Visita ao MASP, em São Paulo


domingo, 31 de março de 2019

Quando fui para São Paulo em 2014 com minha mãe, um dos lugares que mais me chamou a atenção foi o Museu de Artes de São Paulo Assis Chateaubriand, ou, simplesmente, MASP. É ótimo saber que temos um museu desse porte em São Paulo, situado em uma das avenidas mais importantes do país, e visitar o MASP foi uma das experiências mais marcantes daquela viagem. Agora, em 2018, pude repetir a experiência - e foi incrível.

Visita ao MASP Visita ao MASP Segurando o MASP


Dessa vez, pude tirar várias fotos da icônica fachada, que por muito tempo foi considerado o maior vão livre do mundo. A arquitetura do museu é tão legal que vale à pena passar na frente nem que seja só para admirar a construção, mas já adianto que o modo com que as obras estão expostas impressiona e, obviamente, o museu abriga obras-primas que nos fazem sentir gratidão pela oportunidade de ver todas elas ao vivo. Atualmente, o Museu está com uma exposição temporária de esculturas do Aleijadinho, exposição de obras da Maria Auxiliadora, Emanoel Araújo, Ayrson Heráclito e minha seção favorita, o Acervo em Transformação, que ao meu ver é onde ficam as grandes obras de arte.

Visita ao MASP Visita ao MASP Visita ao MASP


Quando digo que o modo com que as obras estão expostas impressiona, é porque a exposição é estruturada de uma forma diferenciada e única em relação aos museus tradicionais: as obras estão expostas em cavaletes de cristal, de modo que os quadros ficam suspensos no ar, proporcionando ao visitante a sensação de passear por uma "floresta de quadros". Outro fator importante é que as informações foram colocadas no verso das obras, ou seja, primeiro temos uma impressão visual para depois sabermos detalhes daquela arte e seu criador. Isso ajuda a ter uma mente mais aberta e valorizar quadros não tão conhecidos por quem é mais leigo.

Visita ao MASPVisita ao MASP 2014/2018: Retrato de Marthe Berard


As obras expostas no Acervo em Transformação variam desde o século 4 a.c até 2008, e contém artes fantásticas de artistas como Renoir, Van Gogh, Velázquez, Monet, Picasso, entre outros consagrados. O MASP também promove um "intercâmbio de obras" com outros museus, então também é possível encontrar muitos quadros do acervo do Museu Tate Modern, de Londres. No site, consta que a coleção do MASP reúne mais de 10.000 obras.

Visita ao MASP Visita ao MASP


Nessa postagem, descrevi como fiquei maravilhada em conhecer a maior coleção de arte europeia do Hemisfério. Mais de três anos depois, ao visitar o MASP pela segunda vez, fiquei me questionando como seria a sensação, se valeria a pena "repetir" a experiência. Ora, por mais que museus sejam homenagens ao passado, tenho a impressão que o passado sempre se renova, e não há como repetir uma mesma experiência, justamente pelas impressões que elas podem nos causar numa primeira, segunda, terceira vez. Tanto eu quanto o Museu estamos diferentes: eu estou mais madura, o museu está reestruturado e, dessa vez, pude apreciar as obras junto da minha mãe e do meu pai. Conhecer o MASP é uma experiência incrível e obrigatória para quem vai à São Paulo, e "re" conhecê-lo é igualmente prazeroso.

Local: Av. Paulista, 1578 - Bela Vista, São Paulo - SP
Horário: terça a domingo, das 10h às 18h | quinta até às 20h
Ingresso: R$ 25,00 inteira | R$ 17,00 estudantes, professores, maiores de 60 | gratuito para crianças até 10 anos | gratuito para todos às terças-feiras
Site oficial: https://masp.org.br

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Visita guiada ao Theatro Municipal de São Paulo


segunda-feira, 4 de junho de 2018

Quando planejamos a última Viagem para São Paulo, eu e minha mãe incluímos de última hora um ponto turístico não muito comum nos roteiros: a visita guiada ao Theatro Municipal. Aliás, reformulando: trata-se de um lugar comumente visitado pelos turistas, mas que não é devidamente apreciado pela população de São Paulo. Nesse contexto, a visita guiada tem como objetivo apresentar um pouco da história do Teatro Municipal, sua importância para a cidade e demonstrar que atualmente ele pode ser usufruído por todos. Foi um passeio muito especial e resolvi compartilhar um pouco com vocês.

