Crítica: Bohemian Rhapsody


domingo, 2 de dezembro de 2018

Não é difícil explicar o sucesso meteórico do Queen: suas ótimas melodias, somadas à potente voz do talentoso Freddie Mercury, Queen não apenas é uma das melhores bandas de rock de todos os tempos, como também é uma banda única, diferente de todas as outras bandas que existem. Por conta disso, é com muito interesse que fui assistir ao filme Bohemian Rhapsody, uma belíssima homenagem à banda.

crítica Bohemian Rhapsody


Bohemian Rapdosy tem como proposta apresentar uma biografia de uma das bandas mais famosas do mundo, com enfoque na vida pessoal do vocalista Freddie Mercury. O dia que Freddie conheceu os membros da banda, seu relacionamento com Mary e a descoberta de sua sexualidade, a composição de Bohemian Rhapsody e outros sucessos, e alguns dos shows mais impactantes da carreira, todos esses momentos são retratados de forma apaixonada pelo filme dirigido por Bryan Singer, explorando a estética da época, as excentricidades e dramas vividos pelo talento único que foi Freddie Mercury.



Tratando-se de um filme sobre a banda Queen, por óbvio é impossível não analisar a semelhança dos atores com os integrantes da banda. Nesse sentido, houve uma escolha muito feliz do elenco, que além da semelhança física também traz os trejeitos e a personalidade de cada membro da banda. A semelhança de Gwilym Lee como Brian May é assombrosa, e o mesmo se diz sobre Ben Hardy como Roger Taylor e Joseph Mazzello como John Deacon, ainda que sua interpretação seja mais sutil. No entanto, o grande destaque é para o egípcio Rami Malek. Rami Malek não é parecido com Freddie Mercury e obviamente não tem sua voz, mas ao dublar o cantor e imitar todos os movimentos e trejeitos de Freddie Mercury, acaba por incorporar sua personalidade e realmente convence em suas performances. Malek consegue retratar toda a intensidade e o magnetismo de Freddie Mercury, sobretudo na participação do Queen no Live Aid, um dos mais memoráveis shows da banda.

crítica Bohemian Rhapsody


Para os verdadeiramente apaixonados pela banda, algumas cenas do filme podem causar estranheza pela incorreção biográfica, seja porque o filme altera a ordem cronológica de alguns acontecimentos, a exemplo do show no Rock in Rio, quando os brasileiros cantaram em coro "Love of my Life", seja porque altera os próprios acontecimentos, como o modo com o qual Freddy Mercury conheceu seu último namorado, Jim Hudson. O roteiro também pode ser criticado pelo modo simplista com que aborda a história da banda, retratando de forma superficial os dramas pessoais de Freddie Mercury entre a criação de uma música e outra. Todavia, entendo que isso não foi um 'erro' proposital, mas uma escolha, já que o filme não busca ser preciso e nem retratar temas pesados, mas tão somente ser uma homenagem bonita à banda.

crítica Bohemian Rhapsody


Bohemian Rhapdosy tem o condão de agradar os fãs e trazer novos ouvintes de Queen, confirmando a importância que a banda tem até os dias de hoje. Se o filme não é tão complexo quanto a história da banda e apenas permeia de leve os excessos cometidos pelo vocalista, isso não chega a ser um problema. As 2h30 passam rápido e o filme é uma verdadeira homenagem à figura de Freddie Mercury, que certamente foi um dos maiores talentos de todos os tempos.

Postagens Relacionadas

1 comentários

  1. Vou ver assim que for possível. Tenho certeza que entrará para o Oscar 2019 e eu não posso deixar de ver =D

    ResponderExcluir

Newsletter

Inscreva-se na newsletter do bloguinho! ♥
* indicates required



Projetos do blog



I'll follow the Sun