Duelo Artístico #2 - Planet of the Apes


sábado, 14 de novembro de 2015



Oi pessoal! Para quem gosta de competições de desenho, hoje vim divulgar a segunda etapa do Duelo Artístico (Pocket Version), cujo tema escolhido era desenhar um Cenário Pós-Apocalíptico, colorido e com algum monumento ou característica que possibilitasse reconhecer o local.

Quando se fala em fim de mundo, a primeira coisa que me vem na cabeça é aquela cena clássica da Estátua da Liberdade destruída, do Cristo Redentor em meio a desastres naturais, as previsões de 2012 ou acontecimentos de O Dia Depois de Amanhã. Foi a partir disso que pensei em retratar uma das minhas cenas favoritas, fazendo uma pequena modificação: o final de Planeta dos Macacos.


Laçador, símbolo de Porto Alegre. No parágrafo abaixo, spoilers de um filme de 1969

Planetas dos Macacos tem aquela sacada genial de nos fazer acreditar o filme inteiro que se trata de um planeta novo, para só no final descobrirmos que aquele mundo apocalíptico em que humanos são escravizados é a Terra, e a prova disso é a Estátua da Liberdade enterrada. Resolvi reproduzir a cena fazendo uma pequena alteração: incluir O Laçador, monumento simbólico da cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul.



Como tentei reproduzir fielmente a cena do filme, não pude acrescentar detalhes no desenho e portanto a técnica não está nada excepcional. O grande diferencial aqui é a ideia, de atribuir a um monumento da minha cidade a mesma importância da Estátua da Liberdade e ainda homenagear um clássico do cinema. Espero que tenham gostado!

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Crítica: Planeta dos Macacos - O Confronto


sexta-feira, 12 de setembro de 2014



Desde a estreia do filme Planeta dos Macacos, em 1968 – ou melhor, desde a publicação do livro em 1963 -, ficamos intrigados com a ideia de um mundo não dominado por humanos, onde seriamos reduzidos a animais submissos e tratados sem o merecido respeito: macacos. Nesse novo filme, Planeta dos Macacos – O Confronto, acalenta essa ideia, em uma nova história sobre diferenças, convívio e choque cultural.



Dez anos depois de Planeta dos Macacos - A Origem, descobrimos que a humanidade foi dizimada pelo vírus símio e que um grupo de macacos está vivendo em uma comunidade sustentável sob a liderança de César (Andy Serkis), que ensina a construir ao invés de destruir e que 'macaco não mata macaco'. Quando um grupo de humanos sobreviventes encontra próximo a César uma represa capaz de gerar energia, esperança vital para recuperar a humanidade e entrar contato com outros remanescentes, o humano Malcolm (Jason Clarke) inicia as tratativas para entrar no território símio e reativar a hidroelétrica, mas apesar de conquistar a confiança de César, o chimpanzé Koba não aceita a presença dos humanos do local e, quando descobre que os humanos estão buscando armas a poucos quilômetros da comunidade, inicia uma revolta que colocará humanos e macacos em um grande confronto.



Visualmente, Planeta dos Macacos – O Confronto é um filme impecável, apresentando belíssimas paisagens naturais, macacos ainda mais realistas e a impactante cidade de São Francisco tomada pela natureza. Por outro lado, a trama se arrasta lentamente em 131 minutos de duração e a impressão que passa é que a história demora a ser construída, o que talvez seja propositalmente angustiante devido ao confronto que nos aguarda no final.



O enredo do filme é a velha história do conflito entre dois mundos, semelhante ao apresentado em Avatar, Pocahontas e na nossa própria história, vide as relações entre os índios e europeus. Apesar de o tema já ter sido exaustivamente abordado e já sabermos o final, previsto no título, a tensão do filme nos acompanha nos momentos emocionantes de interação entre humanos e macacos e também na enorme destruição que a guerra causa, de modo que o longa obtém êxito ao nos situar naquela história, que na vida real não envolve macacos, mas já aconteceu e pode vir a acontecer. É o medo do desconhecido e a presunção de superioridade, tão perigosos quanto um vírus símio.



Planeta dos Macacos – O Confronto não é um filme agradável e talvez tenha pecado na lentidão e no exagero, mas além de nos emocionar com a história e nos impressionar com os efeitos, certamente é muito superior ao primeiro filme da nova franquia e prepara o terreno para um mundo tenebroso onde talvez vejamos Zira e Cornellius.

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