Crítica: Bohemian Rhapsody


domingo, 2 de dezembro de 2018

Não é difícil explicar o sucesso meteórico do Queen: suas ótimas melodias, somadas à potente voz do talentoso Freddie Mercury, Queen não apenas é uma das melhores bandas de rock de todos os tempos, como também é uma banda única, diferente de todas as outras bandas que existem. Por conta disso, é com muito interesse que fui assistir ao filme Bohemian Rhapsody, uma belíssima homenagem à banda.

crítica Bohemian Rhapsody


Bohemian Rapdosy tem como proposta apresentar uma biografia de uma das bandas mais famosas do mundo, com enfoque na vida pessoal do vocalista Freddie Mercury. O dia que Freddie conheceu os membros da banda, seu relacionamento com Mary e a descoberta de sua sexualidade, a composição de Bohemian Rhapsody e outros sucessos, e alguns dos shows mais impactantes da carreira, todos esses momentos são retratados de forma apaixonada pelo filme dirigido por Bryan Singer, explorando a estética da época, as excentricidades e dramas vividos pelo talento único que foi Freddie Mercury.



Tratando-se de um filme sobre a banda Queen, por óbvio é impossível não analisar a semelhança dos atores com os integrantes da banda. Nesse sentido, houve uma escolha muito feliz do elenco, que além da semelhança física também traz os trejeitos e a personalidade de cada membro da banda. A semelhança de Gwilym Lee como Brian May é assombrosa, e o mesmo se diz sobre Ben Hardy como Roger Taylor e Joseph Mazzello como John Deacon, ainda que sua interpretação seja mais sutil. No entanto, o grande destaque é para o egípcio Rami Malek. Rami Malek não é parecido com Freddie Mercury e obviamente não tem sua voz, mas ao dublar o cantor e imitar todos os movimentos e trejeitos de Freddie Mercury, acaba por incorporar sua personalidade e realmente convence em suas performances. Malek consegue retratar toda a intensidade e o magnetismo de Freddie Mercury, sobretudo na participação do Queen no Live Aid, um dos mais memoráveis shows da banda.

crítica Bohemian Rhapsody


Para os verdadeiramente apaixonados pela banda, algumas cenas do filme podem causar estranheza pela incorreção biográfica, seja porque o filme altera a ordem cronológica de alguns acontecimentos, a exemplo do show no Rock in Rio, quando os brasileiros cantaram em coro "Love of my Life", seja porque altera os próprios acontecimentos, como o modo com o qual Freddy Mercury conheceu seu último namorado, Jim Hudson. O roteiro também pode ser criticado pelo modo simplista com que aborda a história da banda, retratando de forma superficial os dramas pessoais de Freddie Mercury entre a criação de uma música e outra. Todavia, entendo que isso não foi um 'erro' proposital, mas uma escolha, já que o filme não busca ser preciso e nem retratar temas pesados, mas tão somente ser uma homenagem bonita à banda.

crítica Bohemian Rhapsody


Bohemian Rhapdosy tem o condão de agradar os fãs e trazer novos ouvintes de Queen, confirmando a importância que a banda tem até os dias de hoje. Se o filme não é tão complexo quanto a história da banda e apenas permeia de leve os excessos cometidos pelo vocalista, isso não chega a ser um problema. As 2h30 passam rápido e o filme é uma verdadeira homenagem à figura de Freddie Mercury, que certamente foi um dos maiores talentos de todos os tempos.

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O protesto de Roger Waters em Porto Alegre


terça-feira, 6 de novembro de 2018

Há quem diga que não se pode falar de política em um show de rock para não misturar "arte com política". Ocorre que o homem é um animal político. As coisas que você pensa, as coisas que você fala e os ídolos que você segue são, em grande parte, impregnadas de política. Sendo assim, não tem cabimento esperar que um dos fundadores de uma das bandas mais influentes da história, Pink Floyd, cuja discografia inclui álbuns contestadores como "Animals" e "The Wall", observasse passivamente a onda de neofascismo que surge em várias partes do mundo. E, mesmo sem referências ao neofascismo no Brasil - talvez por censura, talvez por desilusão -, o show de Roger Waters em Porto Alegre pode sim, ser classificado como um verdadeiro protesto.

Show Roger Waters Porto Alegre


O último da turnê Us + Them no Brasil, que ocorreu no estádio Beira-Rio em Porto Alegre, começou com uma pontualidade britânica, ao som de Breathe. O grande telão colocado atrás do palco, que até então apresentava uma imagem tranquila de uma mulher sentada em uma praia deserta, passou a apresentar imagens psicodélicas. A banda tocou "One of These Days" e apesar em "Time" Roger Waters apareceu nos vocais, música que foi precedida de The Great Gig in the Sky, onde a dupla Lucius (Jess Wolfe e Holly Laessig) fizeram um dos mais famosos solos vocais da história da música.

Show Roger Waters Porto Alegre


O show ganhou um tom verdadeiramente pesado com a música “Welcome to the Machine”, quando as estrelas do telão foram substituídas pelo clipe da música, que apesar de ser uma crítica dirigida à indústria musical, nos choca em vários aspectos ao mostrar um rio de sangue se transformando em uma multidão, nos fazendo questionar sobre a própria máquina que estamos inseridos. As músicas da carreira solo de Waters, tocadas na sequência, também mantiveram o tom crítico, com “Déjà Vu", "“The Last Refugee" e "Picture That", com críticas à interferência dos EUA no oriente médio e a líderes mundiais como Kim Jong-um, Silvio Berlusconi e George W. Bush, na última canção.

Show Roger Waters Porto Alegre


O tom de protesto teve uma pequena trégua com o sucesso Wish You Were Here, mas logo um dos discos mais impactantes estava por vir: The Wall, com The Happiest Days of Our Lives, Another Brick in the Wall Part 2 e Part 3. Foi um momento muito bonito, em que as crianças do projeto Ouviravida, do Bairro Bom Jesus, fizeram o coro de Another Brick in the Wall Part 2, em um primeiro momento com macacões laranjas que lembram os presidiários americanos, e logo em seguida, jogando fora esse macacão e mostrando a mensagem da camiseta: Resist.

