Crítica: Deadpool 2


segunda-feira, 2 de julho de 2018



Depois de sua bem sucedida estreia (que, na verdade, foi a segunda aparição do personagem, mas vamos tentar esquecer X-Men Origens: Wolverine), o anti-herói Deadpool volta aos cinemas em um filme que segue os mesmos moldes do primeiro, mas promete ser "um filme para família".

crítica Deadpool 2


Após uma tragédia acontecer antes mesmo dos créditos iniciais - muito bem-humorados, por sinal -, Wade (Ryan Reynolds) está devastado, com vontade de morrer e, devido a sua capacidade de regenerativa, sequer consegue se matar. É em uma missão como estagiário dos X-Men que Deadpool encontra o que pode ser um novo sentido para sua vida: defender o jovem mutante Russel (Julian Dennison), um adolescente de quatorze anos com uma personalidade bastante destrutiva, que está descontrolado e quer se vingar do grupo de enfermeiros que abusavam dele quando criança. As coisas complicam quando Russel acaba sendo perseguindo por Cable (Josh Brolin), um mutante que veio do futuro para matá-lo, de modo que Deadpool reúne uma equipe - X-Force! - para salvar Russel do vilão e de si mesmo.



O primeiro filme de Deadpool foi bastante aclamado por conta de sua irreverência, humor ácido e violência exagerada, elementos que renderam boas piadas e cenas de ação. Seguindo os moldes do primeiro, o novo filme é recheado de referências à cultura pop e aos próprios estúdios, utiliza da metalinguagem e tem tiradas muito boas, com destaque para os comentários envolvendo os X-Men. No entanto, se o filme de estreia foi elogiado justamente pela sua originalidade, Deadpool 2 se contenta apenas em seguir os passos do primeiro, não conseguindo superar seu antecessor. Aliás, por mais que o filme seja engraçado, e por mais que o sarcasmo seja marca registrada de Deadpool, o segundo filme parece fazer um esforço maior ao apresentar cinquenta piadas para, no fim, quinze serem boas. A comparação, portanto, é prejudicial, e Deadpool 2 acaba sendo "mais do mesmo".

crítica Deadpool 2


Por outro lado, se o longa de estreia se preocupou em apresentar a origem do anti-herói e sua trajetória individual, uma das poucas - e acertadas - inovações do novo filme é a tentativa de dar uma equipe ao mercenário, o que rende cenas muito engraçadas - como a do resgate - e a integração de uma excelente parceira: Dominó, interpretada pela atriz Zazie Beetz. Outro ator que protagonizou ótimas cenas com o anti-herói foi Josh Brolin, responsável por interpretar Thanos, digo, Cable, sendo que sua atuação foi perfeita para o personagem, que é um viajante no tempo e responsável pelo arco dramático do filme. Nesse sentido, Deadpool 2 traz algumas reviravoltas inusitadas, e o propósito de integração entre os personagens e salvação do mutante Russel faz sim, com que o filme se aproxime de "um filme para família", à medida que apresenta personagens deslocados que, por meio dos laços efetivos, encontram uma família uns nos outros, com carinho e crescimento mútuo.

crítica Deadpool 2


Deadpool 2 é um filme despretensioso que certamente agradará quem gostou do primeiro filme e procura uma comédia um pouco mais ácida que o normal e, talvez, com um pouco mais de drama do que deveria ter. O filme, seguindo um roteiro típico de "um filme para família", quebra este estereótipo graças à violência e às piadas, mas traz uma interessante abordagem do "politicamente correto", ora debochando de algumas pautas, ora reforçando outras. É um filme divertido, com uma mensagem importante por trás (por incrível que pareça) e cenas bem construídas.

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1 comentários

  1. Gostei bastante do segundo filme, mas acho que a dinâmica do primeiro é muito melhor.
    Mas adorei as cenas finais e principalmente as piadinhas com a Cher <3

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