Guia dos Museus do Vaticano - Ingressos, dicas e o que ver


sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Os Museus do Vaticano são um conglomerado de pequenos museus conglomerados nos antigos aposentos do palácios que pertenciam aos papas de outras épocas, fundado em 1506 pelo Papa Júlio II. Chamá-lo de um dos mais fascinantes de todos os tempos não é exagero: os Museus do Vaticano reúnem uma extensa coleção de arte seculares, algumas dentre as quais as mais importantes da humanidade.

Dicas Museus do Vaticano Dicas Museus do Vaticano

Não é apenas arte sacra que se encontra nos Museus do Vaticano. Algumas peças remontam do Antigo Egito e outras civilizações antigas, outras associam-se aos mitos gregos e os deuses da Roma Antiga, e outras foram produzidas nas eras de ouro da arte, durante o renascimento, pelos melhores artistas da história. Confira algumas dicas e informações sobre a visita aos Museus do Vaticano, bem como

Ingressos para os Museus do Vaticano


Os ingressos para os Museus do Vaticano custam XX e incluem também a entrada na Capela Sistina. Comprando pela Internet, o valor sai um pouco mais caro, mas vale muito à pena: as filas são gigantescas e demoram mais de uma hora, já comprando pela internet é possível ir direto para a entrada. No último domingo de cada mês, entrando até às 12h30 o ingresso é grátis, e os museus também são gratuitos no dia do turismo (27 de setembro).

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Compramos o ingresso no Site Oficial com audio-guia e vale muito à pena, porque são muitas obras importantes e o passeio fica bem mais completo quando se sabe o contexto histórico ou significado de determinada obra de arte. Também é possível alugar o audio-guia no balcão que fica passando a bilheteria e subindo a escada rolante, por 7 euros. Aproveite para pegar um mapa.

Dicas e orientações gerais


1. Compre o ingresso antecipado para evitar filas. Caso resolva encarar as filas, tente ir no horário da abertura, às 09h, ou no horário do almoço.
2. Vista-se conforme às regras da Igreja. No Vaticano, não é permitido o uso de bermudas, minissaias, chapéus, nem blusas sem mangas.
3. Fique atento às obras assinaladas com a placa com o número 100, são as mais importantes dos Museus do Vaticano.
4. Pouco depois da entrada, são apresentados dois caminhos. Faça o mais longo, pois assim, verá as Salas de Rafael.
5. Não se esqueça que é proibido tirar fotos na Capela Sistina.

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O que ver nos Museus do Vaticano

O passeio pelos Museus do Vaticano leva cerca de quatro horas para ser feito, mas pode ser mais demorado dependendo do seu interesse por arte. Como já referido, são dois percursos que levam até a Capela Sistina, mas recomendo seguir o longo porque é muito mais completo e por causa das Salas de Rafael, onde fica uma das minhas obras preferidas (Escola de Atenas).

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Os Museus do Vaticano são compostos por 54 galerias, então é muita coisa para ver e muitas obras impressionantes 'perdidas' entre tantas outras. As principais galerias são: Museu Pio Clementino, Museu Gregoriano Etrusco, Museu Gregoriano Egípcio, Pátio da Pinha, Museu Chiaramonti, Braccio Nuovo, Galeria dos Candelabros, Galeria das Tapeçarias, Galeria dos Mapas, Aposentos de São Pio V, Sala Imaculada Conceição, Salas de Rafael, Apartamentos Borgia e, claro, a Capela Sistina. Utilizamos o mapa que pegamos no balcão de informações e nosso audioguia para saber das obras, sempre focando naquelas que nos chamavam atenção e nas que estão entre as 100 mais importantes. Esses são os momentos que eu mais gostei:

1. Visitar o Museu Egípcio e ver uma múmia de verdade
2. Ver a estátua Laocoonte e de seus filhos
3.Visitar a incrível Galeria dos Mapas
4. Prestar atenção nos detalhes da arquitetura e dos afrescos no teto
5. Ver ao vivo a obra Escola de Atenas, na qual Rafael Sanzio representou Platão apontando para o céu e Aristóteles apontando para o chão
6. Conhecer centenas de obras renascentistas e me apaixonar por cada uma delas
7. Entrar na grandiosa Capela Sistina, ver o quadro A Criação e ficar vários minutos admirando e refletindo sobre O Juízo Final, ambos de Michelângelo.