Show Roger Waters Porto Alegre


Quando Resist apareceu no palco, houve uma certa tensão política, com muitas pessoas entoando o coro de "#Elenão", apesar de algumas vaias e um silêncio desconfortável daqueles que elegeram o novo presidente. Diferentemente dos shows anteriores, não houve nenhuma mensagem direta ao Brasil por parte de Roger Waters, #Elenão não foi exibido no palco e nem mesmo o nome de Bolsonaro apareceu ao lado de Trump, Le Pen e Putin como líderes neofascistas. Mas a mensagem de resistência estava lá. Waters não "se intrometeu na política brasileira", o que incomodou tantos "fãs" durante as eleições, mas manteve o protesto que realizou em todos os shows da turnê Us + Them e os ideais que impregnaram toda a sua carreira, pedindo para resistirmos ao fascismo, antisemitismo, aos crimes de guerra e à ideia de que alguns animais são mais iguais que o outros.

Show Roger Waters Porto Alegre


Com essa referência à A Revolução dos Bichos, Waters deu início ao álbum criado por influência do livro, com a diferença que a crítica de Waters não se volta ao comunismo, mas ao capitalismo. No início da música "Dogs", o telão mais uma vez impressionou o público com a inesquecível cena da Usina do disco "Animals" surgindo, com um porco perto das chaminés. Enquanto a música tocava, houve algumas manifestações políticas de Waters e sua banda em alusão ao poder que os porcos, representando os líderes mundiais, teriam sob os demais, e a música "Pigs" teve todo seu videoclipe direcionado a um ataque ao presidente americano Donald Trump, até que finalmente o grande porco voador surgiu no estádio. A mensagem não poderia ser mais necessária: seja humano.

Show Roger Waters Porto Alegre


De volta ao Dark Side of the Moon, Waters tocou a icônica "Money", o título da turnê "Us and Them", "Brain Damage" e, o que foi o momento mais bonito do show, Eclipse, momento em que o famoso prisma da capa do álbum foi reproduzido no meio do estádio. Particularmente, Eclipse é uma das minhas músicas preferidas do Pink Floyd, e ouvi-la daquele jeito foi muito especial. Somado aos efeitos especiais, a natureza dava um show à parte, com muitos trovões durante as músicas.

Show Roger Waters Porto Alegre


Infelizmente, por conta da tempestade que estava por vir, Roger Waters terminou o show mais cedo. Talvez Roger Waters tivesse tocado mais uma música se não fosse o resultado das eleições - o ídolo parecia bem mais distante do que demonstrou nos outros shows -, mas ouvir Confortably Numb compensa. No final, em sua terceira apresentação em Porto Alegre, Roger Waters fez um show único, transmitindo a mesma mensagem de resistência que vem sendo passada por três gerações, desde a criação de Pink Floyd.

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The Who e Def Leppard em Porto Alegre


sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Junto de bandas como The Beatles e Rolling Stones, The Who foi responsável pela chamada invasão britânica nos Estados Unidos e no mundo, momento em que o rock inglês se tornou universal. The Who foi a primeira banda a criar uma ópera rock, influenciou altamente o punk rock, nos contagiou com um estilo próprio. Felizmente, a invasão britânica está chegando pessoalmente em Porto Alegre e pude apreciar um show de uma das maiores bandas da história do rock.

The Who Porto Alegre


O show em Porto Alegre ocorreu dia 26 de setembro de 2017 no Anfiteatro Beira-Rio e foi a despedida da banda no Brasil, depois de elogiadas apresentações em São Paulo e no Rock in Rio. Bem verdade, a banda era esperada há mais de cinquenta anos e, apesar do estádio não estar tão lotado como em shows de bandas mais famosas, The Who conseguiu reunir jovens, adultos e idosos, em um momento que a própria banda definiu como um dos melhores shows dos últimos dez anos.

Antes da apresentação de The Who, a abertura às 19h30 ficou por conta da banda inglesa Def Leppard, que atua desde 1977 e já vendeu mais de 100 milhões de álbuns mundial. Confesso que não tinha muito contato com Def Leppard, mas não foi difícil me empolgar com o show da banda, que demonstrou altíssima qualidade e total domínio dos instrumentos. Com um estilo mais agressivo, misturado à belíssimos solos de guitarra, a banda deu uma verdadeira aula de rock. Mas não adianta: a espera era pelo show da banda The Who que, com uma pontualidade britânica, começou a tocar as 9h30 no Beira Rio.

The Who Porto Alegre
Banda Def Leppard em Porto Alegre


A playlist do show não poderia ter sido melhor, reunindo os principais sucessos da banda. Iniciando com "I can't Explain", "The Seeker" e "Who are You", o reportório contou também com a icônica My Generation, Pinball Wizard e a belíssima Behind Blue Eyes que, como lembrou Roger Daltrey com bom humor, não é uma música do Limp Bizkit. Vários momentos foram emocionantes e todos os refrões eram entoados também pelo público, sendo um dos momentos mais marcantes, talvez, Baba O'Riley.

A banda, que sempre demonstrou rebeldia e juventude, hoje tem integrantes com mais idade e já não quebram mais instrumentos como era hábito no início. Isso não quer dizer, no entanto, falta de energia: Pete Townshend e Roger Daltrey, com 72 anos e 73 respectivamente, entregaram um show eletrizante, mantendo o mesmo ritmo até os últimos acordes. O vocalista Roger Daltrey continua apresentando uma voz poderosa e Pete Townshend demonstra experiência na guitarra e um estilo autêntico, impressionando a todos os fãs. Substituindo os outros membros originais, Keith Moon e John Entwistle, tocaram o baixista Jon Button e o baterista Zak Starkey, filho do beatle Ringo Starr.

The Who Porto Alegre


Intenso e emocionante, show da banda The Who em Porto Alegre foi um dos mais marcantes da cidade e, segundo o produtor, um dos melhores shows da banda nos últimos 10 anos. Não dá para saber se é verdade, mas o fato é que a banda apresentou uma energia única, um carisma contagiante e uma performance impecável. Foi uma noite inesquecível e só posso agradecer pela oportunidade de assistir esse show histórico.

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Quinta Clássica: Yes


quinta-feira, 11 de agosto de 2016



Para nossa segunda Quinta Clássica, resolvi apresentar uma banda para quem curte rock progressivo vindo diretamente dos anos setenta: YES.



Yes é uma banda britânica de rock progressivo marcada por belos arranjos, virtuosismo e muita psicodelia. A banda foi formada em 1968 e durante todos esses anos, passou por muitas formações e gravou vários discos de sucesso, como Close to the Edge, Starship Troopers e Astral Traveller. Yes já gravou trinta e oito álbuns ao longo da carreira e o mais interessante é que eles continuam na ativa, sendo um dos maiores ícones da história do rock progressivo.



