Quem aí gosta de ler histórias de amor? Bem, eu não. Crepúsculo causa diabetes e não tenho interesse nas tão emocionantes histórias de John Green. Acontece que eu gosto bastante de Stephen King e, como falei nesse post aqui, acabei comprando um livro sobre uma história de amor bastante inusitada: Christine.
Arnie Cunnignham é um perdedor, conforme o clichê estereótipo presente em todas as histórias adolescentes americanas. Magro, cheio de espinhas, muito inteligente, mas nunca impondo sua vontade, constante alvo de alunos como Budy Rhui. Um belo dia, ele conhece Christine, e ela muda completamente a sua vida, a ponto de ele enfrentar tudo e todos para ficar com ela. Clichê? Parece, mas Christine é um carro. E não é só Arnie que irá se afastar da família, do amigo e até da sua adorável namorada, mas também é Christine que destruirá todos que se colocarem entre eles.
Apesar de inusitada, a história é bastante trash e inicialmente tudo é contado de uma forma bem estereotipada e repetitiva, com Dennis Guilder narrando reiteradamente como Christine mudou a vida deles, como o carro passou a influenciar Arnie, como desde o início ele não gostava dela, etc. Em cada capítulo somos lembrados da importância de Christine e como todos tem antipatia pelo carro. A história fica mais interessante quando passa a ser contada em terceira pessoa e atropelamentos estranhos passam a ocorrer com os inimigos de Arnie, ainda mais com o envolvimento do antigo dono, Roland D. LeBay. Isso conduz a leitura a um clima cada vez mais tenso e empolgante, até o ponto em que eles têm que deter Christine, antes que seja tarde demais.
Para uma história fantasiosa contada em um clima casual, com o amigo Dennis Guilder narrando e tendo adolescentes como protagonistas, o final é bastante trágico. A tensão criada é previsível, o desfecho desanima e não é emocionante. O interessante está em descobrir por que Dennis está nos contando essa história, que provavelmente terminou pior do que pensávamos. Na verdade, o fato de terminar pior do que pensávamos é muito bom. Muito bom mesmo.


















sábado, 15 de março de 2014