Dicas Museus do Vaticano Dicas Museus do Vaticano

Depois de visitar os Museus do Vaticano, finalmente fomos conhecer a belíssima Piazza di San Pietro e, apesar de não ter conseguido subir na cúpula por causa do horário, mais emoções nos aguardavam na Basílica de San Pietro. Mas isso é tema para um outro post. Espero que tenham gostado e que este guia tenha ajudado a preparar uma visita aos Museus do Vaticano!

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Visita ao MASP, em São Paulo


domingo, 31 de março de 2019

Quando fui para São Paulo em 2014 com minha mãe, um dos lugares que mais me chamou a atenção foi o Museu de Artes de São Paulo Assis Chateaubriand, ou, simplesmente, MASP. É ótimo saber que temos um museu desse porte em São Paulo, situado em uma das avenidas mais importantes do país, e visitar o MASP foi uma das experiências mais marcantes daquela viagem. Agora, em 2018, pude repetir a experiência - e foi incrível.

Visita ao MASP Visita ao MASP Segurando o MASP


Dessa vez, pude tirar várias fotos da icônica fachada, que por muito tempo foi considerado o maior vão livre do mundo. A arquitetura do museu é tão legal que vale à pena passar na frente nem que seja só para admirar a construção, mas já adianto que o modo com que as obras estão expostas impressiona e, obviamente, o museu abriga obras-primas que nos fazem sentir gratidão pela oportunidade de ver todas elas ao vivo. Atualmente, o Museu está com uma exposição temporária de esculturas do Aleijadinho, exposição de obras da Maria Auxiliadora, Emanoel Araújo, Ayrson Heráclito e minha seção favorita, o Acervo em Transformação, que ao meu ver é onde ficam as grandes obras de arte.

Visita ao MASP Visita ao MASP Visita ao MASP


Quando digo que o modo com que as obras estão expostas impressiona, é porque a exposição é estruturada de uma forma diferenciada e única em relação aos museus tradicionais: as obras estão expostas em cavaletes de cristal, de modo que os quadros ficam suspensos no ar, proporcionando ao visitante a sensação de passear por uma "floresta de quadros". Outro fator importante é que as informações foram colocadas no verso das obras, ou seja, primeiro temos uma impressão visual para depois sabermos detalhes daquela arte e seu criador. Isso ajuda a ter uma mente mais aberta e valorizar quadros não tão conhecidos por quem é mais leigo.

Visita ao MASPVisita ao MASP 2014/2018: Retrato de Marthe Berard


As obras expostas no Acervo em Transformação variam desde o século 4 a.c até 2008, e contém artes fantásticas de artistas como Renoir, Van Gogh, Velázquez, Monet, Picasso, entre outros consagrados. O MASP também promove um "intercâmbio de obras" com outros museus, então também é possível encontrar muitos quadros do acervo do Museu Tate Modern, de Londres. No site, consta que a coleção do MASP reúne mais de 10.000 obras.

Visita ao MASP Visita ao MASP


Nessa postagem, descrevi como fiquei maravilhada em conhecer a maior coleção de arte europeia do Hemisfério. Mais de três anos depois, ao visitar o MASP pela segunda vez, fiquei me questionando como seria a sensação, se valeria a pena "repetir" a experiência. Ora, por mais que museus sejam homenagens ao passado, tenho a impressão que o passado sempre se renova, e não há como repetir uma mesma experiência, justamente pelas impressões que elas podem nos causar numa primeira, segunda, terceira vez. Tanto eu quanto o Museu estamos diferentes: eu estou mais madura, o museu está reestruturado e, dessa vez, pude apreciar as obras junto da minha mãe e do meu pai. Conhecer o MASP é uma experiência incrível e obrigatória para quem vai à São Paulo, e "re" conhecê-lo é igualmente prazeroso.