As músicas da banda são marcadas por letras místicas e surreais, vocais harmoniosos e melodias complexas, que além de misturar elementos do folk, do jazz, do pop e dos mais diversos gêneros musicais, possuíam um ritmo próprio, com padrões diferenciados e uma estrutura completa, de introdução, interlúdios instrumentais, climax. Eu realmente não entendo muito da parte "técnica" para opinar, mas basta ouvir uma música da banda que vocês vão entender o que quero dizer e sentir a energia que Yes proporciona.



Meus álbuns preferidos são Tales From Topographic Oceans (1973) e Fragile, que foi o primeiro que conheci por conta da música Roundabout, ending do anime Jojo's Bizarre Adventure. O bacana é que estava fazendo o Top Cinco de músicas para indicar no blog e conheci um cover fantástico de Every Little Thing, da minha banda favorita (The Beatles). Enfim, segue meu Top Cinco, com o cover de Every Little Thing incluso! :D



Vocês já conheciam Yes? Gostaram ou acharam estranho, haha? Deixe nos comentários!



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Quinta Clássica: Men at Work


quinta-feira, 4 de agosto de 2016



Em agosto teremos no blog o Quinta Clássica, uma postagem especial indicando alguma banda das antigas e que merece ser ouvida. Para a primeira indicação, gostaria de apresentar a vocês Men at Work, uma banda que vem from a land down under.



Men at Work é uma banda de rock australiana que fez muito sucesso na década de oitenta, pois suas melodias são alegres e harmoniosas e muitas músicas apresentam uma mistura diferente de rock com influências do reggae. Seu álbum de maior sucesso é o Business as Usual e nele consta a exelente Who Can It Be Now e a famosa Down Under, que popularizou de certa forma a Austrália e anos mais tarde foi cantada nos Jogos Olímpicos de Sidney, quando a banda foi convidada para fazer o show de encerramento.



Apesar de ser mais lembrada pela música Down Under, há várias músicas boas como Overkill e It's a Mistake, e as músicas menos conhecidas apresentam a mesma qualidade das demais. Men at Work lançou três álbuns na década de oitenta e gravou um álbum ao vivo no Brasil em 1996, mas encerrou suas atividades. Ouça a playlist que elaborei com as músicas da banda ♥



Espero que tenham gostado de Men at Work e dessa nova coluna, que oportuniza conhecer uma nova banda ou relembrar boas músicas! O que vocês acharam de Men at Work? Deixe seus comentários!


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David Gilmour em Porto Alegre


sexta-feira, 18 de dezembro de 2015



Em dezesseis de dezembro de 2015, Porto Alegre presenciou um show histórico, de um gigante que sabe não apenas tocar com maestria suas canções, mas transmiti-las de uma maneira inenarrável ao público. É com felicidade que publico meu relato sobre o show do David Gilmour, voz e guitarra da banda inglesa Pink Floyd.



Considerando que Pink Floyd é uma das bandas mais significativas e elogiadas desde os anos sessenta, o show de David Gilmour reuniu gerações, um público animado, ansioso, pronto para cantar junto do artista Wish You Were Here e ouvir as músicas da sua primorosa carreira solo. O show ocorreu na Arena do Grêmio e, sentada na diagonal do estádio, tive uma ótima visão e aproveitei confortavelmente o show. Se é possível culpar alguma coisa da organização (as extensas filas para os quiosques de alimentação, por exemplo), não há como impor defeito ao show, que, em todos os sentidos, foi transcendental.


Fotografia: Zero Hora


Com uma pontualidade britânica, Gilmour iniciou o concerto com três músicas da carreira solo (5 A.M, Rattle that Lock e Faces of Stone), apresentando um envolvente videoclipe na Mr. Screen, que, mais que um telão circular, fazia parte do espetáculo, sendo uma ótima experiência visual. Em seguida, o público se emocionou cantando Wish You Were Here e, após duas ótimas músicas da carreira solo do artista (A Boat Lies Waiting e The Blue), a caixa registradora marcou o início de Money e mais duas músicas do Pink Floyd: a bela Us and Them e a profunda High Hopes, esta última logo após outra música solo chamada In Any Tongue, cujo clipe foi sensacional.



Na segunda parte do show, as luzes do palco nos transportaram para outro mundo ao som de Astronomy Domine até que chegamos a um dos momentos mais esperados do show: Shine on Crazy Diamond. Ouvir uma das minhas músicas preferidas ao vivo sendo tocada por Gilmour foi indescritível e, se ele é o único membro original do Pink Floyd, certamente devemos reconhecer o talento dos demais membros da banda, que incluem o brasileiro João Melo no saxofone. Gilmour também nos presenteou com o incrível solo da Fat Old Sun, tocou Coming Back to Life, do Pink Floyd e apresentou uma música nova, The Girl in the Yellow Dress, cujo estilo destoa das demais músicas do show, mas não por isso é menos apreciável. Depois de Today e Sorrow, o palco novamente se acendeu com Run Like Hell, para depois o tão esperado bis: Time e Comfortably Numb, momentos épicos.



Realmente, não tenho palavras para descrever o quão maravilhoso foi o show de David Gilmour em Porto Alegre. Não é apenas talento, não se trata de alguém extremamente virtuoso a ponto de nem podermos acreditar que aqueles solos são reais: trata-se de um verdadeiro artista, que transmite suas mensagens nas letras, nas melodias, que nos toca com suas músicas. Com seus 69 anos, David Gilmour fez um show intenso e genial, que ficará marcado para quem pode presenciar a vinda de um grande astro do Pink Floyd.

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Show de Nenhum de Nós em Porto Alegre


segunda-feira, 3 de agosto de 2015



Era Julho de 83 quando eu conheci uma das minhas bandas preferidas: Nenhum de Nós. Gosto da banda desde 2009 e desde então foram muitas trilhas sonora de momentos especiais e canções no karaoke, até que na última sexta-feira, dia 24/07, tive o enorme prazer de ir junto da minha prima ao show de Nenhum de Nós, que aconteceu em Porto Alegre.



Nenhum de Nós é uma banda de rock oriunda do Rio Grande do Sul, mas famosa em todo o Brasil. Criada em 1986 por Thedy Corrêa, Sady Homrich e Carlos Stein (que também fundou a banda Engenheiros do Hawaii), em 1988 a banda virou sucesso nacional com o hit Camila, mas muitas outras músicas foram produzidas que marcaram gerações. Julho de 83, Vou Deixar que Você se Vá e Paz e Amor são exemplos dos sucessos da banda, que já gravou ao longo da carreira 17 álbuns.



