Book Club: Fahrenheit 451


segunda-feira, 30 de maio de 2016

Em busca de uma ficção científica que oportunizasse uma reflexão sobre nossa sociedade, achei apropriado para o Book Club que lêssemos um livro abordando algo fundamental para a construção do pensamento: leitura. Foi assim que escolhi o célebre Fahrenheit 451, do autor Ray Bradbury.

Resenha livro Fahrenheit 451
Título: Fahrenheit 451
Autor: Ray Bradbury
Editora: Biblioteca Azul
Páginas: 216 páginas
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Fahrenheit 451 ambienta-se em um futuro distópico no qual não existe livre pensamento, ninguém reflete sobre suas ações e livros são terminantemente proibidos porque possibilitam o acesso à informação e fomentam a discussão de ideias, o que prejudicaria a sociedade vez que as diferentes mensagens gerariam conflitos, intranquilidade e infelicidade. Nesse contexto, Guy Montag é um bombeiro que, como tantos outros, trabalha com a queima de livros sem questionar o motivo da sua atividade e nem seu modo de viver. Quando conhece Clarisse McClellan, uma menina questionadora que pergunta ao protagonista sobre felicididade, Montag começa a refletir sobre sua tarefa como bombeiro, sobre a alienação, sobre a falta de intimidade com a esposa e a sociedade em geral, questionando-se também sobre qual a importância da leitura.

A linguagem é bastante clara e o livro tem poucas páginas, o que torna a leitura rápida e envolvente. No entanto, apesar da premissa incentivar importantes reflexões, a narrativa é bastante óbvia na medida que se foca apenas no dilema do personagem em queimar livros, de modo que é injusto colocar Fahrenheit 451 no mesmo patamar de 1984, Admirável Mundo Novo e outras distopias. Por outro lado, ainda que o cenário retratado não possa acontecer no futuro, o autor lembra em seu posfácio que existem outras formas de "queimar livros": censura. Nesse sentido, Fahrenheit 451 traz discussões bastante atuais sobre alienação, manipulação das massas e impessoalidade nas relações sociais.

Resenha livro Fahrenheit 451


Apesar de ser um governo autoritário que estabeleceu a profissão de bombeiro enquanto ateadores de fogo - em livros e casas que possuam livros -, é chocante descobrirmos que foi a sociedade que optou por deixar de ler, passando mais tempo na frente de televisores (cuja programação é transmitida de acordo com o permitido) e se alienando por conta própria. Para alcançarem a "felicidade" (que felicidade?), optam pela ignorância. Nesse sentido, é muito interessante o discurso do capitão do corpo de bombeiros, Beatty, que parece ter acesso à leitura e até apreciá-la, mas acha que ela não deve ser disseminada para que o sistema não seja questionado. Também é interessante o fato de intelectuais serem reclusos e pessoas com hábitos diferentes sejam consideradas antissociais. Aliás,a maioria das conversas entre os personagens são superficiais, porque as pessoas não se conhecem direito, não se afetam com guerras e não têm sobre o que conversar.

Em Fahrenheit 451, é apresentando um mundo no qual as pessoas acreditam piamente na televisão, relacionam-se com as pessoas de modo superficial e são totalmente alienadas ao que se passa, inclusive sentimentalmente. Não há empatia, não há interesse em nada que não seja o televisor, não há conteúdo nas pessoas. Infelizmente, essa realidade não é tão distante assim, e eis a importância de ler obras do gênero.

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Book Club: Arco-íris literário


sexta-feira, 20 de maio de 2016



Oi, pessoal! Esse mês o Book Club propôs uma tag bem bonitinha chamada Arco-íris literário. A proposta é bastante simples: basta fotografar os livros cuja capa ou lombada correspondam às cores do arco-íris, um livro para cada cor. Resolvi fotografar meus livros da coleção Clássicos da Abril porque são monocromáticos e, para enriquecer a postagem, também deixo aqui as sinopses de cada livro. Espero que gostem (:



O coração das Trevas


Escrito em 1902 por Joseph Conrad, esse clássico é narrado por Charles Marlow, que trabalhou durante algum tempo em uma companhia de comércio belga como capitão de um barco a vapor no rio Congo, no transporte de marfim. Nisso, ele presencia a maldade colonial perante os africanos e especula sobre o tão bem elogiado Kurtz, tendo a tarefa de entregá-lo à civilização. É um livro bastante crítico, psicológico, cheio de metáforas e inspirou o filme Apocalypse Now, de Coppola. Li em 2013 graças à indicação do Maldito Vivant.

A Metamorfose


Escrito pelo famoso escritor Franz Kafka, A Metamorfose é uma de suas obras mais conhecidas, narrando a história de Gregor Samsa, um caixeiro-viajante que misteriosamente acorda transformado em um inseto. Privado da sua humanidade e sem poder trabalhar para sustentar sua família, Gregor se sente impotente diante a situação e se enxerga como um parasita que atrapalha a família - dessa forma, a situação que a princípio parece cômica, é narrada com um intenso realismo, nos levando a refletir sobre a condição humana.



Outra volta do parafuso


A Outra Volta do Parafuso é uma história contada para os próprios personagens, que reunidos em volta de uma lareira começam a contar histórias de terror. Uma jovem professora muda-se para a propriedade de Bly, próxima a Londres, para cuidar de duas crianças órfãs, que moram com um tio misterioso com ordens específicas para nunca ser incomodado. Apesar de receber uma carta negativa sobre Milles, tanto o menino quanto sua irmã Flora são adoráveis, mas a protagonista logo descobre que há um grande mistério em Bly, quando começa a enxergar fantasmas de antigos criados a assombrar a casa. Li ano passado.

O Falecido Matias Pascoal


Escrito pelo italiano Luigi Pirandello, O Falecido Matias Pascoal narra a história de um homem que é declarado morto na sua cidade natal por engano, mas ganha uma pequena fortuna em um cassino. Assim, Matias Pascoal decide aproveitar-se da situação e começar uma nova vida, sem compromissos e obrigações, livre para viajar pela Europa. Ainda não li o livro, mas a sinopse me interessou bastante e li várias resenhas positivas sobre a obra.