Local: Av. Paulista, 1578 - Bela Vista, São Paulo - SP
Horário: terça a domingo, das 10h às 18h | quinta até às 20h
Ingresso: R$ 25,00 inteira | R$ 17,00 estudantes, professores, maiores de 60 | gratuito para crianças até 10 anos | gratuito para todos às terças-feiras
Site oficial: https://masp.org.br

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Como visitar de graça o Museo del Prado, em Madrid


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Quando elaboramos nosso roteiro de 2 dias em Madrid, não podíamos deixar de fora o famoso Museo del Prado, um dos museus mais importantes da Espanha. Nesse artigo falarei um pouco da minha experiência, dicas para aproveitar o passeio e como visitar o Museo del Prado de graça.

visitar de graça Museo del Prado


Museo del Prado - O que conhecer


O Museo del Prado é o principal museu de arte antiga de Madrid, reunindo várias obras famosas de Goya, Velazques, El Grego, Rubens e muitos outros artistas. Localizado no Paseo del Prado, próximo ao Parque del Retiro e à Fuente de Cibeles, o edifício foi inaugurado em 1819 e já chama atenção pela riqueza dos detalhes, ainda mais considerando que sobreviveu à invasão napoleônica, à Guerra Civil Espanhola e à Segunda Guerra Mundial.

visitar de graça Museo del Prado


Como o museu é muito grande, é indicado pelo menos um turno inteiro para visitá-lo, mas é possível fazer o passeio em menos tempo em uma visita descompromissada ou simplesmente se programando para visitar os quadros de maior interesse. Dentre os quadros mais famosos, indica-se As Meninas (Velázquez), Saturno devorando um filho (Goya), As Três Graças (Peter Paul Rubens) e El Jardin de las Delicias (Bosco). Uma dica bacana é fazer a visita guiada ou comprar um audioguia, por 4 euros.

Como visitar o Museo del Prado de graça


Felizmente, a entrada no Museo del Prado é gratuita de segunda à sábado, das 18h00 às 20h00, e aos domingos e feriados das 17h às 19h. É interessante chegar um pouco mais cedo no local porque tem muita fila, todo mundo que pesquisou essa dica quer visitar o museu nesse horário e acaba ficando bem lotado hehe.

visitar de graça Museo del Prado


No nosso caso, nos enrolamos em um Starbucks e chegamos no Museu del Prado por volta das 18h30...Pior ideia! Chegamos e tinha uma fila imensa mesmo, de dar a volta no museu! Todavia, se esse for o caso, não se assuste e continue na fila: ela costuma andar bem rápido e no fim acaba todo mundo entrando.

Por fim, vale lembrar que a entrada é gratuita para menores de 18 anos, estudantes até 25 anos e pessoas com deficiências físicas ou motoras. O valor do ingresso é 15 euros e maiores de 65 anos pagam meia entrada. Mesmo considerando o valor do ingresso inteiro, é um preço justo para conhecer o museu.

Vale à pena visitar o Museo del Prado?


visitar de graça Museo del Prado


Se vale à pena visitar um dos melhores museus da Espanha? Obviamente! O Museo del Prado reúne obras consagradas de vários artistas, tem um acervo maravilhoso, enfim, é um lugar imperdível para visitar em Madrid. Mesmo para quem tem pouco tempo para visitá-lo, vale à pena se organizar para conhecer as principais obras do museu, pois são todas impressionantes. Espero que essa postagem tenha servido de incentivo para incluir o Museo del Prado em seu roteiro!

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Visita ao Rijksmuseum, em Amsterdam


sexta-feira, 6 de julho de 2018

É impressionante como Amsterdam é uma cidade que, a despeito de todo seu estereótipo envolvendo temas polêmicos, respira cultura: o Museu do Van Gogh, a Casa de Anne Frank, o Amsterdam Museum, são apenas alguns dos cinquenta museus que abriga Amsterdam. Um dos melhores museus da cidade certamente é o Rijksmuseum, considerado o maior museu dos países baixos.