O último show em Porto Alegre aconteceu no dia 24/07 no Teatro do Bourbon country e fez parte da turnê de divulgação do novo disco da banda, Sempre É Hoje. Por ser um álbum novo, fiquei com um pouco de medo de não aproveitar o show já que não conheço as novas músicas, mas a 'dosagem' foi perfeita e todas as músicas novas só comprovam a qualidade da banda. Na verdade, as músicas do novo álbum foram intercaladas com os sucessos antigos da banda, de modo que em determinados momentos eu cantava junto, e em outros estava absorvendo as novidades.



Segundo o vocalista Thedy Corrêa, o novo álbum "trata-se de uma reflexão sobre a perda de sensibilidade", trazendo músicas ótimas como Caso Raro, Descompasso, Milagre e Total Atenção, cuja letra achei bastante criativa. O novo álbum também é uma homenagem a Gustavo Cerati da banda argentina Soda Stereo, então eles até tocaram "De música ligera", que aqui no Brasil ficou conhecida pela versão do Capital Inicial como A Sua Maneira. Outro momento fantástico do show foi a música Foi Amor, com a cantora Roberta Campos e claro, foi divertidíssimo dançar Paz e Amor, Camila e outros sucessos da banda.



Para quem não conhece Nenhum de Nós, é uma ótima oportunidade de conhecer um dos maiores exemplares do rock brasileiro. Nenhum de Nós tem personalidade, artistas carismáticos e um ótimo trabalho tanto nas letras quanto no instrumental, utilizando instrumentos diferentes como gaita e criando um som bastante característico. Foi um show muito divertido e fico muito feliz de poder ter assistido!

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5 Músicas com os melhores riffs/solos de guitarra


segunda-feira, 13 de julho de 2015





Dia 13 de Julho é o Dia Mundial do Rock e não há melhor forma de comemorar este dia sem ser ouvindo e compartilhando as melhores músicas do gênero. Sendo assim, resolvi participar (pela primeira vez!) da postagem coletiva do Rotaroots trazendo um Top Cinco empolgante, mas bem desafiador de escolher: as cinco músicas com os melhores riffs/solos de guitarra. Tentei fugir do óbvio, mas ainda assim homenagear os clássicos, que sempre serão os melhores. Vamos conferir?

Shine on you Crazy Diamond


Acho que é conhecimento geral que Pink Floyd é a segunda melhor banda do mundo, e para mim, a melhor música da banda com certeza é Shine on Yoy Crazy Diamond. A música é boa do início ao fim, tem uma letra ótima e, antes da letra, cinco minutos de pura guitarra. Shine on Crazy Diamond é envolvente, brilhante e te transporta para dentro da música.



Since I've been LoVing You


Minha música preferida de Led Zeppelin é Starway to Heaven e estava quase colocando-a nesta lista. Na verdade, eu poderia fazer um top cinco apenas com os melhores solos de Led Zeppelin, porque são todos incríveis e poderosos. No fim, decidi escolher apenas uma de cada banda, e para esta lista pensei em Since I've been Loving You, porque desde o início a música te prende e o solo da metade é arrebatador.



While My Guitar Gently Weeps


Deixei de colocar bandas como Metallica e Guns N' Roses para incluir uma música dos Beatles, porque Beatles é a melhor banda do universo, Beatles criou a base para a nossa sociedade moderna e esses fatos não são discutíveis. Para completar, além dessa ser uma música do George Harrison, o solo foi feito por ninguém menos que Eric Clapton, que é um dos melhores guitarristas de todos os tempos (acho até que é melhor que o George Harrison hein). Como queria colocar uma música do Clapton na lista também, mato dois coelhos com uma cajadada só, até porque essa é uma das minhas preferidas dos Beatles.



Sultan of Swings


Sucesso do Dire Straits, Sultan of Swings é mais uma música incrível, com um ótimo desenvolvimento e com um solo de guitarra muito marcante, veloz e frequentemente lembrado em listas dos melhores solos de guitarra, como esta. Diferente das outras músicas da lista, que ao meu ver são mais 'intimistas', esta é bem mais leve e divertida, mas não por isso menos impressionante.



All Along the Watchtower



Igualmente poderia fazer uma lista das melhores músicas de JimiHendrix, mas ao invés de Hey Joe, Purple Haze ou Foxy Lady, minha preferida é All Along the Watchtower. Essa música é muito impactante, a guitarra é incrível el vale mencionar que a conheci assistindo Watchmen, que, além de ser um ótimo filme, provavelmente tem a melhor trilha sonora.





E vocês, qual música preferida dessa lista? Ficou alguma de fora? Não deixe de comentar! <3

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Jack White em Porto Alegre


quarta-feira, 25 de março de 2015



Já faz algum tempo que considero Jack White um dos melhores músicos da atualidade. Com um nome simples e poderoso, o artista que conquistou o mundo com sua banda vermelha, preta e branca, presenteia Porto Alegre com um show histórico, marcado pelos principais sucessos de sua carreira, mas com inovações que fizeram cada performance única e impactante.


Fotos: Site Oficial do Jack White


O show em Porto Alegre aconteceu no Pepsi on Stage, que sinceramente, não tem a acústica adequada para aguentar a natureza experimental do trabalho de Jack White. Obviamente, a estrutura do local não foi suficiente para impedir que o público de 4.500 pessoas ficasse totalmente imersos na viagem que o cantor fez pelo rock de garagem até o folk, indo do barulho fascinante de White Stripes até as refinadas músicas de seu novo álbum, Lazaretto. Detalhe: imersos de corpo e alma. Pouco antes do início do show, um roadie muito elegante pediu encarecidamente que não utilizássemos nossos celulares e câmeras para fotografar (e consequentemente ver) o show, porque não fazia sentido apreciá-lo em uma tela minúscula, mas sim, vivenciar o momento de corpo e alma.



Quinze minutos depois do previsto, Jack White aparece no palco iniciando com uma ótima performance de Dead Leaves and the Dirty Ground, do terceiro álbum de The White Stripes. Na sequência, duas músicas do aclamado álbum Lazaretto (High Ball Stepper e Lazaretto) para depois voltar ao White Stripes com a clássica Hotel Yorba e tocar mais duas músicas da carreira solo. Seu repertório não seguiu uma ordem ou lógica, o que nos fez aproveitar cada momento e soltar uma exclamação de surpresa quando uma das minhas músicas preferidas (I'm Slowly Turning Into You) foi incluída no show. Outra coisa fantástica foram as inovações que sofreram cada música, com arranjos diferentes e muitas vezes improvisados.



