicas da lista, que ao meu ver são mais 'intimistas', esta é bem mais leve e divertida, mas não por isso menos impressionante.



All Along the Watchtower



Igualmente poderia fazer uma lista das melhores músicas de JimiHendrix, mas ao invés de Hey Joe, Purple Haze ou Foxy Lady, minha preferida é All Along the Watchtower. Essa música é muito impactante, a guitarra é incrível el vale mencionar que a conheci assistindo Watchmen, que, além de ser um ótimo filme, provavelmente tem a melhor trilha sonora.





E vocês, qual música preferida dessa lista? Ficou alguma de fora? Não deixe de comentar! <3

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Show de America em Porto Alegre


sexta-feira, 26 de junho de 2015



Já faz algum tempo que Porto Alegre está atraindo grandes artistas da música, como Paul McCartney, Eric Clapton, Roger Waters e Jack White. Nesta terça-feira, dia 23 de junho, tive o enorme prazer de presenciar o show da banda America, que iniciou sua fama nos anos 70 e continua ativa até hoje.



America é uma banda de folk-rock que iniciou suas atividades na Inglaterra, nos anos setenta. Com letras inspiradoras e ritmos contagiantes, America é reconhecida pelo seus sons acústicos e belíssimos vocais, responsável por sucessos como I Need You, Sandman, Ventura Highway e a mundialmente famosa A Horse With no Name. Atualmente, America está completando seus 45 anos de carreira e está divulgando seu novo álbum, Lost and Found.



O show em Porto Alegre ocorreu no Auditório Araújo Viana, que apesar de ser pequeno para grandes shows (o que não foi o caso), conta com uma ótima acústica e boa visibilidade para todas as seções. No caso, eu fiquei quase na sexta fila e em um sentido técnico, posso dizer que foi o melhor show que assisti, pois tudo estava impecável. A diagramação do palco estava ótima e, apesar de não ter espaço para efeitos, o telão ao fundo dava um ótimo background e foi bem utilizado ao trazer imagens da banda ou de épocas importantes, de acordo com as músicas. Quanto ao talento da banda? Simplesmente fantástico.



Dos membros originais da banda, apenas Gery Beckley e Dewey Bunnel estão na ativa, mas demonstram muita energia e aparentemente estavam satisfeitos em tocar no Brasil, sempre conversando com a plateia, e por vezes fazendo truques com os instrumentos. Merecem destaque também os dois novos músicos da banda (baterista e guitarrista), que nasceram até depois do lançamento do primeiro álbum, mas têm grande talento. Falando em álbuns, America teve uma interessante escolha de apresentar seus sucessos majoritariamente em ordem cronológica, relembrando assim toda a trajetória da banda. O show iniciou com Tin Man e pudemos ouvir sucessos como Ventura Highway, Only in your Heart, Sister Golden Hair, Lonely People, The Border, Magic... Foram quase duas horas intensas de música boa! America também tocou um cover incrível de California Dreamin' (o que foi uma grata surpresa, porque amo a versão deles), uma Sandman mais pesada e claro, encerrou o show entre aplausos tocando A Horse with no Name.



America é uma banda muito agradável de se ouvir e ao som da primeira música é indubitável o talento da banda, mas nada se compara a oportunidade de assisti-los ao vivo, presenciar todas aquelas composições lindas que ouvimos nos álbuns serem reproduzidas na vida real. Ver America ao vivo foi uma experiência fantástica e recomendo a todos que gostam de um bom folk rock que ouçam os sucessos de America, que perduram até hoje.

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Jack White em Porto Alegre


quarta-feira, 25 de março de 2015



Já faz algum tempo que considero Jack White um dos melhores músicos da atualidade. Com um nome simples e poderoso, o artista que conquistou o mundo com sua banda vermelha, preta e branca, presenteia Porto Alegre com um show histórico, marcado pelos principais sucessos de sua carreira, mas com inovações que fizeram cada performance única e impactante.


Fotos: Site Oficial do Jack White


O show em Porto Alegre aconteceu no Pepsi on Stage, que sinceramente, não tem a acústica adequada para aguentar a natureza experimental do trabalho de Jack White. Obviamente, a estrutura do local não foi suficiente para impedir que o público de 4.500 pessoas ficasse totalmente imersos na viagem que o cantor fez pelo rock de garagem até o folk, indo do barulho fascinante de White Stripes até as refinadas músicas de seu novo álbum, Lazaretto. Detalhe: imersos de corpo e alma. Pouco antes do início do show, um roadie muito elegante pediu encarecidamente que não utilizássemos nossos celulares e câmeras para fotografar (e consequentemente ver) o show, porque não fazia sentido apreciá-lo em uma tela minúscula, mas sim, vivenciar o momento de corpo e alma.



Quinze minutos depois do previsto, Jack White aparece no palco iniciando com uma ótima performance de Dead Leaves and the Dirty Ground, do terceiro álbum de The White Stripes. Na sequência, duas músicas do aclamado álbum Lazaretto (High Ball Stepper e Lazaretto) para depois voltar ao White Stripes com a clássica Hotel Yorba e tocar mais duas músicas da carreira solo. Seu repertório não seguiu uma ordem ou lógica, o que nos fez aproveitar cada momento e soltar uma exclamação de surpresa quando uma das minhas músicas preferidas (I'm Slowly Turning Into You) foi incluída no show. Outra coisa fantástica foram as inovações que sofreram cada música, com arranjos diferentes e muitas vezes improvisados.



Uma das maiores características do músico é seu ar descompromissado e acho que isso se refletiu muito no show, onde ele tocava o que queria de acordo com a atmosfera. Aliás, descompromissado nada: seu grande compromisso é com sua arte e com o Rock n' Roll. É um tanto difícil explicar como a simplicidade da sua música resulta em solos tão elaborados e uma música tão rica, mas quem esteve presente pode vivenciar todo o profissionalismo envolto naquela desordem programada, sem pausas entre uma música e outra. Falando em pausa, depois do Bis, do qual Jack White volta segurando uma bandeira do Brasil, veio uma das grandes partes do show, em que o público estava mais animado e participou da icônica Seven Nation Army.



Ouvir Hello Operator, Astro, Sugar Never Tasted So Good e Little Bird, de White Stripes, foi tão emocionante quanto ouvir Steady As She Goes, Top Yourself, Broken Boy Soldier ou Love Interruption e Would You Fight for My Love?, uma das melhores músicas do show. Com energia e intensidade, Jack White nos deu um show completo, de um rock antigo, mas que se perpetua nos grandes nomes da música atual.

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