O Rijksmuseum fica na praça Museumplein bem na frente do famoso letreiro "I Amsterdam", em um edifício icônico e grandioso da capital holandesa. O prédio, projetado pelo arquiteto Pierre Cuypers, foi inaugurado em 1885 e desde 1970 é considerado um Patrimônio Nacional - aliás, o museu conta com um estrondoso acervo de arte europeia, verdadeiros tesouros da humanidade. São 30 mil metros quadrados, oitenta salas e aproximadamente oito mil obras expostas, além de quase um milhão de peças de arte.

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Museu do Van Gogh, em Amsterdam




O museu tem três andares e está dividido em treze seções, agrupando as obras de forma cronológica: no 1º andar estão as obras de 1700-1900, no 2ª andar de 1600-1700 e no 3§ andar de 1900-2000. Ele é composto por pinturas, esculturas, desenhos e diversas coleções de objeto, contendo ainda um pavilhão de arte asiática e coleções datadas do medievo. O mais interessante, ao meu ver, é a oportunidade única de ver grandes artistas europeus como Hals, Goya, Di Cosimo, Veermer e, principalmente, Rembrandt Harmenszoon van Rijn, holandês que inclusive tem seu próprio museu em Amsterdam e um corretor exclusivo no Rijksmuseum dedicado a suas obras.



Quando visitamos o Rijksmuseum, estávamos com o roteiro apertado devido a um passeio com hora marcada e, infelizmente, não foi possível apreciar o museu com a calma e atenção que ele merece. No entanto, no próprio folheto que pegamos no balcão de informações consta a localização das obras mais importantes e, assim, conseguimos ver as principais obras, como A Ronda Noturna (Rembrandt,1640-1642), A Leiteira (Johannes Vermeer, 1658) e A Batalha de Waterloo (Jan Willem Pieneman, 1824), que na minha opinião, foi o mais impactante de todos (e, curiosamente, não vimos nenhum parecido na França, hehe). Assim, mesmo com pouco tempo, recomendo visitar o museu, pois com organização dá para ver os quadros de maior interesse - e claro, descobrir coisas lindas pelo caminho. Quem tiver interesse, ainda, pode alugar um áudio-guia para aproveitar ainda mais a visita.



O Rijksmuseum conta com uma expressiva coleção de obras de arte e é um dos museus mais interessantes da Holanda, com obras de grandes artistas e uma estrutura belíssima. Além disso, por conta da sua localização, é fácil combinar sua visita com outro museu da região, sendo uma programação imperdível para quem vai conhecer Amsterdam.

Local: Museumplein/Museumstraat 1, 1071 CJ Amsterdam, Holanda
Horário: diariamente das 9h às 17h
Ingresso: 17,50 euros | gratuito até 19 anos | áudio guia: 5 euros
Site oficial: www.rijksmuseum.nl

* Recebemos os ingressos para o Rijksmuseum como cortesia para o blog, porém, todas as opiniões são verdadeiras e refletem nossa experiência pessoal.

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Museu Van Gogh, em Amsterdam


sábado, 24 de fevereiro de 2018

De todos os museus que eu visitei nessa viagem, um dos que eu mais gostei de conhecer certamente foi o Museu do Van Gogh. Vincent van Gogh é um dos pintores mais famosos - e mais talentosos - da história e todo mundo conhece pelo menos um quadro dele. Apesar disso, a maioria lembra de algumas poucas obras de arte e do fato artista ter cortado sua orelha. Um episódio marcante, é verdade, mas há muito mais o que saber sobre a trajetória de Van Gogh - e o museu oportuniza conhecer toda a sua história.


Autorretrato com Chapéu de Feltro, 1887

O Museu Van Gogh localiza-se na Museumplein, em Amsterdam, e é um museu dedicado às obras do artista, contendo um acervo com mais 200 obras fascinantes e algumas das mais famosas do mundo. Nele, é possível encontrar uma coleção imensa de autorretratos do artista (já pararam para pensar que era o jeito do Vincent tirar selfies?), quadros marcantes como "Doze girassóis numa jarra” e "Os Comedores de Batata", cartas autênticas encaminhadas por Van Gogh ao seu irmão Theo e muito mais, já que vários eventos culturais são realizados dentro do museu. Há também várias obras de artistas que influenciaram o estilo de Van Gogh ou se relacionaram com o pintor de alguma maneira, mas o tema central do museu, evidentemente, é o desenvolvimento de Van Gogh como artista. É absolutamente incrível ver suas pinceladas ao vivo.