Uma das maiores características do músico é seu ar descompromissado e acho que isso se refletiu muito no show, onde ele tocava o que queria de acordo com a atmosfera. Aliás, descompromissado nada: seu grande compromisso é com sua arte e com o Rock n' Roll. É um tanto difícil explicar como a simplicidade da sua música resulta em solos tão elaborados e uma música tão rica, mas quem esteve presente pode vivenciar todo o profissionalismo envolto naquela desordem programada, sem pausas entre uma música e outra. Falando em pausa, depois do Bis, do qual Jack White volta segurando uma bandeira do Brasil, veio uma das grandes partes do show, em que o público estava mais animado e participou da icônica Seven Nation Army.



Ouvir Hello Operator, Astro, Sugar Never Tasted So Good e Little Bird, de White Stripes, foi tão emocionante quanto ouvir Steady As She Goes, Top Yourself, Broken Boy Soldier ou Love Interruption e Would You Fight for My Love?, uma das melhores músicas do show. Com energia e intensidade, Jack White nos deu um show completo, de um rock antigo, mas que se perpetua nos grandes nomes da música atual.

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Música: All you need is LoVe


quinta-feira, 12 de junho de 2014



Oi pessoal! Aos quarenta e cinco minutos do segundo tempo (ha! Copa do Mundo!), resolvi fazer uma playlist com algumas músicas românticas para marcar essa data. Confesso que essa lista podia ser melhor pensada e eu fui bem intuitiva colocando as músicas que me lembrava, mas gente, é Beatles! Tentei fazer uma lista mesclando as músicas mais famosas e algumas baladas menos conhecidas, mas a verdade é que se eu postasse uma playlist com as piores músicas dos Beatles eu tenho certeza que vocês iam gostar, porque não tem como não amar essa banda <3

All You Need is Love





Love - John Lennon





Something





Real Love





Here, There and Everywhere





If I Fell





And I Loce her





All my Loving





I Want to Hold Your Hand





O que acharam da playlist? Por favor, coloquem as músicas que vocês acham que faltaram nos comentários. Vamos fazer novas playlist recheadas de música dos Beatles!!! Um feliz Dia dos Namorados para todos e, para aqueles que acham que o mundo já está cheio de canções bobas de amor, Sir Paul McCartney tem algumas palavrinhas:

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God Save the QUEEN


sábado, 29 de março de 2014





Queen é uma banda inglesa famosa de rock conhecida por sua diversidade sonora e ótimas melodias somadas à potente voz do talentoso Freddie Mercury. Atravessando fases que vão do rock pesado ao gênero pop rock, Queen é uma das bandas mais influentes do mundo, originando várias músicas importantes e famosas, como Bohemian Rhapsody, We Will Rock You, I Want to Break Free e We are the Champions.



Da mesma forma que Queen influenciou várias bandas novas, também deixa como legado muitos covers talentosos. Em 2010 fui conferir o show dos argentinos God Save the Queen, que impressionaram pela técnica e talento empregado nas músicas e, sobretudo a semelhança do vocalista, que é idêntico ao verdadeiro Freddie Mercury. Foi tão impressionante e foi um dia tão especial que não pude resistir e vou repetir a dose, indo novamente a um show da banda, que acontecerá hoje em Porto Alegre, no Araújo Vianna. Como irei ao show amanhã, pensei em fazer um Top Cinco com minhas músicas preferidas do Queen ♥

Bohemian Rhapsody




Somebody to Love




The March of the Black Queen




Who Wants to Live Forever




Don't Stop me Now




E aí pessoal, já conheciam God Save the Queen? Qual é a música preferida do Queen de vocês? Não deixe de comentar!

Beijos, Vickawaii!

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Música: The Beatles (Please Please Me)


sexta-feira, 22 de março de 2013



Hey gente! Quem aí gosta de Beatles? Bem, eu realmente acredito que essa seja uma pergunta quase retórica, pois Beatles é um referencial para todas as bandas, tem músicas de vários estilos e é impossível não gostar. 'Não conheço muito, mas adoro I Wanna Hold Your Hand'/'Adoro dançar Twist and Shout'. Não é assim? Ok, estou sendo extremista e nem todo mundo gosta de Beatles. Mas ninguém pode negar a importância dessa banda, o quão importante ela foi para gerações e como ela é importante mesmo hoje, cinquenta anos depois do lançamento do primeiro álbum dos Beatles. ♥




The Beatles é uma banda inglesa de Liverpool, do gênero rock clássico e de quatro integrantes: John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr. Eles começaram como uma banda qualquer, tocando em bares pequenos na cidade de Hamburgo e acabaram por desencadear o fenômeno chamado Beatlemania, ficando muito populares e crescendo cada vez mais. O legal disso é que eles não cresceram apenas como nome: eles inovaram no cenário musical com a utilização de diferentes instrumentos e novas técnicas de som, e de simples baladas românticas passaram a incluir ideias progressistas que combinavam totalmente com o espírito dos anos sessenta, caracterizando assim alguns valores dessa geração.

Como evoluíram bastante desde o início da banda, os Beatles tiveram várias fases: músicas descompromissadas no início da carreira, uma fase mais comercial e uma mais psicodélica. Todas muito boas, claro. Mesmo no início de carreira, quando as músicas ainda não eram tão elaboradas, eles faziam uns arranjos muito bonitos, com letras bonitas. O primeiro álbum, lançado dia 22 de março de 1963, se chama Please Please Me e possui 14 canções, sendo oito de Lennon/McCartney, e o resto covers. Please Please Me teve sucesso imediato, e consta como o 38º na lista dos 500 melhores álbuns de todos os tempos pela revista Rolling Stones.



O nome das músicas do álbum são: I Saw Her Standing There, Misery, Anna (Go to Him), Chains, Boys, Ask Me Why, Please Please Me, Love Me Do, P.S I LoVe You, Baby It's You, Do You Want to Know a Secret?, A Taste of Honey, There's A Place e Twist and Shout. Como algumas músicas são ~menos legais~ que as outras, resolvi fazer um Top Cinco com as minhas preferidas. Espero que gostem (:

I Saw Her Standing There




Love me Do




Do You Want to Know a Secret?




A Taste of Honey




Twist and Shout


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Música: Filmes do Tarantino


sábado, 9 de março de 2013



Ainda sobre os filmes do Tarantino, uma das coisas que mais me impressionam é a trilha sonora. É impossível não identificar Misirlou com Pulp Fiction, ouvir um barulho de sirene e não lembrar de Kill Bill (não que a sirene seja propriamente uma música), enfim, impossível eu ver um filme do Tarantino e não ir correndo procurar a trilha sonora. Isso porque a trilha sonora não é apenas um "plano de fundo", e sim um atrativo essencial: muitas vezes as cenas dos filmes são escritas tendo em mente determinada canção, e não raro uma música "salva" uma cena que não seria tão boa sem ela.