Madame Bovary


Madame Bovary é uma das obras-primas do romance realista, escrito por Gustave Flaubert em 1857. Ao contar a história de Emma Bovary, uma mulher que trai o marido para escapar do tedioso casamento ao qual é presa, a obra reflete sobre os valores burgueses, sobre o inconformismo com a realidade, sobre a degeneração social e emocional. Trata-se de uma obra aclamada pelo tema, pela forma e pela análise psicológica da protagonista, sendo um dos romances mais importantes do mundo ocidental. Preciso ler!

A Divina Comédia - Inferno


A Divina Comédia é um épico que narra a longa trajetória de Dante, que desbrava viaja pelo Inferno e Purgatório até chegar no Paraíso. A edição publicada pela Clássicos Abril é um poema dividido em trinta e quatro cantos e abrange a primeira parte da obra, na qual Dante conhece o Inferno. O poema está intrinsecamente ligado ao conceito de inferno medieval, um local onde eternamente se paga pelos pecados. Na Divina Comédia, o inferno é dividido em nove ciclos, com 'maldições' piores à medida que os pecados são mais graves. No Primeiro Ciclo estão os 'virtuosos pagãos' que não foram batizados (como Homero e Aristóteles) e o Nono Ciclo é destinado aos traidores, que congelam eternamente no Lago Cocite, formado pelas suas próprias lágrimas.

O Assassinato e outras histórias


O Assassinato e outras histórias é uma coletânea de contos do russo Anton Tchekhov retratando elementos da vida cotidiana do povo russo, seja em ambientes urbanos, seja em rurais. O livro abrange cenas domésticas, a religião do povo russo e costumes dos mujiques, comerciantes, proprietários de terra e intelectuais. Não li ainda, mas adoro literatura russa e acho muito interessante esses livros que, a partir de situações comuns do dia-a-dia, fazem uma reflexão sobre os valores de uma cultura inteira.



Também fotografei os livros acima para a atividade, mas já que eles têm tamanhos diferentes preferi usar a outra coleção ^_^ O que vocês acharam? Sintam se a vontade para responder à tag e claro, participem do Book Club, um dos projetos mais legais da blogosfera

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Book Club: Laranja Mecânica


sexta-feira, 29 de abril de 2016

Depois de várias histórias de superação e dilemas inerentes à adolescência, o livro escolhido pelo Book Club é uma obra polêmica, chocante e repleta de críticas sociais: Laranja Mecânica, de Anthony Burgess.

Resenha livro Laranja Mecânica
Título: Laranja Mecânica
Autor: Anthony Burgess
Editora: Aleph
Páginas: 352 páginas
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Laranja Mecânica é narrado por Alex DeLarge, um adolescente com excelente gosto por música clássica que, junto dos membros de sua gangue (drugues), tem como passatempo matar, estuprar e praticar todos os atos imagináveis de violência. Quando Alex é preso e dois anos de prisão se mostram ineficazes, Alex é submetido a uma nova técnica de reabilitação: o Tratamento de Ludovico, uma terapia que consiste no uso de drogas que causem mal-estar durante a transmissão de vídeos violentos e que, por meio da associação, faz o personagem ter aversão à violência, estando condicionado a fazer o bem. Como resultado, Alex é 'curado' da vontade de cometer crimes, mas também fica impossibilitado de escutar as músicas que gosta.

Resenha livro Laranja Mecânica


A primeira parte do livro é voltada para a ultraviolência cometida por Alex, com descrições que só não são mais pesadas porque são utilizadas diversas gírias próprias do dialeto falado pelos adolescentes (nadsat), responsáveis pela criminalidade na sociedade futurista da qual Alex faz parte. Se nesse ponto é criticado a inércia do Estado em impedir o cometimento de crime, na segunda parte refletimos sobre a ineficácia da prisão como meio de reabilitação social e na violência cometida contra o próprio Alex, através do Tratamento de Ludovico. Retira-se do personagem o livre arbítrio e a liberdade de escolha, nos fazendo questionar a intervenção estatal e conceitos como ética, bem e a importância da vontade. Conforme o capelão da prisão, a bondade é uma coisa que se escolhe. Quando alguém não pode escolher, deixa de ser humano.

Se a humanidade reside na possibilidade de efetuar escolhas éticas, e o condicionamento faz do personagem uma "laranja mecânica", poderíamos refletir sobre como também somos condicionados a fazer o bem e abdicamos de liberdades em troca de segurança, mas o diferencial do livro é a agressividade desse condicionamento, que tem por objetivo tornar Alex não exatamente bom, mas controlado. É nesse sentido que o capítulo final (não presente no filme) se coloca ao apresentar a maturidade do personagem, se destoando do restante da obra.. De qualquer forma, no decorrer da leitura notamos que a violência por violência é reprimida, mas a violência 'justificada' é aceita por aquela sociedade (violência policial, vingança) e o próprio Alex é utilizado por motivos políticos, sem haver preocupação em curá-lo quanto a perda da sua humanidade.

Resenha livro Laranja Mecânica


E há humanidade em escolher matar, estuprar, se divertir com atos de ultraviolência? É melhor um indivíduo escolher ser mal, ou ser compelido à fazer o bem, em nome do bem-estar social? Até que ponto devemos abdicar da liberdade de escolha? Apesar de Laranja Mecânica também apresentar o ser-humano como mal, a violência não é apresentada gratuitamente e nem é o tema principal do livro: o grande objetivo é a discussão sobre o livre-arbítrio. Com tantas questões filosóficas, só podemos concluir que Laranja Mecânica é um livro verdadeiramente horrorshow, indispensável para estudar o papel do direito e da psicologia no ser humano.