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Foto: Jan Kees Steenman | Fonte: site oficial

Em geral, há quem não consiga apreciar uma visita a museus porque acaba vendo várias obras em sequência sem se envolver com o que está exposto. Em vários momentos ao longo da viagem eu estava bem cansada para refletir adequadamente sobre determinada atração, mas o Museu Van Gogh não tem esse problema: é um museu interativo e informativo, fácil de acompanhar e muitíssimo interessante. Acontece que, além dele ser dedicado inteiramente ao pintor, ele é composto de quatro andares que apresentam de forma organizada a obra e a vida de Van Gogh, mostrando seus primeiros trabalhos, seu desenvolvimento como pintor pós-impressionista e comparando com outras obras famosas. É um museu que todo mundo consegue aproveitar bem e ninguém fica perdido, pois tudo é exposto de forma a estimular o envolvimento do visitante com o acervo.


Os Comedores de Batata, 1885

Nascido em 1853 na cidade de Zundert, Vincent Van Gogh não foi famoso em vida, mas a dedicou quase que exclusivamente à arte. Em verdade, Van Gogh trabalhou como vendedor de arte quando jovem e frequentou um seminário de teologia por um ano até que resolveu dedicar sua vida à arte, em 1881. Van Gogh dedicou-se a retratar paisagens do campo, foi para Paris estudar os movimentos artísticos da época - ocasião em que teve contato com vários artistas importantes, como seu amigo Gauguin -, mudou-se para Arles e teve um período muito produtivo artisticamente, ao mesmo tempo que seu psicológico piorava. No museu, conhecemos toda a trajetória pessoal e profissional do pintor e associamos os períodos de sua vida com as obras produzidas. Van Gogh teve uma produção excepcional e é muito interessante acompanhar como ele desenvolveu e criou seu estilo, que mais tarde seria reconhecido por milhares ao redor do mundo. Pena que seu suicídio interrompeu a possível carreira de Van Gogh, e sua genialidade só foi reconhecida após a morte.


Amendoeira em Flor, 1890

Visitamos o Museu Van Gogh durante a manhã e levamos cerca de duas horas para conhecer todo o museu, já que sempre líamos as informações dos painéis e das obras. Outra maneira de aproveitar o museu é agendar uma visita guiada ou ainda, alugar um áudio guia por cinco euros, disponível em vários idiomas. De qualquer forma, o museu é bastante frequentado e li em vários lugares que as filas são bem grandes, por isso é recomendado comprar o ingresso online, com dia e horário agendados. O museu é bastante espaçoso e a estrutura é muito moderna, já que o lugar foi projetado para ser um museu desde o início.



É claro que todo museu oferece uma experiência única e tende, em geral, a aumentar nosso interesse pela arte. Ocorre que o Museu Van Gogh faz isso de uma forma muito atrativa e nos conduz não apenas a apreciar o que esta exposto, como refletir sobre seu significado. Não apenas apreciamos a beleza de uma pintura porque ela é bela, mas acabamos entendendo o contexto da obra, o que o pintor quis transmitir, o quanto foi estudado para chegar naquele resultado e, claro, conhecemos mais sobre a vida do próprio artista, o que torna uma visita ao Museu Van Gogh realmente enriquecedora. É um passeio imperdível para se fazer em Amsterdam, e um dos museus que eu mais gostei de visitar!

Local: Museumplein 6, 1071 DJ Amsterdam, Holanda
Horário: diariamente das 9h às 17h | Sexta até às 22h (consulte no site)
Ingresso: 18 euros | gratuito até 17 anos | áudio guia: 5 euros
Site oficial: www.vangoghmuseum.nl
Observação: Exceto quando sinalizado, não é permitido tirar fotos do museu. As fotos que ilustram esse artigo foram retiradas do site oficial.

