Entre os filmes de super-heróis lançados em 2016, um dos mais aguardados era X-Men: Apocalipse, terceiro filme da nova trilogia que começou com Primeira Classe e agradou ainda mais os expectadores em Dias de um futuro esquecido. Claramente, não é o melhor filme dos mutantes, mas introduz de uma maneira nova antigos personagens e entrega diversas cenas empolgantes.
X-Men: Apocalipse tem um início promissor apresentando o grandioso vilão Apocalipse como um faraó no Egito Antigo, mas ele é traído por seus aliados e desperta apenas nos anos oitenta, pouco após os acontecimentos de Dias de um futuro esquecido. Agora os humanos sabem da existência de mutantes, Mística é vista como uma heroína e, enquanto muitos mutantes vivem marginalizados mundo afora, Jean Gray e Scott se preocupam em ser aceitos pelos estudantes do Instituto Xavier. Nesse contexto, Apocalipse surge querendo subjugar a humanidade e dominar o mundo, escolhendo quatro mutantes poderosos para acompanhá-lo - entre eles, um Magneto que novamente se vê com raiva da humanidade. Cabe aos X-Men assumirem os guerreiros que são e tentarem salvar o mundo.
Se as motivações do megalomaníaco Apocalipse (Oscar Isaac, que entrega uma atuação boa, apesar de tudo) são clichês, o mesmo não se pode dizer dos cavaleiros que o seguem: não há. Excetuando Magneto, todos os vilões são mal desenvolvidos: Anjo (Ben Hardy) tem um papel reduzido, Tempestade (Alexandra Shipp) mostra todo seu potencial já nos trailers e Psylocke (Olivia Munn), tão esperada pelos fãs, tem apenas três falas. Quanto à Magneto, Michael Fassbender é um dos melhores atores do elenco e entrega uma atuação emocionada na medida certa, mas sua dualidade, por mais interessante que seja, está sendo abordada no terceiro filme seguido e já está na hora de Magneto se impor como vilão. Infelizmente, outra vilã (ops, agora é heroína!) que mal aparece é a Mística, totalmente apagada graças ao rosto bonito - e nem um pouco azul - de Jennifer Lawrence.
Entre os heróis, o diretor escolheu por desenvolver as personalidades de Xavier (James McAvoy) e dos novatos Scott Summers (Tye Sheridan), Jean Grey (Sophie Turner) e Nocturno (Kodi Smit-McPhee, o alívio cômico do filme), e novamente Mercúrio (Evan Peters) é responsável por uma das melhores cenas do filme, ao som de Sweet Dreams are Made of This. Deve-se ressaltar que, apesar do roteiro fraco, todas as cenas são muito bem feitas, as lutas são empolgantes e bem coreografadas e os poderes são apresentados de forma muito interessante. O novo elenco contribuiu para o filme e foi feita uma ótima dosagem entre cenas mostrando os mutantes adolescentes e em outras, arcando com suas responsabilidades. Assim, as cenas intensas e algumas piadas fazem com que X-Men: Apocalipse seja um filme divertido de assistir e que empolga em vários momentos, mas os inúmeros erros fazem com que o filme não seja tão bom quanto os primeiros da nova trilogia.
Jean Grey tinha razão ao dizer que "o terceiro filme é sempre o pior". De fato, X-Men: Apocalipse está muito aquém de seus antecessores e é muito pior do que poderia ter sido, vez que se aproveita de uma das mais célebres sagas dos mutantes. Ainda assim, é um filme divertido que traz vários personagens interessantes e cenas bem feitas, valendo a pena assistir.













sábado, 4 de junho de 2016