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Book Club: Para todos os garotos que já amei


sexta-feira, 25 de março de 2016

Desde que entrei para o Book Club já li um clássico adorável, o thriller do momento, um livro do Stephen King, um young adult surpreendentemente agradável e agora, foi a vez de um romance bastante fofo de uma menina no estilo médio. Espero que gostem da minha resenha de Para todos os garotos que já amei, da escritora Jenny Han.

resenha livro Para todos os garotos que já amei
Título: Para todos os garotos que já amei
Autora: Jenny Han
Editora: Intrínseca
Páginas: 320 páginas
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O livro conta a história de Lara Jean, uma menina de dezesseis anos que resolveu guardar em uma caixinha deixada por sua mãe os seus bens mais preciosos: cartas de amor, escritas sempre que Lara Jean decide esquecer uma paixão. Quando sua irmã mais velha se muda de país, Lara tem que lidar não apenas com as saudades e a responsabilidade de cuidar de sua irmã mais nova, como também com um acontecimento inesperado: todas as suas cinco cartas foram enviadas aos remetentes. Entre suas antigas paixões estão Peter Kavinsky, um dos garotos mais bonitos do colégio, e Josh, seu melhor amigo e namorado da irmã mais velha - mas Lara Jean vai descobrindo que uma dessas paixões não é tão antiga quanto parece.

Assim como a sinopse sugere, Para todos os garotos que eu já amei é um livro leve e gostoso de se ler, que fazem os estudantes do ensino médio se identificarem e as pessoas mais velhas lembrarem com carinho dessa época. Claro, essa sensação não se dá apenas pela temática: o mérito também é de Jenny Han, que tem uma escrita envolvente e acessível, detalhando sem exageros os sentimentos das personagens. Em certo momento, o livro apela para o clichê do "namoro de mentira", mas tudo acontece de forma tão natural que todas as situações do livro são coerentes e ainda por cima não sabemos com quem Lara Jean vai ficar, pois aprendemos a gostar dos dois rapazes apresentados. A única coisa que me incomodou foi o final em aberto, mas recém foi lançada a continuação do livro resolvendo esse problema.

resenha livro Para todos os garotos que já amei


Tanto o título da obra quanto minha própria resenha levam a crer que é apenas uma história de amor, mas o livro vai além à medida que acompanhamos o amadurecimento da personagem. As tais cartas de amor servem apenas para impulsionar os relacionamentos, e além do inusitado romance entre duas pessoas que nada tem em comum e a confusa amizade com Josh, o livro aborda principalmente relacionamentos familiares. Conhecemos mais sobre "as irmãs Song" e seu envolvimento com a cultura coreana, vemos o quanto Lara Jean admira a irmã mais velha e se preocupa com a irmã mais nova, mostrando como há carinho e lealdade entre irmãs. Todas as personagens tem personalidades bem desenvolvidas e é fácil de simpatizar com cada uma delas.

Para todos os garotos que já amei é uma leitura divertida e relaxante, que pode ser feita em um ou dois dias. Não chega a ser emocionante e não tem uma trama tão elaborada até porque as personagens estão no ensino médio, mas quem gosta de romances achará este livro extremamente fofo e até ficará com vontade e escrever uma carta de amor.

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[SORTEIO] Book Club: Kit de livros do John Green


segunda-feira, 14 de março de 2016



Ultimamente, grande parte das postagens sobre literaturas fazem parte parte do Book Club, um projeto que seleciona um livro por mês para resenha e uma blogagem coletiva, que pode ser uma discussão sobre literatura ou uma tag. No início do ano, demos um grande passo abrindo o projeto ao público e criando um Grupo no Facebook e agora, a grande novidade é nossa própria Página no Facebook, onde postaremos quotes, dicas de livros, notícias e muito mais


Todas as fotos desse post foram tiradas pela Ronnie


Para comemorar a inauguração da página, organizamos o primeiro sorteio do Book Club, valendo um kit fantástico para quem é fã ou quer conhecer mais sobre a obra do renomado autor John Green. Além de bottom e marcadores temáticos, quatro livros do escritor estão inclusos no kit: A Culpa é das Estrelas, O Teorema de Katherine, Cidades de Papel e Quem é Você, Alasca? Não dá para perder!



Para participar é muito simples: basta curtir a Página do Book Club e cadastrar um e-mail no formulário abaixo. Se quiser aumentar suas chances, há várias entradas opcionais. Olha só as regras:

1 - Todos os prêmios foram adquiridos pelas integrantes do Book Club e não resultam de qualquer parceria.
2 - Cadastrar um email para contato e curtir a fanpage do Book Club é obrigatório, as outras entradas são opcionais.
3 - “Visitar” a página significa “Curtir”. Quem não curtir a fanpage não terá sua participação validada.
4 - O participante deve morar em território brasileiro.
5 - O vencedor terá 48h para retornar o email com os dados necessários, caso contrário outro sorteio será realizado.
6 - O envio do prêmio é de responsabilidade do Book Club e o kit será enviado completo, com todos os itens juntos, em até 30 dias após o resultado.
7 - O sorteio vai até o dia 8 de abril. Então cruza os dedos e boa sorte!




Se interessou? É muito simples de participar! Agora é só preencher o formulário abaixo e boa sorte

a Rafflecopter giveaway



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Book Club: Mulheres na Literatura


terça-feira, 8 de março de 2016



O Dia Internacional da Mulher é uma comemoração pela conquista de nossos direitos, mas também é uma importante data de reflexão sobre nossa imagem na sociedade, que caminho devemos percorrer para um mundo mais justo e igualitário, o que nos representa e como somos representadas. Pensando nisso, o Book Club criou uma tag perfeita para o dia, em que todos são convidados para responder dez perguntas sobre Mulheres na literatura.

1. Minha autora preferida



Pela persistência, pela força e pela mente magnificamente brilhante, minha autora preferida é J.K Rowling, que marcou minha vida com os livros de Harry Potter. Antes do sucesso, entretanto, a escritora teve uma vida difícil: Rowling se envolveu em um relacionamento abusivo, sofreu depressão, enfrentou a pobreza, cuidou da filha sozinha e Harry Potter foi recusado por nove editoras até a Bloomsbury publicar o livro, sendo que seu nome (Joanne Rowling) foi substituído por J.K Rowling para que garotos não deixassem de ler um livro que foi escrito por uma mulher. Hoje essa mulher é uma das escritoras mais famosas do mundo, que inspirou uma geração e certamente verá seu legado durar muitos e muitos anos.

2. Uma autora que eu gostaria de ler


Eu já li Persuasão, mas tenho muita vontade de ler outros livros da Jane Austen, uma importante escritora inglesa. Seus livros são clássicos, retratam a Era Vitoriana e a autora criou personagens icônicas. Estão na lista de espera Orgulho e Preconceito, Razão e Sensibilidade e Emma.

