Games: Life is Strange


quarta-feira, 3 de maio de 2017



Contemporâneo, divertido e interessante, Life is Strange conquistou vários prêmios e milhões de fãs em todo o mundo. Não é difícil entender o motivo: é impossível não se identificar com a protagonista e se deixar envolver pelos diversos personagens que conhecemos ao longo de Life is Strange, o que torna o game tão especial.

Life is Strange


Life is Strange é um jogo episódico disponível para PC, Playstation 4, PS3, Xbox One e Xbox 360 no qual controlamos Max Caufield, uma tímida menina de dezoito anos que estuda fotografia na Blackwell Academy, situada na cidade fictícia de Arcadia Bay. O jogo começa quando Max presencia o assassinato da sua melhor amiga de infância, que perdeu o contato há cinco anos, e subitamente ganha um poder capaz de mudar a realidade: voltar no tempo. Max usa seu novo poder para salvar Chloe Price e, em cinco capítulos, acompanhamos as duas personagens retomando a amizade e ainda, tentando solucionar os motivos por trás do quase-assassinato de Chloe, os diversos problemas que acometem os alunos de Blackwell, a estranha visão de Max na qual um tornado acomete a cidade e o misterioso desaparecimento de uma estudante muito popular, Rachel Amber.

Life is Strange


Com uma mecânica bastante simples, o jogo consiste em interagir com as personagens e cenários visando solucionar os mistérios, voltar no tempo quando necessário e tomar diversas decisões ao longo do jogo. Life is Strange é uma história de várias possibilidades, na qual o jogador toma decisões bastante simples, como ir ao cinema com um amigo ou assumir a culpa por alguém, até ajudar um inimigo, dizer coisas agressivas ou atirar com uma arma. O comportamento de Max influencia na sua amizade com as pessoas e na facilidade com que a história pode ser alterada ao longo do jogo, mas todo o desenvolvimento e todos os momentos vivenciados levam à grande decisão final, bastante difícil de tomar para quem se envolveu mais e mais com o jogo a cada capítulo.

Life is Strange


Apesar dos misteriosos poderes da Max e das investigações referentes à Rachel Amber e outras personagens que evidentemente passam por dificuldades ao longo do jogo, como Kate, a temática do jogo é bem slice of life e muitas situações são bem comuns: conversamos com o jardineiro, vamos à praia, nos convidam para ir a uma festa. Claro, há temas fortes que infelizmente fazem parte da adolescência de algumas pessoas, como drogas, slutshaming, abuso. Através de conversas e pesquisas nos diários e computadores das pessoas, descobrimos mais sobre as personagens e que cada um tem sua própria história, mas certamente, a mais interessante é nossa amiga (ou seria algo mais? A escolha é sua!) Chloe, que ficou bastante rebelde após a morte do pai e se envolveu com várias coisas erradas ao longo de cinco anos, mas descobrimos como ela é uma pessoa forte, leal, divertida e companheira.

Life is Strange


Com uma trilha sonora delicada ao som de violão, trama interessantíssima e possibilidade de tirar muitas fotografias, Life is Strange é um jogo fascinante, no qual nos envolvemos muito com os personagens e a cada capítulo queremos descobrir logo o que está acontecendo em Blackwell, mesmo porque cada episódio tem um final bastante impactante. O que importa, no entanto, é o desenvolvimento da história, a relação entre Max e Chloe e os diversos sentimentos que Life is Strange pode transmitir. Life is Strange é um jogo emocionante!

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Anime: Steins;Gate


quinta-feira, 3 de julho de 2014



Enquanto supostamente escrevia esse post, fiquei cerca de uma hora entretida lendo sobre viagens no tempo e universos paralelos. Apesar de não estudiosa, sou bem interessada pelo assunto, o que reflete no meu gosto por ficção científica. Continuando minhas reviews de animes, hoje vim recomendar um dos melhores do gênero: Steins; Gate.



No primeiro episódio, o autointitulado cientista louco Rintarou Okabe está num seminário sobre viagem no tempo quando encontra o corpo da brilhante Kurisu Makise em cima de uma poça de sangue. Ao tentar enviar uma mensagem sobre isso para seu amigo Daru, algo estranho acontece e todas as pessoas na volta desaparecem, com tudo “voltando ao normal” minutos depois. Okabe descobre que a mensagem foi enviada uma semana antes do encontro com Kurisu, que ainda estava viva. Interessado nesse fenômeno, ele cria um mecanismo de enviar mensagens para o passado através de um microondas (!), alterando, assim, o futuro. Okabe e seus amigos criam um grupo para estudar a viagem no tempo, mas tudo se complica quando uma organização chamada SERN começa a persegui-los e o futuro é constantemente alterado, de forma que eles tentam escapar do que aconteceria em diversas linhas de mundo.



De fato, nos primeiros episódios Steins; Gate não é nada mais que um anime escolar, com personagens carismáticos, mas que não bastam para sustentar o anime. Até que de repente as coisas começam a dar errado. E errado. E errado. Com isso, o anime passa de uma simples comédia para uma obra muito complexa (tudo que envolve viagem no tempo é complexo), em que os personagens lutam desesperadamente para mudar o passado/futuro, tendo de lidar com a pressão psicológica e o coeficiente de divergência – a possibilidade de que uma simples mudança nos fatos, uma simples mensagem enviada, pode acarretar consequências de grandes dimensões a ponto de iniciar uma nova linha de acontecimentos.



