Ainda que representações mais modernas tenham surgido, faz parte do imaginário popular a aparência de um pirata: papagaio no ombro, tapa-olho, perna de pau e a eterna busca pelo tesouro assinalado ao mapa com um “x”. O que nem todos sabem é que isso iniciou com o clássico “The Treasure Island” (A Ilha do Tesouro), livro de Robert Louis Stevenson que será resenhado neste sexto “Book Challenge”.
“The Treasure Island” é um clássico livro infanto-juvenil em que o jovem Jim Hawkins, que mora e trabalha na Hospedaria Almirante Benbow em uma pacata cidade ao sul da Inglaterra, encontra o mapa do Capitão Flint e parte com Trelawney, Dr. Livesey, Capitão Smollet e o carismático e extravagante cozinheiro John Long Silver em busca de um tesouro. No entanto, as coisas não são o que parecem ser, e a aventura torna-se perigosa e inquietante a partir do momento em que se descobre que piratas tomaram a nave.
Voltada para um público mais jovem, a história é bastante envolvente e nos surpreende a cada capítulo, visto que a cada página novos acontecimentos são relatados e lemos mais e mais curiosos para saber o destino da história. Somado a isso, vivenciamos a aventura com a mesma intensidade do narrador Jim Hawkins, criamos empatia pelos personagens e, principalmente, pelo impressivo “cozinheiro” John Long Silver, que apesar de ser muito simpático com Jim, é a personificação da ganância e impulsividade.
Mesmo que “The Treasure Island” seja um livro rápido e fácil de ler (mesmo em inglês!), constantemente é aclamado como uma das melhores narrativas do idioma e sem sombras de dúvida uma das mais influentes, não só pelos elementos que se eternizaram nas histórias de piratas como por incentivar os jovens a ler, da mesma forma que Harry Potter fez para minha geração. Trazendo também uma reflexão moral sobre dinheiro e ambição, o livro mistura toda a ação e imprudências da pirataria em um “sonho de criança”, que é vivenciar uma grande aventura.













terça-feira, 14 de outubro de 2014