Resenha: Procura-se

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016



É sempre uma alegria ganhar um livro novo, ainda mais quando se trata de um novo talento da literatura brasileira. Nesse caso, é mais impressionante que uma autora tão jovem tenha criado um romance bonito, singelo e delicado como Procura-se, romance de estreia de Giovanna Vaccaro.



Procura-se conta a história de Ariane Sparks, uma adolescente de dezessete anos com uma vida quase normal: sonha em estudar medicina, divide tudo com sua melhor amiga, não gosta quando o pai lhe apresenta uma nova namorada e se apaixona por Miles Benet, um rapaz educado e muito atraente que acaba de retornar à escola e se torna colega de Ariane. O único problema é que Ariane tem uma rara doença no coração e, quando as dores tornam-se cada vez mais constantes a ponto de nem o remédio auxiliar, a menina vai sozinha ao médico e recebe um grave diagnóstico: tem apenas dois meses de vida. Confusa, sem saber como contar à família e sem a perspectiva de achar um doador, Ariane lida com a dor e a tristeza do fim da vida ao mesmo tempo em que descobre uma nova e ardente paixão.



Apesar do livro se enquadrar na chamada sick-lit (livros que abordem alguma doença, como A Culpa é das Estrelas), Procura-se é um livro leve e gostoso de se ler, retratando principalmente o modo com que Ariane vê a vida e situações típicas da adolescência: uma 'inimiga' na escola, trabalhos em dupla, problemas no namoro e também o início de um romance, com todas as dúvidas, emoções e bons sentimentos que um simples passeio no parque podem trazer. A autora tentou ao máximo nos apresentar cenas que toquem nossos corações e o livro também está repleto de frases impactantes, motivadoras e bonitas sobre a vida.

A narrativa de Procura-se flui rapidamente e nossa vontade é ler do início ao fim. Entretanto, as poucas páginas não foram suficientes para condensar tantos acontecimentos importantes, de modo que sentimos falta de uma descrição mais detalhada, tanto da situação quanto do posicionamento da Ariane. Ariane tomou decisões bem irresponsáveis e isso que impulsiona algumas passagens do livro, mas deve-se reconhecer que a personagem tem um bom coração e a inocência de uma adolescente. Por sinal, um dos pontos que deve ser destacado é a tenra idade da autora, o que explica a visão sonhadora de um primeiro romance e a inocência - dessa vez negativa - com que encerrou o livro, de uma maneira bonita e emocionante, mas inexplicável e impossível na vida real.



Procura-se é um livro agradável e divertido, que retrata uma doce paixão adolescente e os problemas típicos dessa fase, com o diferencial que a protagonista sofre de uma doença terminal e procura aproveitar a vida da melhor forma possível. Sinceramente, acho que teria aproveitado melhor a história aos meus quinze anos, quando não era tão cética e preferia ler sobre amores mais leves e menos desesperados, mas recomendo a todos que gostem de uma história jovial e a quem ainda está procurando um rapaz encantador como Miles Benet.


Observação: Ganhei Procura-se porque a autora demonstrou interesse que eu escrevesse uma resenha e, além de lisonjeada com o pedido, fiquei impressionada com a idade da escritora e o sucesso que o livro está fazendo. Sendo assim, não deixem de curtir a página de Procura-se no Facebook e claro, conferir o livro, que desde junho de 2015 já está disponível nas livrarias.

Postagens relacionadas

9 comentários

  1. Eu gosto de livros assim e ao mesmo tempo não gosto, lembro que A culpa é das estrelas, chorei horrores hahahha, normalmente fujo de livros assim, porém gostei da sua resenha, bem explicativa.


    Beijos

    http://orangelily.com.br/

    ResponderExcluir
  2. Nem sabia que esse estilo se chamava "sicklit", adorei. Fiquei bem curiosa, parece bem intenso e bom!
    boa semana :)

    Red Behavior

    ResponderExcluir
  3. Sempre fico com pé atrás em ler estilo sick-lit, porque sou muito chorona. Só que fiquei curiosa para saber como ela lidou com esse tempo de vida >.<

    Vou curtir a página da obra

    ResponderExcluir
  4. Não sou muito fã desse tipo de livro, sick-lit, mas não deixo de ler quando tenho a oportunidade também rs Esse parece ser um livro bonitinho e senti aí um final feliz hahahaha
    Beijos! =**

    ResponderExcluir
  5. Oie, tudo bem?
    Eu fiquei meio traumatizada com esses "sick-lit" desde ACÉDE, mas não descarto uma nova leitura com o tema. Gostei da suas observações e ponderações, inclusive sobre a idade da autora e sobre o final do livro. =)
    Ah, tá rolando um sorteio super bacana lá no blog, te convido a participar! ♥
    Beijos,

    Priscilla
    http://infinitasvidas.wordpress.com

    ResponderExcluir
  6. Agora eu quero saber o final, hahah
    Gosto e não gosto, ao mesmo tempo, de romances assim, não sei explicar muito bem... mas gostei da sua resenha, Vic :)

    Beijo,
    Atena.X.Afrodite

    ResponderExcluir
  7. Estou realmente curiosa pelo livro. Adoro ler e gosto bastante dessa temática, já li Estrelas Tortas e Não Se Esqueçam da Rosa. Enfim, adorei seu blog.

    http://ninhodecorvo.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  8. A ideia do livro parece muito legal, e eu acho super legal ser uma escritora brasileira, devemos dar mais espaço aos nossos escritores!
    Beijos
    Mari
    www.pequenosretalhos.com

    ResponderExcluir
  9. Olá!
    Também acabei de postar uma resenha de parceria UHFDUSHUFD
    Que fofo esses mimos que acompanharam o livro!
    Até hoje não sei se gosto de sick-lit~ Principalmente quando o foco é romance. Mesmo que eu acabe chorando (HUE) em algum momento, acho as histórias um pouco repetitivas.
    Mas fico feliz em ver mais uma escritora brasileira sendo publicada e lida, haha. A gente passou e ainda passa muito tempo consumindo literatura estrangeira~
    Adorei a resenha e as fotos!
    Abraços~

    Nankin Dust | Fanpage do blog

    ResponderExcluir

Comente com o Facebook:

Newsletter

Inscreva-se na newsletter do bloguinho! ♥
* indicates required



Projetos do blog



I'll follow the Sun