Como ultimamente eu tenho ouvido muito a trilha sonora de Django Livre, achei que seria interessante trazer as músicas que eu mais gosto também de outros filmes do Tarantino, como Pulp Fiction, Cães de Aluguel e Um Drink no Inferno. Selecionei nove músicas ao todo e tive que deixar muita coisa boa de fora, mas espero que gostem :3

Misirlou - Dick Dale (Pulp Fiction)





Little Green Bag - George Baker (Cães de Aluguel)





Girl You'll Be a Woman Soon - Urge Overkill (Pulp Fiction)





I Got a Name - Jim Croce (Django Livre)





Stuck In The Middle With You - Stealers Wheel (Cães de Aluguel)





Mary Had a Little Lamb - Stevie Ray Vaughan & Double Trouble (Um Drink no Inferno)





After Dark - Tito & Tarantula (Um Drink no Inferno)





Don't Let me Misunderstood - Santa Esmeralda (Kill Bill)





Down In Mexico - The Coasters (À Prova de Morte)





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Orquestra Unisinos: Classical Beatles


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012



Aqui em Porto Alegre sempre estão promovendo algum evento cultural, como peças teatrais, concertos e afins. Nessa quarta tive a oportunidade de ir ao Theatro São Pedro para apreciar a Orquestra Unisinos, que homenagearam a melhor banda do mundo no espetáculo Classical Beatles. Como foi um passeio muito bacana e uma apresentação fantástica, cá estou eu para compartilhar esse passeio com vocês.

Foto dos Ingressos e do Theatro aqui


Eu gosto de música clássica, mas não costumo parar para ouvir e muito menos, ir em concertos. Quando soube que teria uma orquestra tocando Beatles, fiquei muito interessada e com vontade de ir, mas ainda assim espera que fosse uma apresentação "normal", que eles tocassem as músicas e pronto. Não contava que eu fosse voltar tão impressionada: desde os primeiros acordes de Penny Lane, que abriu a apresentação, tive certeza de que o ingresso valeu à pena. Eles não reproduziam simplesmente as músicas, mas faziam uma interpretação que as deixavam lindas. Eles tocaram Ticket to Ride de uma forma lenta e com direito à harpa, e quando tocaram a terceira música, All My Loving, já estava emocionada com a beleza dos instrumentos, daquele conjunto e daquela energia que me passava.

Lustre do Teatro e plateia lotada.


Além dos belos arranjos e grande variedade de instrumentos (eu sei que é o normal para uma orquestra, mas mesmo assim impressiona lol), a orquestra contou com um coral e mais três cantores. Me impressionei quando a soprano começou a cantar Let it Be, que graças à voz dela ficou bem diferente do original e muito bonita. Ela também cantou The Long and Windy Road, For no One, Blackbird e outras em conjunto. O segundo cantor deu uma identidade bastante interessante para músicas como Here Comes the Sun (que ficou linda com o Coral) e Help, mas acho que a participação mais significativa dele foi em Helter Skelter, que céus, eu não imaginava sendo tocada por uma orquestra. Helter Skelter é barulho, minha gente! É considerada a primeira canção de Heavy Metal da história, e foi interpretada de uma maneira muito animada e alegre por essa orquestra! Sério, muito legal.


A Orquestra Unisinos também tocou Yellow Submarine, All You Need is Love e encerrou com um bonito medley de Eleanor Rigby, She Loves You e Yesterday, com participação do coro e dos cantores, além de um curto "Hey Jude" nesse medley. Contudo, mesmo que não tenha me impressionado devido ao tom da voz, a participação mais marcante foi da terceira cantora, uma menina chamada Kirya que, se muito velha, devia ter uns dez anos. Ela cantou All My Loving junto do Coral Allegro, também formado só por crianças, e esse foi um dos momentos mais emocionantes do show. Pelo que eu entendi, o coral fazia parte de um projeto de solidário da Unisinos que entre outras coisas, ajuda crianças a terem mais oportunidades, dentre elas, aprender música. Eu gostei muito da ideia e pelo que constatei, já saíram grandes talentos do projeto. Todos apreciaram a música e aplaudiram de pé ao final, acredito que a orquestra, a Kirya e as outras crianças devem ter se sentido muito feliz.

Sei que por ser beatlemaníaca, sou suspeita para falar, mas voltei encantada com a apresentação e só tenho elogios à Orquestra Unisinos. No final, o concerto foi muito mais do que eu esperava, não só pelo nível do espetáculo ser maior do que o imaginado mas por eu ter me sentido muito envolvida, feliz também de estar ali. Acho que esse é o grande ponto alto da música em geral, transmitir emoções e também, dar significados novos e especiais para determinadas situações. A Orquestra fez isso ao transmitir os sentimentos que os Beatles tentaram nos passar e dar uma característica nova a alguns deles, e por isso estão de parabéns por essa belíssima homenagem.

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Paul is Live!


quarta-feira, 7 de novembro de 2012



Hey gente, voltei! Desculpe ficar um tempo sem postar, mas agora sim que começaram as provas na faculdade. De qualquer forma, obrigada pelos comentários e obrigada Dayane por publicar a minha entrevista no Conversando com a Lua, que gente, é um blog super legal. Falando em blogs, eu atualizei a minha blogroll e em breve vou colocá-la em maior destaque, quando atualizar o layout. Enfim, hoje eu passei o dia inteiro saudosista porque exatamente dois anos atrás foi uma das melhores noites da minha vida: estava realizando o sonho de ir ao show do Paul McCartney.


Paul McCartney recusa apresentações. Ex-Beatle, cantor, compositor, baixista, guitarrista, pianista, multi-instrumentista, empresário, produtor musical, cinematográfico e ativista dos direitos dos animais britânico (copiei da Wikipédia por preguiça de escrever tantos talentos nyuhohohoho ♥), ele é simplesmente um dos artistas mais influentes das últimas décadas, tanto que os shows deles costumam reunir gente de todas as idades. Quem me conhece sabe que eu sou empolgada haha, e acontece que no show tinha uma idosa do meu lado tão animada quanto. Falando em animação, outra coisa que me deixou admirada é a energia do Paul. Foram três horas de show, ele não parou nem para tomar um copo d'água. Quando a gente achava que ele ia se aquietar, ele tocava uma música linda/demais/perfeita no piano e já voltava para o baixo. A banda dele também era muito boa!