Steins Gate é uma animação que começa divertida, descontraída e sem muito compromisso, mas acaba se tornando intensa e se mostrando uma agradável surpresa. Na verdade, com suas inúmeras reviravoltas e trama envolvente, Steins; Gate com certeza é um dos melhores animes que eu já vi. Mesmo que o início desanime (não que seja ruim, só não é especial), dê uma chance para Steins;Gate, garanto que não é perda de tempo.

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Book Challenge #4: The Time Machine


quinta-feira, 19 de junho de 2014



Oi gente! Para nossa quarta edição do #Book Challenge, resolvi ler um clássico da ficção científica que versa sobre um dos assuntos mais interessante e mais abordado por esse gênero: viagem no tempo. O livro em questão é The Time Machine (A Máquina do Tempo), de H. G. Wells.



Escrito em 1895, The Time Machine começa com “O Viajante do Tempo” explicando como consegue se locomover através do tempo utilizando sua máquina, capaz de transportar uma pessoa pela Quarta Dimensão. Para experimentar a máquina, ele vai para o ano 802.701 D.C, em que convive com os pacíficos, frágeis e harmoniosos Elóis, uma raça descendente dos humanos que vive aparentemente sem preocupações em pequenas comunidades. Quando a máquina do tempo é roubada, o Viajante do Tempo conhece a outra face da evolução da humanidade: os Morlocks, criaturas noturnas e agressivas, que vivem no subterrâneo e são predadores dos Elóis.



O Viajante do Tempo conclui que os Elóis e os Morlocks descendem de diferentes classes sociais, havendo diferenças na estrutura do trabalho visto que os Elóis não trabalham e são tratados pelos Morlocks como gado, posteriormente servindo de alimentos para este. No livro, o protagonista cria uma afinidade com a Elói Weena, querendo levá-la para seu próprio tempo. Sendo assim, The Time Machine tem uma história interessante, é inovador e rápido de ler, podendo ser lido em apenas um dia.



The Time Machine foi o primeiro livro com a temática de viagem no tempo aplicada por uma máquina e deu origem a dois filmes homônimos, um dirigido por George Pal em 1960 e outra versão de Gore Verbinski e Simon Wells em 2002, que acrescenta novos elementos. É um livro simples e interessante, que ganha créditos por ser um dos pioneiros nesse gênero.

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Crítica: X-Men Dias de um Futuro Esquecido


sexta-feira, 6 de junho de 2014



Depois do ótimo X-Men: Primeira Classe e um não tão ótimo Wolverine: Imortal, novamente somos presenteados com um novo filme dos mutantes, nos permitindo fazer uma reflexão acerca do ódio ao diferente em meio a diversas cenas de ação e uma viagem no tempo: X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido.



Quando Mística (Jennifer Lawrence) descobriu sobre o desenvolvimento do Projeto Sentinela e matou seu criador Tyrion Trask (Peter Dinklage) em 1973, mal sabia que estaria desencadeando uma série de acontecimentos que levaria ao futuro apocalíptico de 2013, em que qualquer pessoa com o gene da mutação é perseguida e morta pelos robôs Sentinela. Nesse futuro, em que Xavier (James McAvoy/Patrick Stewart), Magneto (Michael Fassbender/Ian McKellen), Tempestade (Halle Bery), Mancha Solar, Blink e poucos mutantes sobreviveram, cabe ao Wolverine (Hugh Jackman) voltar ao passado, tentar unir os rivais Xavier e Magneto e impedir a morte do Dr. Trask, a captura de Mística e tudo o mais que fosse acontecer.



Misturando os eventos de X-Men: Primeira Classe com X-Men: O Confronto Final, esse filme promove uma interessante viagem no tempo em que encontramos um jovem Xavier mais humano, um Magneto roubando a cena como sempre e um contexto intrigante envolvendo a Guerra do Vietnã, a criação do programa Sentinela e medo e ódio contra os mutantes. Como era de se esperar do ótimo elenco, as atuações estão muito convincentes e há um envolvimento tanto com a história quanto com os personagens em si, graças aos talentos dos atores James McAvoy, Michael Fassbender, Jennifer Lawrence e também dos veteranos.



Apesar de a trama ser bem empolgante e o roteiro do filme em si ser bem construído, o filme deixa questões em branco levantadas pelos filmes anteriores e para falar a verdade, ficamos sem saber até que ponto X-Men: O Confronto Final foi ignorado. Ao contrário dos quadrinhos, é Wolverine que é enviado ao passado no lugar de Kitty Pride (dá mais audiência) e não é mencionado como ela conseguiu seu poder de “enviar as pessoas no tempo”. Entretanto, nada deixa o filme menos impressionante, chegando a ser considerado, talvez, o melhor da série.



X-Men: Dias de um Futuro Esquecido é um filme que mistura indispensáveis cenas de ação características dos filmes de super-heróis com um memorável arco dos X-Men. Divertido, empolgante e muito bem produzido, o longa retrata a viagem no tempo de uma forma formidável, trazendo uma história reflexiva quanto aos valores e empolgante para o espectador, nos deixando ansiosos para um próximo filme.

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