3. Um livro com uma protagonista feminina incrível


Dom Casmurro pode ser protagonizado por Bentinho, mas é a mulher que impulsiona o livro uma das personagens mais enigmática e incrível da literatura brasileira: Capitu. O livro só nos entrega o relato totalmente parcial de um obcecado marido ciumento, e pouco mais sabemos de Capitu além dos seus "olhos de cigana oblíqua e dissimulada", mas fica claro que se trata de uma mulher com personalidade forte, uma personagem determinada, envolvente e que suscita debates até hoje sobre sua suposta traição. "Capitu era mais mulher do que eu homem", disse Dom Casmurro.

4. Uma personagem feminina que me inspira


Certas personagens me inspiram em diferentes aspectos: a sabedoria da Hermione, a coragem da Éponine, o amor de Arwen, a determinação da Daenerys... Mas sinceramente, acho que são poucas personagens femininas que são realmente inspiradoras. A maioria dos meus livros são protagonizados por homens e, quando há uma personagem feminina forte, como em Anna Karenina e O Morro dos Ventos Uivantes, geralmente é uma mulher desequilibrada. Eu gosto desse tipo de personagem e normalmente suas personalidades são bem trabalhadas, mas fico triste que esse estereótipo seja maioria na literatura.

5. Uma personagem com a qual me identifico muito


Minha mãe disse que eu pareço a Mônica, simpática personagem do Maurício de Souza. Gostei porque ela também tem uma personalidade forte, está sempre rodeada de amigos, mostra ter opinião, não leva desaforo e sempre procura ajudar os outros. Mas... Eu não sou teimosa!!! Muito menos mandona!!!

6. Uma personagem forte/ corajosa



Gosto muito de todas as personagens de As Crônicas de Gelo e Fogo, série de livros na qual tanto homens quanto mulheres são representados de forma igualmente imparcial, com todas as suas qualidades e defeitos. Enquanto Sansa Stark é ingênua e ainda precisa amadurecer, sua irmã mais nova é forte e corajosa, aprendendo esgrima mesmo não sendo algo feminino e depois, sobrevive tendo em mente a vingança da família. Cersei pode ser fútil e mesquinha, mas sempre coloca seus filhos em primeiro lugar e Daenerys Targaryen é a Mãe dos Dragões, que pensa não só no seu povo mas também na sua linhagem, almejando conquistar o Trono de Ferro que é seu por direito. Todas essas personagens foram muito bem construídas e, cada qual a sua maneira, são mulheres fortes!

7. Meu livro preferido com uma protagonista feminina



Infelizmente, só um dos meus livros preferidos é protagonizado por uma personagem feminina: O Mundo de Sofia. Sofia é uma menina de quatorze anos que começa a receber misteriosas cartas sobre os maiores filósofos da antiguidade, e a partir daí, somos apresentados ao professor Alberto Knox e à história da filosofia. Sofia é uma menina curiosa e questionadora, que descobre uma matéria nova e a estuda com o mesmo interesse que uma criança - e um filósofo! - tem pelo mundo.

8. Um livro com uma mulher decidida


Poderia citar qualquer livro do Sidney Sheldon, mas minha escolha é Se Houver Amanhã, cuja protagonista foi acusada por um crime que não cometeu. Tracy Whitney tinha uma vida perfeita, mas após sua mãe morrer, Tracy caiu num golpe, foi abandonada pelo noivo e condenada à quinze anos de prisão, onde passa por horríveis momentos. Graças a suas boas ações, Tracy é liberada mais cedo, mas o estigma de ex-presidiária faz com que ela não consiga emprego em lugar nenhum. Sendo assim, Tracy usa sua perspicácia e inteligência e passa a aplicar golpes nas pessoas! Claro, não é uma conduta moralmente correta, mas torcemos tanto pela personagem e seus golpes são tão inteligentes, que é impossível negar que Tracy é uma mulher talentosa, e muito, mas muito determinada.

9. Um livro com uma mulher inteligente

Qual é a referência de mulher inteligente para uma pottermaníaca? Ora, Hermione Granger! A verdade é que Harry Potter nem saberia o que era Pedra Filosofal se não fosse por Hermione, que sempre contribuiu com seus conhecimentos, sensatez e amizade, sendo crucial para vários momentos da vida de Harry e para o destino da comunidade bruxa. E Hermione não é inteligente a toa: ela preza seus estudos, sempre busca saber mais sobre novos conteúdos e faz de tudo para ser a melhor possível. Como já falaram várias vezes para ela, "Das bruxas da sua idade, você é a mais esperta"..

10. Uma personagem que faz tudo por amor



Fantine, de Os Miseráveis. Ela se apaixonou perdidamente por um estudante, mas ele foi embora deixando-a sozinha para cuidar da filha, Cosette. Pensando fazer o melhor para Cosette, Fantine a deixa com os Thénardiers e trabalha duro em uma fábrica para pagar as despesas da filha. Injustamente, Fantine é despedida quando descobrem que ela é mãe solteira, e a partir daí, passa por diversos infortúnios para mandar dinheiro para Cosette, quem sabe, conseguir viver de novo junto dela. Vende seus dentes, seu cabelo, seu corpo. Fantine é uma mãe que fez tudo por amor à filha.



Gostaram da tag? Todo mês propomos uma postagem coletiva e um livro para resenha, e ainda temos um grupo de discussão no Facebook para anunciar os temas e conversar. A grande novidade é que agora temos uma página! Clique aqui para curtir e ficar cada vez mais próximo desse universo literário. Está rolando um sorteio!

Não deixe de conferir as postagens das outras meninas e claro, responder à tag Mulheres na Literatura! Feliz Dia das Mulheres!