Nos últimos shows, o Paul tem mostrado uma tendência de tocar tanto músicas da sua carreira solo ou dos Wings como também músicas dos Beatles, o que é ótimo, já que temos a oportunidade de ouvir clássicos como Let it Be, Live and Let Die e Hey Jude ao vivo. Por sinal, pelo que me falaram dos novos shows e pelo que eu pude presenciar em 2010, Hey Jude e Live and Let Die continuam sendo parte dos momentos mais marcantes do show. Ele ainda faz uma homenagem a George Harrison e John Lennon em determinados momentos (quer dizer, ainda faz né? '-') e interage bastante com o público - ele fez um coraçãozinho com os braços para mim ♥


Eu mega feliz esperando o show começar - começou as 21h09


Resolvi falar dele hoje porque Beatles é minha banda preferida, ele provavelmente é meu Beatle preferido (semana que vem vai ser o John Lennon, mas enfim) e acredito que a maioria das pessoas tem uma banda preferida, gostam de determinado cantor, tem aquela música que faz o coração vibrar. Beatles tem sido minha trilha sonora nos últimos quatro anos, então o show foi bastante especial para mim e foi realmente marcante. Talvez pareça meio exagerado da minha parte, mas quem é fã sabe que é indescritível a emoção de ver seu ídolo ao vivo.

Bem gente, e vocês? Já foram em algum show? Gostam de Beatles? Querem que eu conte sobre a super lenda urbana Paul is Dead (não que eu acredite, mas eu gosto do assunto)? Semana que vem volto contando sobre a Feira do Livro de Porto Alegre e com alguma crítica de filme caso meu pai/meus amigos/alguém me leve ao cinema ♥

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Meme Musical


segunda-feira, 8 de outubro de 2012




Oi gente! Hoje trago para vocês um meme musical. É a primeira vez que eu sou convidada para fazer um, e achei interessante esse porque além de vocês conhecerem mais sobre mim eu acabo indicando músicas legais também. Eu fui indicada pelo Ferds do Maldito Vivant, um blog muito bom que fala sobre cultura em geral, com posts sobre filmes, músicas, livros, etc. Eu me identifiquei bastante com esse blog, espero que vocês se identifiquem também! Enfim, vamos às regras do meme?

1. Pegue seu player (no computador iTunes, WMP, etc) ou MP3/iPod/celular e coloque no aleatório.
2. Liste as 5 primeiras faixas ouvidas.
3. Qual delas representa o que você está sentindo hoje?
4. Qual delas você não ouvia há algum tempo?
5. Alguma delas te traz uma lembrança marcante? Qual?
6. Qual delas é a sua favorita?
7. Qual delas você definitivamente indicaria para as pessoas ouvirem?
8. Algumas delas possui um clipe que é o seu favorito? Sendo positiva a resposta, poste link do clipe para o YouTube.
9. Relacione as músicas com 5 pessoas e as indique para o meme.
10. Após responder coloque o link no post Meme: Segunda Pop da Beca Renna

1/2. Liste as 5 primeiras faixas ouvidas.


Liguei o player do meu celular (que supostamente tem minhas músicas favoritas), e no aleatório deu: Can't Stand Losing You, A Hard Day's Night, You're My Best Friend, Tsunaida Te, Driven By You.

3. Qual delas representa o que você está sentindo hoje?


Hm, acho que Tsunaida Te. Assim como o dia de hoje, não tem nada demais, mas é uma música bonitinha, com uma voz suave e que me passa uma sensação de tranquilidade, de que as coisas estão no seu devido lugar. E também é a ending do meu mais novo anime preferido, Full Metal Alchemist Brotherhood.

4. Qual delas você não ouvia há algum tempo?


Acho que fazia tempo que eu não ouvia a Driven By You, do Brian May. É que além de ter uma época que eu estava ouvindo seguido, eu fiz a besteira de colocar algumas vezes como toque do despertador , então acabei enjoando um pouco. Mas é linda.

5. Alguma delas te traz uma lembrança marcante? Qual?


Fiquei em dúvida entre a You're My Best Friend e a A Hard's Days Night. A You're My Best Friend lembra do show do God Save the Queen que eu fui com meu namorado quando ainda éramos best friends, e A Hard's Days Night foi o filme que vimos na primeira vez que ele veio aqui em casa. Como eu sou romântica LOL.

6. Qual delas é a sua favorita?


Dessas cinco, provavelmente minha favorita seja A Hard Day's Night, porque é agitadinha e é da minha banda preferida, The Beatles. Mas como podem ver, eu estou meio indecisa hoje, então eu também classificaria como preferida as duas músicas do Queen.

7.Qual delas você definitivamente indicaria para as pessoas ouvirem?


Hoje indico The Police, I Can't Stand Losing You. A letra fala sobre um amor que não deu certo, e apesar de ser rock, tem uma batida diferente que torna a música muito original.

8. Algumas delas possui um clipe que é o seu favorito? Sendo positiva a resposta, poste link do clipe para o YouTube.


Não sei se posso considerar clipe, mas A Hard Day's Night é a música inicial do filme desse mesmo nome. Eu não vejo muitos clipes e nem sei como são os das outras músicas (exceto Tsunada Te, se for considerar a ending do anime), mas gente, é Beatles! E eles estão fugindo das pessoas que se acham mais fãs do que eu.



9. Relacione as músicas com 5 pessoas e as indique para o meme.


Vou me complicar um pouquinho nessa parte porque a maioria dos blogueiros (para não dizer todos) eu "converso" só por comentário, de forma que eu conheço apenas pelas postagens e etc. Tinha mais gente que eu queria indicar aqui, mas as músicas não permitiram rs. Enfim, vamos lá:

Can't Stand Losing You: Não sabia quem indicar, então vou indicar a Bianca do Two Bee por um motivo meio bobo: as bolinhas coloridas do layout dela (do lado de início, perfil...) misteriosamente me lembram as bolinhas de Friends, e um dos meus episódios preferidos de Friends é justamente quando a Phoebe quer ir no show do Sting do The Police (clique aqui para ver uma parte). Não sei se é um motivo válido haha, mas enfim, tá indicada XD

A Hard Day's Night: Nessa eu vou indicar a Carolina, do Crying Lightening. Ela gosta bastante de Beatles e estava publicando no blog dela uma história muito legal, Lucy in the Sky with Diamonds, logo, eu me lembrei dela.

You're My Best Friend: Vou indicar o Bruno, do Duo. No colégio em que eu estudava tinha um "sistema de afilhados", e acabou que eu virei madrinha. Desde então, somos bem amigos. Ele tem um blog onde posta as poesias que ele escreve, recomendo bastante.

Tsunaida Te: Para essa música, eu indico a Maíra do Just Japona. Eu não sei se ela gosta de animes como eu, mas sei que ela gosta de cultura oriental e bem, essa música é em japonês.