* Recebemos os ingressos para o Museu Van Gogh como cortesia para o blog, porém, todas as opiniões são verdadeiras e refletem nossa experiência pessoal.

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Magical and Mistery Tour: O primeiro museu dos Beatles do Brasil, em Canela


quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Imaginem a emoção de uma beatlemaníaca ao planejar uma viagem para a Serra Gaúcha e descobrir que em Canela fica o primeiro museu dedicado aos Beatles do Brasil! E não é só o primeiro, mas sim, o único até então, de modo que é uma oportunidade imperdível para quem está na região e quer conhecer um pouquinho mais sobre a melhor banda do mundo!

Museu Beatles Canela

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O interessantíssimo passeio pelo Mundo a Vapor

O Museu dos Beatles foi inaugurado em outubro de 2016 e tem como proposta nos levar a um mágico e misterioso tour pela história da melhor banda de todos os tempos. Trata-se de um acervo de mais de mil itens do beatlemaníaco André Luis (empresário da banda cover argentina Star Beetles) que foi pensado com muito carinho para os fãs da banda e também conseguir novos fãs, afinal, é impossível não se empolgar com a trajetória do Fab Four. Uma das coisas que mais me chamou atenção é que, apesar de não ser muito conhecido, o museu estava cheio, e todos os visitantes estavam tão empolgados quanto eu.

Museu Beatles Canela Museu Beatles Canela Museu Beatles Canela


Para criar essa viagem pela história dos Beatles, o museu conta com pequenas salas temáticas representando as várias fases da banda, funcionando como uma linha do tempo. Iniciamos nosso tour conhecendo um pouco da amizade entre Paul e John e banda "Quarrymen" da década de 1950, descobrimos curiosidades sobre os antigos membros, sobre como a banda chegou na formação oficial, os shows em pubs na Alemanha e finalmente a Beatlemania, quando os Beatles invadiram os Estados Unidos e o resto do mundo. O bacana da exposição é que conta com vários itens de diversos países, demonstrando o alcance e o potencial dos Beatles, e como eles se popularizaram na música, nos filmes e até mesmo em brinquedos. Também há um espaço dedicado à fase psicodélica (minha preferida) e um pouco da carreira solo de cada integrante, tudo isso sinalizado com placas e vídeos explicativos sobre a história da banda.

Museu Beatles Canela Museu Beatles Canela


O acervo conta com figurinos, instrumentos, bonecos, livros, pôsteres e muitos itens diversos, tudo de uma forma muito bem organizada que dá inveja a qualquer beatlemaníaco. Se eu não conhecesse a banda, teria gostado do museu pela oportunidade de conhecer a história dos Beatles e sua importância, mas como fã, fiquei realmente emocionada de reviver aquela história através dos cômodos do museu, dos vídeos expostos, dos itens. Cada artigo, por mais simples que seja, conta uma história, veio de um lugar, é uma homenagem à maior banda da história. Eu acho isso sensacional, e a ideia de criar um espaço inteiramente dedicado aos Beatles é algo que não tenho palavras pra definir.

Museu Beatles Canela Museu Beatles Canela


No mesmo dia que realizamos esse passeio, visitamos vários outros museus, vimos a Cascata do Caracol, passeamos no centro de Gramado, enfim, fizemos muitas coisas bacanas. Mas nenhum passeio foi tão emocionante quanto o Museu dos Beatles. Não é só porque é a melhor banda do mundo musicalmente, mas The Beatles tem alguma coisa que alegra a alma, que nos deixa feliz de ouvir e querer fazer parte daquela história. Ora, não vamos nos esquecer que a banda durou cerca de dez anos e, mesmo assim, tem influenciado gerações desde 1960 e certamente continuará influenciando. É a atemporalidade da banda que nos une, é cantar sobre temas universais como amor, paz, amizade, e também mostrar a própria individualidade em melodias que encantam as pessoas. Fiquei realmente feliz em visitar o Museu dos Beatles e espero que quem possa aproveite essa oportunidade, é uma dica valiosa de fã para fã sobre um lugar imperdível na Serra Gaúcha!