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Book Club: Por Lugares Incríveis


sábado, 27 de fevereiro de 2016

Não costumo ler muitos livros Young Adult e não tinha grandes expectativas para Por Lugares Incríveis - achava que seria apenas um livro em que os personagens fossem viajar por lugares especiais, mas não mais que isso. Entretanto, esses lugares se tornam especiais por conta dos próprios personagens, e acompanhar os diversos sentimentos de cada um deles é uma experiência incrivelmente boa. O contexto já é entregue na sinopse: dois jovens prestes a escolher a morte despertam um no outro a vontade de viver.

resenha livro Por Lugares Incríveis
Título: Por Lugares Incríveis
Autora: Jennifer Niven
Editora: Seguinte
Páginas: 336 páginas
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Theodore Finch é um garoto problemático que, quando ele mesmo estava na Torre do Sino da escola pensando em se suicidar, salva a vida de uma adorável garota que tinha o mesmo objetivo: Violet Markey. Enquanto Finch tinha problemas com a família, constantemente 'desaparecia' sem ninguém se importar e era considerado uma aberração por boa parte da escola, Violet Markey era uma garota comum de vários amigos, mas tudo mudou quando perdeu sua irmã em um acidente de carro. A partir desse acontecimento na escola, os dois procuram lidar com os próprios traumas ao mesmo tempo em fazem um simples trabalho escolar se tornar uma grande amizade, quando decidem visitar lugares incríveis em Indiana.

Com uma linguagem coloquial e divertida, Por Lugares Incríveis segue duas linhas que a princípio são bem diferentes, mas se tratam da mesma realidade. Por um lado, o livro está repleto de passagens inspiradoras, diálogos engraçados e coisas boas acontecendo a partir da relação entre os personagens, fazendo com que o leitor torça pelos dois e simpatize tanto com a doce Violet quanto com o inconstante Finch, que apesar dos problemas, parece ser um bom menino. Entretanto, Por Lugares Incríveis lembra constantemente que a vida não é perfeita, que cada um tem seus problemas e suas formas de lidar com eles, mas não podemos de modo algum ignorá-los. A história é agradável de ler e no geral provoca bons sentimentos, mas ficamos apreensivos na medida em que o final do livro se aproxima.

resenha livro Por Lugares Incríveis


O livro é narrado em primeira pessoa - intercalando os pontos de vista de Violet e Finch - e, além de a leitura fluir bem, ficamos amigos dos personagens, como ocorre em As Vantagens de Ser Invisível e O Apanhador no Campo de Centeio. Assim como as duas obras citadas, Por Lugares Incríveis retrata temas comuns da adolescência ao mesmo tempo que aborda um assunto bastante delicado: suicídio. Me sinto até culpada em afirmar que Finch sofria de 'transtorno bipolar' porque o próprio personagem posiciona-se contra rótulos, vez que pessoas são mais que mais que um conjunto de sintomas. Por outro lado, o livro elucida a importância de tratarmos transtornos mentais como depressão e bipolaridade como o que realmente são, doenças. Ninguém contesta que alguém está com febre, mas todos ignoram ou tentam mascarar a depressão.

Por Lugares Incríveis é uma leitura deliciosa, que ora foca em momentos perfeitos e sentimentos intensos, ora foca em sentimentos igualmente fortes, mas não tão bons. É um livro que fala sobre dor, sofrimento, depressão e perda, mas também aborda amizade, amor, aceitação e vida. É um livro que nos diverte, mas também nos faz refletir sobre as pessoas que temos ao nosso lado e sobre a melhor forma de melhorar não apenas as nossas vidas, mas das pessoas que amamos.

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Book Club: 12 meses na estante


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016



Oi pessoal! Como o ano começa depois do Carnaval, a postagem coletiva do Book Club é uma divertida tag sobre os meses do ano: 12 meses da estante. O objetivo é relacionar os meses com alguns livros de acordo com suas características. Bem, vamos ver o que está na minha estante!



Janeiro - o mês que inicia um ano novo: Um livro com uma citação que você goste.


O Retrato de Dorian Gray (resenha). Não se trata apenas de uma citação: é todo o prefácio. O livro inicia com um prefácio instigante, questionador, atraente e incomodativo, abordando majoritariamente o problema estético e apresentando características semelhantes aos pensamentos que encontraremos no decorrer da leitura. No prefácio, Oscar Wilde declara que "não existe livro moral nem imoral - os livros são bem ou mal escritos" e discorre sobre o papel do artista. Por fim, termina: toda arte é inútil.


Fevereiro - mês do Carnaval: O livro com a capa mais colorida da sua estante.



O Manual da Garota Geek. Ganhei esse livro em um concurso e cheguei a conclusão de que ele é o mais colorido da minha estante, com cores "alegres" e uma temática...bem...geek. Vocês podem conferir a resenha aqui.


Março - Dia Internacional da Mulher: Um livro que tenha uma mulher como capa e como autora.



Escolhi Little Women pelo título, por ser da autora Louisa May Alcott e por ter várias mulheres na capa. Foi um sucesso de crítica, se passa durante a Guerra de Secessão dos EUA e conta a história de quatro irmãs com distintas características. Ainda não li este livro.


Abril - em abril, águas mil: Encontre na sua estante o último livro que te fez chorar.



Ao mesmo tempo em que Cem anos de solidão retrata absolutamente todas as emoções humanas (felicidade, tristeza, amor, intimidade, confiança, ambição, loucura, carinho) por meio das suas incontáveis personagens, a obra prima de Gabriel Garcia Marquez é um retrato fiel de um único sentimento: solidão. A "tristeza" presente na obra não é óbvia, vai se achegando aos poucos à medida que acompanhamos a ascensão e declínio de Macondo até o livro chegar no seu final devastador.


Maio - mês das mães: Um livro com enredo sobre família.


Cem Anos de Solidão retrata cem anos da história da família Buendía, formada por uma infinidade de Aurelianos e José Arcádios. Apesar de os Aurelianos serem mais intimistas e estudiosos e os José Arcadios mais impulsivos e trabalhadores, cada um dos personagens está inserido em um contexto diferente, e apenas a velha Úrsula se faz presente nos vários momentos da família.


Junho - mês dos namorados: Um livro que tenha um romance de tirar o fôlego.


O Morro dos Ventos Uivantes retrata o amor proibido entre Heathcliff e Catherine Earnshaw. Ambos são personagens intensos e de forte sentimentos, que nutrem um amor colossal um pelo outro - mas Cathy se casa com outro por dinheiro. Cathy é uma jovem mimada, de temperamento explosivo e passional, enquanto Heathcliff começa como um homem apaixonado, mas se torna alguém amargurado e vingativo, sempre atormentado por aquele sentimento tão belo que se chama "amor". Heathcliff é considerado também um herói byroniano, "cuja paixão é tão intensa que chega a destruir a si mesmo e aos outros a seu redor". O verdadeiro amor nunca morre!