Teatro Municipal São Paulo


O Theatro Municipal foi inaugurado em 1911 com o objetivo de ser um dos maiores espaços culturais da cidade e um espaço propício para a Ópera, colocando São Paulo no mesmo nível das grandes capitais europeias que tinham espaços semelhantes para serem frequentados pelas elites, como a Ópera de Paris. O Theatro surgiu em uma época que a cidade estava se reformulando, estava se expandindo e a alta sociedade, representada pelos barões do café, desejavam uma casa de espetáculos de grande porte, de modo que o Theatro Municipal acabou se tornando um dos mais importantes teatros do Brasil e, São Paulo, começou a fazer parte do roteiro internacional dos grandes espetáculos. O Theatro tem mais de cem anos de história e já foi palco das principais companhias artísticas da primeira metade do século XX e da Semana da Arte Moderna em 1922, um dos eventos culturais mais marcantes do nosso país.

Teatro Municipal São Paulo Teatro Municipal São Paulo Teatro Municipal São Paulo


O edifício foi construído pelo arquiteto Ramos de Azevedo (responsável por outros prédios icônicos da cidade, como a Pinacoteca e a Casa das Rosas) e os italianos Cláudio Rossi e Domiziano Rossi, de modo que a construção foi fortemente inspirada pelos grandes teatros europeus, com traços renascentistas e barrocos na fachada e muitas obras de arte em seu interior. Infelizmente, o Theatro fica em uma zona bem perigosa de São Paulo, próximo ao belíssimo (mas perigoso) Viaduto do Chá, então é difícil apreciar os detalhes externos da construção e mesmo tirar uma fotografia bonita sem ter um pouco de medo. Quem for visitar tem que ter muito cuidado, porque o prédio é lindíssimo, já os arredores nem tanto.

Teatro Municipal São Paulo Teatro Municipal São Paulo


A visita guiada pode ser em grupos agendados ou espontâneos e tem duração de mais ou menos uma hora e meia. No nosso caso, comparecemos poucos minutos antes da visita começar e todos foram divididos em dois grupos de quinze pessoas. Os guias - muito simpáticos - eram funcionários do Theatro e a proposta é realizar uma visita educativa, contando a história do lugar, tirando dúvidas, mas também debatendo e refletindo sobre aquele lugar. Todas as informações do início desse artigo foram repassadas pela guia que nos acompanhou, que nos contou como o lugar foi pensado para as elites, mas que atualmente ele é acessível e inclusive são realizados eventos gratuitos - as quartas musicais - ou de preço acessível. A ideia era justamente conhecer o Theatro e saber que ele é um espaço público, é nosso e está ali ao nosso dispor.

Teatro Municipal São Paulo Teatro Municipal São Paulo


Essa questão de "ser um lugar para as elites" é bem marcante porque a própria estrutura do Theatro mostra que ele foi pensado para proporcionar uma experiência diversa às diferentes classes sociais. Na galeria, o som é um pouco mais baixo do que nas fileiras mais abaixo, e a própria percepção do palco é diferente. No passado, as galerias eram ocupadas por professores e intelectuais, enquanto os barões do café ficavam nos balcões e há muito tempo havia até lugares bem ao lado do palco, que não dava para enxergar quase nada - por outro lado, quem ficava ali era visto por todos os espectadores e normalmente acabavam saindo nos jornais. Hoje, aquele espaço na lateral do palco já não existe mais e os ingressos estão mais acessíveis, inclusive não há muita diferença de preço entre os setores. A recomendação é sempre escolher os lugares centrais (vertical e horizontalmente), mas acho que de todos os ângulos vale à pena apreciar o Theatro, que é lindo e muito bem estruturado. O saguão de entrada e o "foyer" (onde as pessoas se reuniam antes do espetáculo, e onde ocorrem eventos gratuitos atualmente) também são deslumbrantes e com uma arquitetura impecável.

Teatro Municipal São Paulo


A Visita Guiada ao Theatro Municipal foi muito interessante e é um passeio super legal para incluir numa viagem à São Paulo e também ser realizado pelos próprios paulistas. Um fator curioso é que a grande maioria dos visitantes eram paulistanos que nunca visitaram o Theatro. Um senhor disse que estava em companhia dos sobrinhos americanos e eles que o estavam levando para conhecer o lugar. Minha mãe, que morou dez anos em São Paulo, também nunca havia entrado no Theatro. Isso demonstra como existem lugares interessantes - tanto em São Paulo quanto em outras cidades - que não são reconhecidos pela população que, na correria do dia a dia, sequer se questiona sobre a história por trás de um ponto turístico ou o que aquele lugar oferece. Por esse motivo, é muito importante promover iniciativas como essa para conhecermos esses lugares e estarmos mais integrados com nossa cidade.