Driven By You: Para Driven By You eu indico a Mia Sodré, do Wink. Ela é fanática pelo Queen, e de certo deve conhecer/gostar dessa música.

__________

Bom gente, é isso. Acho que vou começar a fazer posts sobre música, que tal? E ah, quem quiser fazer o meme (odeio esse nome), mas não foi indicado, sinta-se livre para fazer.

Beijinhos, Vickawaii!

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Conhecendo a Playlist ~


quinta-feira, 21 de junho de 2012



Oi gente! Bem, o post de hoje será sobre Música! Alguém já parou para escutar a playlist do blog? Eu fiz ela baseada em músicas que eu gosto e estou ouvindo bastante ultimamente, portanto elas não são minhas preferidas e muitas dessas bandas eu nem ouço tanto! Mesmo assim, achei válido falar um pouquinho delas e das músicas, pois todas valem a pena conhecer :3

The Beatles ~ Lucy in the Sky with Diamonds, Blackbird


Não vou me falar muito dessa banda por um único motivo: é a minha preferida! Eu devia fazer um blog inteiro só para falar de Beatles, e podem ter certeza que é um assunto que vocês vão ver mais de uma vez por aqui. Enfim, acho que todo mundo já ouviu alguma música do quarteto que conquistou o mundo na década de sessenta. Eles tiveram várias fases, indo de baladas românticas a músicas mais elaboradas e/ou psicodélicas, por isso o ideal seria ter a discografia completa. Como eu sei que nem todos irão ouvir todos os álbuns, recomendo o "Album Vermelho" e o "Album Azul", duas coletâneas que são uma boa pedida para começar :3

The White Stripes ~ You're Pretty Good Looking(For a Girl)


Cá está outra das minhas bandas preferidas, White Stripes. Formada por Jack White e Meg White, é uma banda de rock inspirada pelo punk e pelo blues rock, com músicas de arranjos simples mas contagiantes. Sabem Seven Nation Army? Pois é, a versão que vocês sempre escutam na rádio provavelmente é deles! As músicas normalmente seguem esse estilo, mas volta e meia se encontra uma mais calminha e com mais violão. Eu gosto muito de todos os álbuns, mas acho que meu preferido é Elephant, que além da Seven Nation Army tem I Just Don't Know What To Do With Myself, You've Got Her In Your Pocket e Ball And Biscuit. Vale a pena ouvir!

Beirut ~ Elephant Gun


Quem gosta de folk e indie vai adorar Beirut, uma banda cheia de músicas interessantes e instrumentos diferentes, como violinos, ukeleles, tambores, congas e bandolim. Instrumentos de sopro também são bastante usados nessa banda, que na minha opinião tem um som único e muito bom. As músicas são calmas e um pouco melancólicas, mas eu não me canso de ouvir. Quanto aos álbuns, recomedo o Lon Gisland, que tem apenas cinco músicas (incluindo Elephant Gun ♥), e The Flying Club Cup, de treze músicas, que dá para ter uma idéia melhor de quão boa é a banda.


Regina Spektor ~ Fidelity


Comecei a ouvir Regina Spektor há pouco tempo e resolvi colocar no blog Fidelity, que é a música mais conhecida. Mesmo tendo conhecido recentemente, já estou apaixonada pelas músicas dela, marcadas por belos arranjos no piano e uma voz inspiradora! Sério, não é só um timbre bonito, ela explora bem a própria voz usando técnicas vocais bem variadas, enriquecendo bastante suas músicas. As letras normalmente contam uma história ou falam de um personagem, mas de uma forma bem abstrata. Eu só tenho dois álbuns dela, o Begin to Hope e o Soviet Kitsch, mas certamente vou procurar ouvir mais!


She & Him ~ You Really Got a Hold on Me, I Was Made for You


Chegamos a She & Him, a banda da fofa da Zooey Deschanel! She & Him é uma banda indie e folk, com músicas leves, calmas e sensíveis. Tem apenas três álbuns, formados por 12 ~ 13 músicas cada. Já encontrei dois covers de Beatles, como o You Really Got a Hold on Me (que não é bem dos Beatles hahah), mas em uma versão mais lenta. Quanto as minhas músicas preferidas, gosto da que está no blog, Why Do You Let Me Stay Here?, Sweet Darlin' e Thieves. Não sou tããão fã, até porque achei as músicas meio parecidas, mas gostei bastante de ouvir!



John Lennon ~ Oh, Yoko!


Enquanto Beatles tem umas músicas mais despreocupadas e românticas em geral, a carreira individual de John Lennon apresenta músicas de acentuada reflexão política, revolucionária e filosófica. As próprias músicas românticas dividem-se entre "apaixonadas" e melancólicas, todas com um certo realismo. Quanto a evolução instrumental, é de se surpreender os belos arranjos que praticamente todas as músicas apresentam. Acho que meu álbum preferido é Plastic Ono Band...Ou Imagine...Ou Double Fantasy...Ou Mind Games...Ou...chega, é impossível de escolher!XD

Paul McCartney ~ Silly Love Songs


Certo, John Lennon evoluiu um monte musicalmente depois dos Beatles criando música mais maduras tanto na melodia quanto na composição, mas e Paul McCartney? Ficou, de maneira geral, nas silly love songs, as canções "tolas" sobre o amor. E se vocês querem saber, acho que é como o Paul diz na música dele no blog, não há absolutamente nada de errado com isso. O mundo precisa de romantismo também! Temos grandes obras-primas na carreira solo de Paul e nos Wings, como My Love, Live and Let Die, Band on the Run, Hope of deliverance e muitas outras. Por sinal, eu fui no show dele em 2010, e posso dizer seguramente que foi um dos melhores dias da minha vida ♥

Pink Floyd ~ Eclipse


Encerro a lista aqui com Pink Floyd, mais uma das minhas bandas preferidas (e que tem tudo a ver com todas as bandas citadas anteriormente, claro @.@). Também uma banda da década de sessenta, tem um estilo psicodélico e experimental, mas com bastantes músicas filosóficas que nos fazem pensar. As melodias são exageradamente bem elaboradas e Dark Side of the Moon, por exemplo, corresponde em vários pontos com o filme O Mágico de Oz, apesar da banda tratar isso como coincidência. Por sinal, nunca vou conseguir decidir se meu preferido é esse álbum ou The Wall, mas enfim, fica a dica para quem gosta de rock progressivo e quer ouvir uma das melhores bandas da história.

Então gente, por hoje foi isso! Então, vocês gostaram dessas bandas também? Que tipo de música vocês curtem? Beijinhos e até a próxima!

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