Julho - mês do inverno: Um livro com capa em tons de frio.



Ponto de Impacto, o segundo romance de Dan Brown! Em meio a uma crise política, a NASA encontra na geleira Milne um estranho objeto que comprova a existência de vida extraterrestre, descoberta esta que pode gerar certo impacto nas eleições para presidente dos Estados Unidos. Sendo assim, a Casa Branca envia Rachel Sexton para avaliar a autenticidade do objeto, mas quando a analista descobre indícios de uma grande conspiração, ela e sua equipe são perseguidos por assassinos que a todo custo tentam encobrir a verdade.


Agosto - mês do desgosto: Um livro que você jamais leria de novo.


Maldição do Cigano, do maravilhoso Stephen King. Conta a história de Bill Halleck, um advogado obeso que, por atropelar uma cigana, sofre uma maldição e começa a emagrecer subitamente. O que parece ser algo positivo, revela-se uma verdadeira maldição, pois a perda desenfreada de peso até a subnutrição só pode levar a um destino: morte. Acharam a sinopse interessante? Pois é, eu também não.


Setembro - mês da primavera: Um livro cuja capa tenha flores ou pássaros.



Fernão Capelo Gaivota é um livro incrível que retrata a paixão pela liberdade. Trata-se da história de uma gaivota chamada Fernão que não se conforma em apenas voar para se movimentar e buscar alimentos: ele voa porque gosta, porque quer ir além, porque quer - metaforicamente - voar mais alto. No momento que Fernão começa a treinar novas acrobacias, certo alvoraço é causado entre as outras gaivotas, que questionam a bela visão de vida de Fernão. Preciso reler este livro, pois é inspirador.


Outubro - o único mês cujo nome inicia e termina com a mesma letra: Encontre um livro cujo título inicie e termine com a mesma letra.



Anna Karenina, uma obra-prima de Tolstói. De um lado, o livro aborda o caso extraconjugal de Anna Karenina, uma bela mulher que se envolve romanticamente com o oficial Conde Vronsky e deixa a família para ficar com seu amante, mas sente-se minada pela insegurança, pelas aparências, por o que os outros irão falar. De outro lado, acompanhamos a história de Konstantin Levin, morador da área rural que sente um terno amor por Kitty e constantemente indaga-se sobre o rumo que a política e a sociedade russa está tomando. Enfim, é uma obra incrível sobre a Rússia Czarista, com ênfase na aristocracia e nas relações humanas.


Novembro - o verão está chegando!: Um livro que tenha amarelo ou laranja em sua edição (capa ou lombada).




Morte Súbita é o primeiro romance de J.K Rowling depois do sucesso Harry Potter e nele a autora apresenta uma história mais madura, marcada por personagens odiosos e diversos conflitos sociais. Confiram a resenha aqui.


Dezembro - mês do Natal: Um livro que tenha verde ou vermelho em sua edição (capa ou lombada).



C-C-Combo! Esses dois livros são interessantíssimos pois são dicionários especiais, apresentando vários significados nas palavras de Gabriel García Márquez e William Shakespeare. Aliás, para Gabriel:

"Os adultos inventaram o 25 de dezembro para brincar com as bugigangas que o Menino Jesus traz para as crianças. Às 12 horas da véspera do Natal, os adultos andam pela casa, medindo a esperançosa respiração dos meninos, sem poder conter o desejo de bater forte no tambor ou de sentar-se na sala e começar a tocar o orgãozinho mecânico que está guardado no armário desde a última quinzena". (Textos caribenhos, Obra jornalística 1, 1948-1952, "Brinquedos para adultos", p. 513.




Espero que tenham gostado dos livros escolhidos (noventa por cento são bem recomendados), respondam à tag e claro, participem do nosso grupo do Facebook, onde a cada mês indicamos uma nova postagem coletiva e uma nova resenha!

Verônica | Wanila | Cecilia | Amanda | Isadora

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Book Club: O Jardim Secreto


sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Algumas histórias tem a capacidade de encantar crianças e adultos, servindo de ensinamento para os pequenos e reflexão para quem poderia viver de uma forma um pouco menos amarga. Quando era pequenina, gostei muito de assistir o filme O Jardim Secreto, mas foi só agora lendo a obra original que reconheço o quanto essa história é inspiradora.

resenha livro O Jardim Secreto
Título: O Jardim Secreto
Autora: Frances Hodgson Burnett
Editora: Penguin
Páginas: 344 páginas
Comprar: Compre o livro pela Amazon ou Saraiva


Mary Lennox era garotinha detestável: teimosa, rabugenta e mimada, nunca teve uma ordem contrariada e não gostava de ninguém. Quando muda-se para Inglaterra para morar com seu tio, uma incrível mudança acontece com a menina: ela passa a respirar o ar do pântano, conversar com pessoas, ser mais independente e, o mais importante de tudo, descobre um pequeno jardim, trancado há dez anos desde que a esposa de seu tio veio a falecer. Determinada, Mary decide reviver aquele Jardim Secreto e passa a cultivar vários sentimentos bons, mas há outro menino na mansão tão mimado e solitário quanto ela era: Colin Craves, um rajá que passa o dia inteiro confinado no quarto acreditando estar doente. A partir de então, acompanhamos o relacionamento e a evolução de cada personagem à medida que se envolvem com O Jardim Secreto.

resenha livro O Jardim Secreto


Ambientado em bucólicas paisagens e retratando situações cotidianas, O Jardim Secreto é uma leitura agradável e prazerosa, tematizando a mudança a partir do que as crianças chamam de Mágica, mas na verdade trata-se da nossa própria fé e vontade de mudar. Se no início consideramos Mary Lennox uma criança intragável, ao decorrer da leitura compreendemos o porquê de ela ser assim e ficamos muito felizes com as pequenas conquistas da menina. Como é um enredo bastante simples, o livro não tem grandes surpresas e nem é muito dinâmico, mas isso não o torna cansativo, pois o enfoque não é nos 'acontecimentos', e sim nas personagens. Por óbvio, cada personagem é muito bem desenvolvida e todas as ações são fundamentadas.

resenha livro O Jardim Secreto


O Jardim Secreto é um livro protagonizado por duas crianças cujos problemas poderiam ser resolvidos se simplesmente fosse dada a oportunidade de brincar, respirar ar puro e se envolver com uma atividade prazerosa. Apesar do livro ser destinado ao público infantil e ser uma leitura fácil para qualquer criança, o riso e entretenimento permanecem quando lido por um adulto e a lição que a obra transmite serve para todas as idades: todos têm a chance de mudar e ser pessoas melhores, desde que se aprecie as coisas boas da vida. A mudança que ocorre nas crianças também se opera com outros personagens e a obra nos faz refletir sobre nós mesmos e sobre o que aconteceria se parássemos de reclamar tanto e tentássemos aproveitar a vida.