Local: Praça Ramos de Azevedo, s/nº, Sé - São Paulo, SP
Visita guiada: quarta a sexta-feira às 11h, 13h 15h e 17h e sábados às 14h e 15h.
Visita em grupo (agendada): quarta a sexta-feira, às 10h e 14h, sábados às 10h
Ingresso: Gratuito
Site: http://theatromunicipal.org.br

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Viagem: São Paulo #3


segunda-feira, 23 de março de 2015





O terceiro dia em São Paulo foi destinado a compras e infelizmente ao invés de ir na exposição do Salvador Dalí tive que relaxar hehehe, mas no quarto dia fiz meu visto, fui ao Shopping Morumbi (e me apaixonei pela Forever 21) e fui a dois lugares que eu estava louca para conhecer: Liberdade e Catedral da Sé.




A Liberdade é o bairro japonês de São Paulo, em que já na descida da estação encontramos um Bradesco personalizado, postes decorados e até uma musiquinha japonesa ao fundo! As ruas principais são Galvão Bueno, São Joaquim e a Av. Liberdade e é naquele bairro que ocorrem várias festas japonesas de São Paulo.



A verdade é que eu fiquei um pouquinho decepcionada com a Liberdade: fui com aquela alta expectativa de que amaria o lugar e, para ser sincera, pouco encontrei de características japonesas. Algumas lojas tinham aqueles gatinhos e samurais, mas a maioria eram lojas de artesanato e roupas ‘normais’ e não encontrei quase nada de anime! Só fiquei mais decepcionada quando falaram que eu procurei ‘no lugar errado’: devia ter ido no So-Go Plazza Shopping e me aventurado um pouco mais pelo bairro, já que só andei um pouquinho pela Galvão Bueno e voltei chateada.



Mais um lugar bonito e perigoso estava em meu roteiro: a Catedral da Sé. Localizada em frente à Praça da Sé, a Catedral Metropolitana de São Paulo é um fantástico templo estilo neogótico, inspirada nas grandes catedrais medievais europeias. Não tem como descrever: a arquitetura, os vitrais, a cúpula, tudo faz da Catedral da Sé um local impressionante. O grande problema é que é um lugar muito perigoso mesmo – na saída do local uma velhinha reclamava que foi assaltada, o que é muito triste tratando-se de uma igreja. Eu recomendo a visita, mas ela será bem mais tranquila sem celulares e máquinas fotográficas. É a triste realidade que diferencia a Catedral da Sé das demais igrejas europeias.




O final de sexta-feira e a manhã de sábado foram marcados de despedidas, pessoas queridas e o adeus àquela cidade que conheci brevemente, mas tanto gostei. Visitei muitos pontos turísticos legais e também vi algumas coisas que me desagradaram, mas fica aquela saudade forte e o desejo que a próxima visita seja logo e seja ainda melhor que este emocionante reencontro com São Paulo.

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Viagem: São Paulo #2


domingo, 1 de março de 2015





Lá vou eu ressuscitar assuntos de novo! Mas o que que eu posso fazer, minha Viagem para São Paulo foi tão especial, tem tanta foto legal e escrevi com tanto carinho as duas próximas postagens, não vou deixar de compartilhar com vocês. Portanto, vamos voltar para um dia mágico, 29 de outubro de 2014!

Meu segundo dia em São Paulo foi muito especial: (re) conheci pessoas queridas, visitei um lugar fantástico e fechei o dia com chave de ouro fazendo um ‘tour’ espetacular por São Paulo de carro, passando por lugares importantes, como meu antigo prédio e minha antiga creche, e lugares importantes como Berrini, Brigadeiro Faria Lima, prédios fantásticos e coisas que só existem em São Paulo. É claro que estou empolgada com minha cidade e qualquer coisinha já me deixa impressionada heheh, mas São Paulo é muito bacana mesmo.



Para começar, quarta foi a primeira vez em anos que andei de metrô. Graças ao que eu via nos noticiários eu estava com uma ideia assustadora, mas o transporte público de São Paulo acabou se mostrando super funcional e prático! Como peguei sempre entre as 08h40 ~ 16h40, não vivenciei em horários de pico, mas peguei o metrô lotado e mesmo com desconforto cheguei rapidamente no meu destino. As linhas cobrem uma distância enorme e não esperei mais que dois minutos para o metrô chegar! Outra coisa bacana é que dentro das estações tem lojas, papelarias e lanches, e fiquei impressionada como a esquerda sempre é liberada para circulação nas esteiras e escadas rolantes. Os paulistas me pareceram muito organizados, pareciam formiguinhas!