Museu Beatles Canela
Local: Avenida Ernani Kroeff Fleck 521 – Sala 01 – Canela – RS
Horário: Segunda a sexta das 9h as 17h | Sábados, domingos e feriados das 9h as 19h
Ingresso: 30 reais | 15 estudante e idosos | gratuito menores de 5 anos

* Recebemos os ingressos para o Museu dos Beatles como cortesia para o blog, porém, todas as opiniões são verdadeiras e refletem nossa experiência pessoal.



Clique aqui e confira todos os posts da viagem para Gramado e Canela

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O interessantíssimo passeio pelo Mundo a Vapor


quarta-feira, 20 de setembro de 2017



O Mundo a Vapor é um parque temático entre Gramado e Canela que já chama atenção pela brilhante fachada, retratando o famoso acidente de trem que ocorreu em 1895 na França: uma locomotiva que atravessou a parede e ficou "pendurada", como na foto abaixo. Mais do que réplicas de trens, o Mundo a Vapor propõe uma viagem através da própria Revolução Industrial, com vários maquinários e invenções que impactaram a história da humanidade.

mundo a vapor

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O Mundo a Vapor tem sua origem na década de 50, quando a família Urbani, dona de uma oficina mecânica de conserto de máquinas a vapor, passou a criar várias miniaturas com o resto dos materiais. As miniaturas já encantavam pela perfeição dos detalhes e, em 1991, foi criado o Parque Temático Mundo a Vapor, como homenagem ao patriarca da família. O mais bacana de tudo é que as réplicas estão em perfeito funcionamento, retratando de forma exata as proporções e detalhes não só de locomotivas, como também de fábricas, usinas, etc. São exatamente idênticas às máquinas reais, com a única diferença, é claro, do tamanho em miniatura.



O museu é um grande saguão com várias estandes demonstrando as miniaturas das fábricas/locomotivas e seu funcionamento. Dá para fazer o passeio "por conta" e ler as explicações na parede, mas nossa experiência ficou muito mais interessante quando passamos a acompanhar os .guias do próprio Mundo à Vapor, que não apenas explicam o funcionamento das máquinas, mas demonstram. Sim, as máquinas funcionam! Todos foram muito claros e educados, dando uma verdadeira aula sobre o funcionamento das usinas. Aprendemos sobre o processo de fundição e laminação de aço, fabricação de telhas e tijolos, como funciona uma fábrica de erva-mate e muito mais. A atração que eu mais gostei foi a menor fábrica de papel do mundo que, pasmem, ainda está em funcionamento! O guia nos explicou direitinho como era a produção de papel e, no final, nos deu um papelzinho produzido pela fábrica para guardarmos de lembrança.



O passeio completo dura em torno de uma hora e é uma das atrações mais diferentes de Gramado/Canela, retratando coisas que interferem diretamente no nosso dia a dia. Por ter uma proposta mais intelectual, é uma visita atrativa tanto para adultos quanto para crianças, que certamente vão gostar das miniaturas. No final, o visitante ainda pode fazer um passeio de trem, já incluso no ingresso. O percurso é bem rápido e bonito. Não me julguem: eu fui e adorei!



Além de todas essas atrações, o Mundo a Vapor ainda conta com loja de souvenirs e uma cafeteria, cheia de bolos, produtos artesanais e típicos da Serra Gaúcha. Meu namorado elegeu o Mundo a Vapor como "a melhor atração que visitamos" na viagem. Acho que é um passeio diferenciado e que vale à pena incluir na viagem para Gramado e Canela!

Endereço: Av. Don Luiz Guanella, 1247 - RS 235 - Rodovia Gramado x Canela
Horário de funcionamento: Todos os dias, das 09h às 17h
Ingressos: R$ 30,00 adultos | R$15,00 crianças (6 a 15 anos), estudantes e idosos
Site: www.mundoavapor.com.br

* Recebemos os ingressos para o Mundo a Vapor como cortesia para o blog, porém, todas as opiniões são verdadeiras e refletem nossa experiência pessoal.



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