É compreensível ficarmos encantados por histórias fantásticas passadas em universos fantasiosos, ou nos emocionarmos com um inacreditável relato de superação. Mas, às vezes, uma boa história não precisa mais que algumas crianças vivendo a realidade para ser considerada mágica. Com um enredo simples e cativante, O Jardim Secreto é um livro sobre mudanças e oportunidades, sobre como podemos colher amizade, alegria e sentimentos bons se simplesmente cultivá-los no nosso jardim.


Verônica | Wanila | Cecilia | Amanda | Isadora

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Book Club: Livros para ler em 2016


sexta-feira, 8 de janeiro de 2016



Oi pessoal! Voltamos com o Book Club e temos uma super novidade: vocês também podem participar do projeto! Resolvemos que estava na hora de expandir o projeto e interagir mais com nossos leitores, por isso criamos um Grupo no Facebook, em que iremos propor uma postagem coletiva (como essa!) e avisar qual será o próximo livro resenhado. Não é legal?

Para o primeiro tema 'extra' de 2016, nosso grupo escolheu criar uma lista de possíveis leituras para o ano. Da última vez que eu fiz isso não consegui ler todos os livros e não costumo estabelecer metas porque minhas leituras variam de acordo com minha vontade momentânea ou até mesmo livros disponíveis no momento. Mas estabelecer metas e desafios é uma ótima maneira de se organizar e eu tenho várias coleções cuja leitura gostaria de finalizar, portanto, por que não?

Os Irmãos Karamázov



Tenho gostado bastante de autores russos, mas nunca li nada do Dostoiévski, considerado um dos melhores autores do mundo. Quando li a resenha da Clayci de Os Irmãos Karamázov já fiquei bastante interessada pela história, e no meu aniversário não pude resistir e acabei comprando essa linda edição, perfeita para minha estante. Acontece que livros não são apenas para decoração, e já está mais do que na hora de eu ler o que parece ser não só uma excelente história sobre relação familiar, mas sobre a sociedade russa e todos os aspectos do ser-humano.

A Torre Negra



Comprei os livros em 2014 e apenas ano passado - por causa do Book Club! - iniciei a leitura de O Pistoleiro, primeiro volume da série A Torre Negra. Ano passado também li A Escolha dos Três, Terras Devastadas e Mago e Vidro, conforme contei na retrospectiva literária, e em 2016 pretendo ler o restante da série, ainda no verão. Trata-se da obra-prima de Stephen King, um verdadeiro épico ambientado em um cenário pós-apocalíptico, medieval e com elementos de um western. Confesso que no início não estava gostando muito e a história é bastante confusa, mas graças ao incentivo de vocês dei uma chance e estou achando simplesmente fantástico. Vocês precisam ler!

Buick 8


Mais um livro sobre carros do Stephen King, nada de novo sob o sol. Comprei por dez reais depois de uma Feira do Livro frustrante em que não achei nada que procurava. Eu realmente não quero ler esse livro, mas estabeleci no desafio 101 coisas em 1001 dias que leria todos os meus livros do Stephen King e, como o prazo final é em agosto, terei que ler esse Buick 8. Droga.

Duma Key


Também paguei dez reais nesse livro (ele custa cinquenta e quatro!), mas a história parece interessante e tenho lido boas críticas sobre ele. Na história, um homem que sofreu um acidente e separou-se da esposa busca sair da depressão em uma belíssima ilha na Flórida, chamada Duma Key. Na ilha, Edgar Freemantle melhora significativamente, faz amigos e começa a pintar curiosos quadros. No entanto, o que era para ser uma atividade relaxante revela-se algo extremamente perigoso, porque suas pinturas tem um grande poder que Edgar não consegue controlar.

Tales and Poems of Edgar Allan Poe


Sim, pessoal, o mesmo livro que está na minha lista de leituras de 2013! Trata-se de uma compilação de contos e poemas lançada pela maravilhosa Collector's Library (em inglês) escritas por um dos maiores autores do terror, Edgar Allan Poe. Já li os três primeiros contos e achei interessantes e macabros na medida certa, mas confesso que é uma leitura complicadinha e sempre priorizo outros livros em vez desse. Bom, eu fiz isso em 2013, 2014 e 2015, então esse ano tem que ser diferente.

...E todos os outros da Collector's Library



Se você for fazer um desafio como o 101 coisas em 1001 dias, minha dica é não colocar metas genéricas que fiquem mais difíceis com o passar do tempo. Quando decidi ler todos os livros da Collector's Library, minha coleção não era tão grande (mas só para deixar registrado, quero ter ainda mais!), então não era algo impossível. Agora, preciso ler até agosto MobyDick, Sense & Sensibility, Pride & Prejudice, Little Women, Emma, Lady Audley's Secret e Best Fairy Stories of the World...Em inglês! O que me lembra também que tenho que retomar o Book Challenge. Quero só ver se lerei tudo esse ano!



E vocês, que livros pretendem ler em 2016? Não deixem de compartilhar com a gente no novo grupo do Facebook e conferir as postagens das outras participantes do projeto.

Verônica | Wanila | Cecilia | Amanda | Isadora

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Book Club: A Torre Negra - O Pistoleiro


sábado, 31 de outubro de 2015

Quando se fala em histórias de terror, é inegável que as mais assustadoras vieram da mente do mestre Stephen King. Através das leituras de livros como O Iluminado e O Cemitério, pude comprovar a genialidade do escritor, mas foi só quando King foi proposto no nosso Book Club que finalmente comecei minha caminhada em direção à obra prima do autor: A Torre Negra. Por esse motivo, nesse 31 de outubro, trago a resenha de O Pistoleiro, primeiro volume da grande obra A Torre Negra.