Falando em metrô, o lugar que eu estava ansiosa para conhecer era a Estação da Luz, perigosa, mas também muito linda. Ela é uma referência importante da arquitetura paulista e, na verdade, parece uma estação da Inglaterra, de tão diferenciada que é sua aparência. Por fora, é esse prédio lindo e inspirador das fotos, mas por dentro também tem vários detalhes muitíssimo bem trabalhados, lustres, colunas corintianas e a própria parte dos trilhos do trem já encanta os olhos. No saguão principal, tem até um piano! Ele estava disponibilizado para tocar e eu achei bem interessante a iniciativa – me chamou atenção que uma pessoa “não muito apresentável” sentou defronte ao piano... E começou a tocar uma música linda! E pensar que muitos paulistas nunca visitaram ou ao passar diariamente por ela, deixa de admirar sua beleza... Adorei conhecer a Estação da Luz!



A Estação de Luz também abrigava um espaço cultural um tanto quanto diferente: o Museu da Língua Portuguesa. Lá não tem (muitas) obras de arte, mas sim diversos espaços interativos cujo objetivo principal é proporcionar conhecimento e valorização da língua portuguesa. Descobrimos a etimologia das palavras, os diferentes sotaques em todos os cantos do país, as influências que recebemos de outros idiomas e a história da língua portuguesa.



Do outro lado da rua, outra edificação muito importante: a Pinacoteca, com um expressivo acervo da arte brasileira. Eu queria muuuito ter visitado e cai na ilusão de que visitaria no dia seguinte, logo, não conheci seu interior. Pouco tempo atrás, estava em exposição as esculturas hiperrealistas de Ron Mueck, se eu estivesse em São Paulo, certamente teria feito um esforço para conhecer.




Foram esses os lugares que eu visitei neste dia. Trabalhar nesse post me transportou para aquele momento e me fez lembrar o quanto fiquei encantada com a cultura e arquitetura da minha cidade, bem como a importância de preservar momentos preciosos, que é o motivo pelo qual escrevo. Espero que tenham gostado dessa viagem também!

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Viagem: São Paulo #1


quinta-feira, 13 de novembro de 2014





Oi pessoal! Não sei se vocês costumam viajar, para onde preferem ir ou ainda se gostam desse tipo de postagem, mas gostaria de compartilhar com vocês sobre uma coisa muito especial que aconteceu comigo final de outubro: minha viagem para São Paulo. Eu nasci lá e desde pequenina nutria uma paixão pela ‘ideia’ que eu tinha de São Paulo, cidade grande onde tudo acontece. Bem, finalmente essa ideia se tornou real, e passei dias maravilhosos com minha mãe visitando a minha cidade! Tudo bem eu contar um pouco para vocês?


Fotos acima por: @marilsabulhoes.


Ficamos em um hotel nos Jardins bem próximo à Avenida Paulista e já no rápido trecho compreendido entre a Estação da Consolação/Paulista e Trianon-MASP, dá para ter uma ideia da dimensão e grandiosidade de São Paulo. Os prédios são enormes e a Paulista é uma mistura de moderno com o novo, com uma arquitetura diferenciada nos empreendimentos e vários casarões. Há várias lojas na rua, várias galerias e mini-shoppings e fiquei impressionada que a Livraria Cultura de lá possui um Cinema dentro, o que une minhas duas coisas preferidas de Porto Alegre hehehe. Até a Livraria Cultura é gigante e legal de visitar! Estive ela no meu último dia, na manhã de sábado, quando também dei outra volta na Paulista.



No meu primeiro dia de viagem, passeei pela Av. Paulista, visitei pela primeira vez um café no Starbucks (acreditam que ainda não tem em Porto Alegre?!), escolhendo um frapuccino choco chip, aproveitei o hotel e o mais legal, visitei o Museu de Artes de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP), que já pela arquitetura chama atenção. Quanto às obras, o museu é simplesmente fantástico! O MASP possui a maior coleção de arte europeia do hemisfério sul, possuindo quadros como de Van Gogh, Botticelli, Rafael Sanzio e muitos outros artistas das escolas italiana e francesa. Também há arte brasileira, africana, asiática, entre outras, e o primeiro andar era todo dedicado à fotografia, mas o que me chamou atenção foi a exposição Deuses e Madonas – A Arte do Sagrado, com quarenta obras-primas dos séculos XIV a XIX.



Nas próximas postagens, falarei um pouquinho sobre os lugares que visitei nos dias seguintes e postarei as várias fotos bonitas da minha querida cidade. Não sei se elas vão ajudar a ‘ter uma ideia’ de como é São Paulo, mas caso vocês visitem, espero que gostem tanto quanto eu!<3 Obrigada por me acompanharem até aqui!

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