Crítica: Batman vs. Superman - A Origem da Justiça


domingo, 17 de abril de 2016



Antes mesmo de ir ao cinema, entramos em contato com um filme por meio da sinopse, dos trailers e claro, das críticas, que examinam os aspectos principais de um filme a ponto de dizer se no geral ele é bom ou ruim. O perigo reside no fato das críticas elevarem nossas expectativas a ponto delas não serem cumpridas ou até mesmo prejudicarem a bilheteria de um filme, que foi o que aconteceu injustamente com Batman vs. Superman - A Origem da Justiça.



Depois de uma eficiente sequência mostrando o assassinato dos pais de Bruce Wayne, Batman vs. Superman - A Origem da Justiça inicia logo após Homem de Aço, quando já conhecida a dimensão dos poderes de Superman. Nesse contexto, ao mesmo tempo que Superman (Henri Cavill) é glorificado como um deus, as suspeitas do envolvimento do herói em um ataque no deserto, avisos de outras dimensões mais artimanhas feitas para incriminar o Superman geram desconfiança em um Batman (Ben Affleck) já amargurado e sem escrúpulos para lidar com criminosos, que conclui ser o único capaz de derrotar o Superman antes que essa nova 'divindade' se volte para o mal e destrua a raça humana.



Com cenas grandiosas (que podem incomodar a alguns devido a "grandiloquência") e uma trilha sonora de peso por Hans Zimmer, Batman vs. Superman é um filme sério de ritmo lento, que antes de apresentar a esperada luta (muito curta, porém impactante), apresenta a visão de Batman sobre a destruição causada por Superman e um Superman humanizado, questionando-se seu papel na sociedade e como ela o enxerga. Por incrível que pareça, Ben Affleck está muito bem no papel e Henri Cavill não destoa no apresentado em Homem de Aço, mas o principal problema do filme é a interpretação de Jesse Eisenberg para o icônico Lex Luthor, um dos principais inimigos de Superman. Nesse filme, sua caracterização não é fria e elegante, mas é um Lex Luthor moderninho, extravagante e cômico, responsáveis pelas poucas (graças a Deus!) piadas presentes no longa-metragem.



Apesar do enfoque ser os dois heróis do título, Batman vs. Superman funciona como uma introdução ao futuro Liga da Justiça, por isso temos uma participação contida (mas bem aproveitada) da Mulher-Maravilha (Gal Gadot) e vários easter eggs de outros heróis e até mesmo histórias da DC. As visões do Batman, por exemplo, podem parecer desnecessárias, mas se referem (possivelmente) à Injustice e outros elementos que podem ser aproveitados em um filme posterior. De um modo geral, a direção de Zack Snyder (Watchmen, 2009) foi bem acertada ao simplificar a história e agradar aos fãs, utilizando os quadrinhos de Frank Miller para a construção do filme. Por outro lado, a duração do filme prejudicou o roteiro e o ritmo, e o "final" da luta entre os heróis é estragado por uma das piores coincidências possíveis.



Batman vs. Superman - A Origem da Justiça comete alguns erros e por isso foi bastante criticado, mas acredito que até a personalidade de Lex Luthor pode melhorar nos filmes posteriores e elementos aparentemente deslocados na narrativa foram inclusos por uma boa causa. No geral, o resultado dessa clássica batalha foi positivo, e espero que vocês consigam apreciar o filme tanto quanto.

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Crítica: Homem de Aço


domingo, 29 de setembro de 2013


Para quem tem preguiça de ler quadrinhos como eu, uma boa opção de acompanhar de um modo adaptado esse universo é ver filmes de super heróis. Batman, Homem Aranha, X-Men, Homem de Ferro... Sendo assim, não pude deixar de ficar com vontade de assistir (mesmo não tendo visto muitos filmes do Superman) Homem de Aço nos cinemas.


Retratando as origens do Superman, Homem de Aço conta a história de Clark Kent (ou seria Ken? O ator Fulano de Tal é idêntico ao boneco da Barbie!) e como ele veio parar neste mundo, iniciando com uma bela sequência de Krypton sendo destruída e episódios da infância do rapaz, que aos poucos vai se descobrindo diferente e com superpoderes. Quando ativa a máquina tal e descobre sobre seus verdadeiros pais, Jor-El (Russel Crowe/Javert) e Lara Lor-Van (Ayelet Zurer), e como eles planejaram salvar o filho enviando-o à Terra para fazer uma ponte com os humanos, Clark também enviou um chamado para o grupo de Zod, que anteriormente tentou salvar Krypton e também queria viver na Terra, mas exterminando primeiro os humanos. A partir daí, começa uma ótima batalha, em que Clark tem que decidir entre ajudar sua raça ou salvar a Terra.



Visualmente, o filme é muito bonito. Não é de hoje que a maioria dos filmes tem ótimos efeitos especiais, mas Homem de Aço se supera nesse quesito, com excelentes cenas de lutas, cidades "minuciosamente" destruídas e até mesmo os poderes e explosões interessantes. Infelizmente, é isso que salva o filme: os diálogos são fracos, o enredo péssimo (não que eu esperasse algo profundo de uma história a ser contada pela milésima vez) e a primeira metade se estende por muito tempo. É certo que houve uma tentativa de humanizar o herói, e acertaram apresentando as fragilidades psicológicas do Superman e como ele se sentia diante seus dilemas, mas pessoalmente, me incomoda ver aqueles diálogos que profetizam grandes ações, tomados de uma emoção que não sei por que raios não fica aparente. É um filme que tenta ser épico, mas esse elemento está apenas nos efeitos e nas cenas de batalha.



Homem de Aço é uma tentativa de reboot da franquia (que por sinal, acredito que até dê certo), apresentando um super-homem mais humano que já sai da caverna com um gel no cabelo. É um filme que nos explica as origens desse herói e nos explica que o S do uniforme não é de Superman. Estaria sendo injusta ao dizer que o filme não valeu a pena, mas é injusto também elevar Homem de Aço a um patamar mais elevado do que realmente merece.

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