Título: O Pistoleiro
Autor: Stephen King
Editora: Ponto de leitura
Páginas: 288 páginas
Comprar: Compre o livro pela Amazon ou Saraiva


Ambientado em um mundo pós-apocalíptico, O Pistoleiro conta a história de Roland, último descendente de uma linhagem de pistoleiros cuja vida serve apenas a um único e grandioso propósito: encontrar a Torre Negra. Não se sabe exatamente o que é a Torre ou qual a sua localização, mas é certo que ela é o centro do tempo e espaço daquele mundo, que se deteriorará a menos que Roland chegue ao seu destino. Para isso, Roland atravessa o deserto em busca do Homem de Preto, um mago sinistro detentor de conhecimentos que podem auxiliar Roland a alcançar a Torre. A trajetória, no entanto, não é nada fácil, e Roland passa por diversas intempéries que envolvem desde elementos sobrenaturais até sua afeição por Jake, um garoto que morreu no nosso mundo e acaba por acompanhar Roland em sua jornada.



Antes mesmo de adentrarmos na história, nos deparamos com o prefácio e introdução do autor explicando que A Torre Negra levou trinta anos para ser perfectibilizada e que O Pistoleiro foi escrito no auge dos seus 19 anos, o que fica bem claro pela abordagem adotada. A narrativa frequentemente faz alusões a elementos do nosso mundo (o que é bacana, mas pode se tornar bem irritante com o tempo) e nesse primeiro volume ainda estamos confusos com a quantidade de informações: os fatos importantes nos são apresentados por meio de memórias esparsas e demora bastante para nos acostumarmos com o Mundo Médio o qual o pistoleiro habita, pois quase nada sabemos dele.

Justamente por a história ser complicada, devemos ter em mente que este é apenas um volume introdutório e que novas respostas serão obtidas lendo o restante da Torre Negra. Mesmo assim, O Pistoleiro é um livro interessante e envolvente, com um anti-herói complexo e uma história que queremos conhecer, ou seja, buscamos as respostas. Ademais, o livro proporciona aventura semelhante a encontrada nos velhos faroeste spaghetti, mas com frequentes assombrações, como os vagos mutantes, um antagonista assustador e a certeza de algo tenso acontecerá na página seguinte.



Como o próprio Stephen King admitiu, O Pistoleiro é um livro difícil de se ler, afinal a narrativa é confusa e não estamos acostumados com a história. Entretanto, existem outros mundos além do Mundo Médio, e agora que recém alcancei a metade do segundo livro, asseguro que vale a pena saborear O Pistoleiro em direção à Torre Negra.

Verônica | Wanila | Cecilia | Amanda | Isadora

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Book Club: Como incentivar a leitura?


segunda-feira, 12 de outubro de 2015



Eu tinha quatro aninhos quando minha mãe comprou Lindos Sonhos, o livro com o título mais bonito da lista indicada pela escolinha. Eu nem sabia ler, mas amava aquele livro e o "lia" todas as noites, pois já tinha decorado as frases. Quando aprendi a ler, comecei o livro Uma História por Dia e lembro bem da minha expectativa em conhecer diariamente um novo conto. Um pouquinho mais velha, li meu primeiro livro "grande", Meu Pé de Laranja Lima. Depois li Harry Potter, li O Caso dos Dez Negrinhos e, com oito anos, já era uma leitora voraz.



Existe um debate relevante sobre como incentivar crianças a ler. Muita gente (adultos!) se assusta com a quantidade de páginas de determinado livro, não gosta de ler nem história em quadrinhos porque sempre enxergou leitura como obrigação. Há quem culpe as escolas por escolherem livros 'difíceis' para crianças, mas convenhamos que ler livros 'bobinhos' apenas para constar que a escola possui um projeto de incentivo à leitura é bastante desanimador. Sendo assim, fica a pergunta: como realmente incentivar a leitura?



Minha estante de livros atual é resultado dos vários livros que meus pais me deram de presente, dos livros que eram das minhas tias e foram passados para mim, do interesse que "Lindos Sonhos" e "Uma História por Dia" me despertaram. Li 'Meu Pé de Laranja Lima' porque foi um dos primeiros livros que minha mãe leu. Comecei a ler 'Agatha Christie' porque ela também lia quando criança. Me apaixonei por Harry Potter depois de assistir A Pedra Filosofal com meus pais no cinema - se gostei do filme, óbvio que o livro seria melhor. As pessoas que me amavam sempre estavam lá, me indicando livros que elas gostavam ou que despertariam meu interesse.



Incentivar a leitura não é obrigar a ler, não é impor condições, não é nem mesmo explicar qual a importância da leitura nas atividades estudantis: é demonstrar a importância da leitura na vida. Todo leitor sabe qual é a importância da literatura. Literatura é imaginar, é conhecer novos lugares, é viajar, é chorar, se frustrar e rir com histórias deliciosas e personagens tão cativantes que quem dera fossem reais. Essa concepção não pode ser expressa com frieza ou distanciamento, mas com a empolgação de quem também já vivenciou novas histórias através dos livros ou, pelo menos, compreende como essa oportunidade é importante e deve ser aproveitada pelas novas gerações. A resposta, portanto, é simplesmente apresentar bons livros para ler.



Para aqueles mais velhos que nunca tiveram o hábito de ler, nem tudo está perdido: pode-se sempre começar com Harry Potter, Guerra dos Tronos ou com os clássicos, que afinal, são eternos por um bom motivo. Mas toda criança tem imaginação, tem capacidade de sonhar alto, tem curiosidade e vontade de desbravar o desconhecido. Mais ainda, toda criança tem vontade de brincar e, diferentemente de muitos adultos, sabe a importância de se divertir. Eis o motivo de aproveitar esta fase tão mágica para apresentar um mundo igualmente mágico e de tamanhas oportunidades: a literatura.

Feliz Dia das Crianças para todos aqueles que ainda mantêm o deslumbramento característico da infância.

Verônica | Wanila | Cecilia | Amanda | Isadora

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